terça-feira, setembro 30, 2014

CNJ REVELA: JUDICIÁRIO TEM 95 MILHÕES DE PROCESSOS PARA JULGAR

Pedro do Coutto

















PIADA DO ANO: TOFFOLI DIZ QUE NÃO EXISTE CAIXA 2 NO BRASIL


Carolina Bahia e Guilherme Mazui








TST - Professora receberá como horas extras período reduzido entre jornada noturna e diurna. (Clique aqui)


UM PAÍS ENVELHECIDO

Carlos Chagas

POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA ELO ENTRE DOLEIRO, TESOUREIRO DO PT E PERDAS DOS FUNDOS DE PENSÃO


Leonardo Souza e Mario Cesar Carvalho
Folha

DILMA, BOLSA E O APARELHO EXCRETOR







José Roberto de ToledoEstadão


Editorial migalheiro
Parte expressiva do noticiário tupiniquim das últimas semanas tem sido preenchida por migalhas das denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que cumpre acordo de colaboração premiada entabulado com o MPF. Em breve, o doleiro Alberto Youssef engrossará as imputações e novas migalhas deverão pipocar. A "disposição" dos dois em colaborar parece advir do novo paradigma criado pelo mensalão - somente o temor da condenação, e a consequente prisão, sustenta a opção dos réus. Em ambos os casos, os crimes envolvem dinheiro público, corrupção, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro. Os valores e os personagens envolvidos agora, contudo, ultrapassam em muito os limites do mensalão. Maurício Marinho, aquele desditoso funcionário dos Correios que foi filmado recebendo míseros três mil pilas, é filhote de lambari diante do cardume de bagres que se anuncia. E se no mensalão ainda se argumentava ser um acerto de dívidas de campanha (feito com dinheiro público, eis a tipicidade), no caso dos premiados delatores o poço é mais profundo. Por isso, o trabalho que vem sendo enfrentado pelo juízo da 13ª vara Federal de Curitiba e pelo MPF/PR pode mudar as coisas no país. Levado adiante, deve desencadear uma onda de responsabilização das empresas corruptoras, fechando o cerco no combate a esse verdadeiro sorvedouro de recursos que corrompe nossa representação política. Preocupa-nos, todavia, a interpretação da expressão "acesso restrito aos autos" contida no §2°, art. 7°, da lei 12.850/13. Com base nessa disposição, tem-se sustentado que o conteúdo dos depoimentos não pode circular livremente - tal entendimento, como é bem de ver, não tem sido suficiente para impedir os sucessivos "vazamentos" noticiados e que, por serem parciais, padecem sempre da pecha de oportunistas. Somente a publicidade total, ampla e irrestrita, é capaz de elidir tais presunções e fortalecer o trabalho na apuração da verdade real. Uma vez tornados públicos, entregues a toda a imprensa, essa, em seu mister, tornar-se-ia aliada da Justiça e do parquet. E é louvando e apoiando o corajoso e nobilíssimo trabalho da Justiça e do MPF, que deixamos nosso rogo pela publicidade dos depoimentos tão logo o andamento processual assim permita. Afinal, é de dinheiro público (seu, meu, nosso) que se trata. (http://www.migalhas.com.br/).


Presidente da OAB/DF impugna inscrição de Joaquim Barbosa como advogado


Atrasados acima de R$ 37.320 saem no dia 31 de outubro


O segurado do INSS já pode conferir
se a grana de sua ação foi liberada em tempo de entrar no lote deste ano







CPF
CPF somente pode ser cancelado após a comprovação de uso indevido por terceiros que causem prejuízos ao titular
O cancelamento do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), com a consequente emissão de um novo, somente é possível no caso de perda, fraude, furto ou roubo do cartão original, desde que comprovada a utilização indevida por terceiros, causando prejuízos ao titular. Esse foi o entendimento adotado pela 6.ª Turma do TRF da 1.ª Região para confirmar sentença de primeira instância que negou a um cidadão o pedido de cancelamento de sua inscrição no CPF.


Às vésperas de completar 80 anos, o eterno Didi Mocó conta que não vota há tempos porque está decepcionado com a política. Confira a entrevista exclusiva com o humorista
ISTOE.COM.BR|POR AGÊNCIACLICK - HTTP://WWW.AGENCIACLICK.COM.BR



MPF processa Jair Bolsonaro e filho por site que espalha ofensas

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Juiz se defende de insinuações da oposição de que teria favorecido Rui Costa

Luciana: o PT não é mais partido de esquerda


Luciana Genro
Em entrevista ao Congresso em Foco, a presidenciável do Psol ataca o PT. Chama Marina Silva de candidata da burguesia. Luciana Genro afirma que áreas essenciais têm que estar sob o controle estatal. Assista ao vídeo e leia a íntegra
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Pesquisa divulgada nesta 3ª feira mostra como ainda é baixo o interesse do brasileiro por política: 44% dos eleitores não se lembram em quem votaram para deputado federal; 43% não se recordam quem escolheram para deputado estadual e 38% se esqueceram de como foi seu voto para senador. http://uol.com/bsdV9x

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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