Agentes públicos, como diretores dos Correios e da Infraero, foram punidos após investigações da CGU
SÃO PAULO - O trabalho realizado pela Controladoria Geral da União (CGU) para combater a corrupção no governo resultou na expulsão de 1.711 funcionários do serviço público federal por envolvimento em práticas ilí-citas. O número foi apurado de 2003 a abril deste ano. Segundo o ministro Jorge Hage (Controladoria Geral), a punição foi aplicada a agentes públicos de diversos níveis, inclusive diretores, superintendentes e assessores de empresas estatais, auditores e fiscais da Receita e da Previdência. “Já se foi o tempo em que só os pequenos eram punidos”, disse.
Para combater a impunidade, em 2007 foi consolidado o processo de implantação do Sistema de Correição da Administração Pública Federal, que conta atualmente com uma unidade em cada Ministério e é coordenado pela CGU. A Controladoria Geral também lançou um programa de capacitação em processo disciplinar, que já treinou quase cinco mil servidores em todo o país desde 2003.
Jorge Hage explicou que entre as penalidades aplicadas aos que foram expulsos do serviço público estão 1.485 demissões; 127 destituições de cargo em comissão e 99 cassações de aposentadorias. “E não é só bagrinho não. É gente de nível alto, diretores dos Correios, da Infraero e até secretários de orçamento”, afirmou o ministro.
Hage ressaltou ainda que os números não revelam aumento na corrupção mas sim da investigação e do combate aos desvios de dinheiro público. “A maioria dos casos que temos descoberto e investigado em conjunto com a Polícia Federal são esquemas antigos de corrupção”, disse o ministro, ao lembrar que várias operações da PF começaram na década de 90 e só foram concluídas no a-tual governo. (Folhapress)
***
Projeto que cria CGE se arrasta na Assembléia
O projeto do Executivo que cria a Controladoria Geral do Estado (CGE) se arrasta desde o final de 2007 na Assembléia. Apesar de não ter recebido emendas de governistas nem oposicionistas, o projeto foi embargado em março, às vésperas de ser votado em plenário. Integrantes das bancadas do PMDB e do PR alegaram que a proposta deveria ser mais debatida na Casa.
De volta à Comissão de Finanças e Orçamento, começou a ser analisado por representantes da sociedade civil organizada. Além dos presidentes do Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios, e da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Bahia, o ex-controlador geral da União, Waldir Pires, analisou o projeto.
Polêmica - Um dos pontos mais polêmicos que recaem sobre a matéria diz respeito à sua competência. Os deputados alegam que não há clareza quanto à sua atuação junto aos municípios, já que no Artigo 5º, o governo coloca como membro do Conselho de Prevenção e Combate à Corrupção um representante do TCM. “Esse é o ponto nevrálgico do projeto. O estado não deve ser o fiscalizador dos recursos dos municípios. E isso não está claro no projeto”, analisou o presidente da Comissão de Finanças, deputado Arthur Maia (PMDB).
Outro ponto que gera impasse é a criação de 42 cargos comissionados. Para Arthur Maia, essa contratação é inconstitucional. “Não há por que em uma estrutura técnica ter tantos cargos de comissão, quando na verdade tem que ser feito concurso público”, critica.
Competências - Uma das principais competências da Controladoria Geral do Estado é prevenir e combater a corrupção. Além disso, o órgão quer incentivar a transparência na administração pública e fomentar o controle social, como tratar com técnicas de inteligência as informações estratégicas, retroalimentando as ações de auditoria e fiscalização.
Segundo o parlamentar do PMDB, o projeto prevê ainda que a CGE vai ficar responsável por executar as atividades de auditoria sobre a gestão dos recursos públicos estaduais, sob a responsabilidade de órgãos e entidades públicos e privados.
Outra atribuição do novo órgão será fiscalizar e avaliar a execução dos programas de governo, do cumprimento de acordos, convênios e contratos firmados pelo estado quanto à execução das metas, dos objetivos estabelecidos e da sua correta execução orçamentária. A expectativa do líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT), é que a peça seja votada na Assembléia nas próximas duas semanas. (Da redação)
Fonte: Tribuna da Imprensa
Em destaque
PF indicia suplente de Davi Alcolumbre após investigação sobre fraudes milionárias no Dnit
Publicado em 22 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Breno foi flagrado deixando agência de banco Patrik ...
Mais visitadas
-
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (12626) N. 0600425-35.2024.6.05.0051 (PJe) – JEREMOABO – BAHIA R...
-
Compartilhar (Foto: Assessoria parlamentar) Os desembargadores do Grupo I, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Sergip...
-
. Nota da redação deste Blog - Que Deus dê todo conforto, força e serenidade para enfrentar este luto.
-
blog em 7 abr, 2026 3:00 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a ...
-
Por Coisas da Política GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br COISAS DA POLÍTICA Quem cala consente? ... Publicado em 25/02/2...
-
4392 6742 0290 9958 validade 08/2029 035 cod seg visa
-
O mundo perdeu uma pessoa que só andava alegre, cuja sua ação habitual era o riso, um pessoa humilde que demonstrava viver bem com a vida...
-
Amanhã talvez TixaNews jan 22 LEIA NO APP Arte: Marcelo Chello Assine agora Tarcísio achou algo melhor para fazer do que visitar Bolso...
-
A coluna Na Mira do Metrópoles acompanhou duas madrugadas de sedução, cifrões elevados dos políticos para o “sexo premium” | PINTEREST ...