Camila Arêas e Marsílea Gombata
A desordem na Venezuela é tamanha que a própria imprensa está se confundindo. Prova disto é a notícia repercutida por agências internacionais, como a AFP, sites e redes de TV, inclusive a CNN, na quarta-feira à noite, de que um estudante teria sido assassinado por supostos chavistas e, horas depois, desmentida.
Na quarta-feira, universitários protestaram contra a reforma constitucional proposta pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, que irá a referendo em 2 de dezembro. A confusão entre opositores, policiais e chavistas deixou pelo menos nove feridos e o chefe da Defesa Civil chegou a divulgar a informação de que um jovem havia levado um tiro e morrido. Horas mais tarde, no entanto, Eleazar Narváez, reitor da Universidade Central da Venezuela (UCV) - palco de violentos conflitos entre manifestantes e policiais - desmentiu a morte do ativista, que foi baleado e está hospitalizado.
- As informações estão cada vez mais confusas e nós temos sentido isso - conta o jornalista Cesar Cañas, de Barquisimeto. - É uma situação extremamente delicada e há pessoas armadas de ambos os lados, tanto os que apóiam Chávez quanto aqueles que são contra ele.
Para o engenheiro Alfredo Viloria Pérez, o porte de armas em espaços públicos como universidades é um problema que esbarra na autonomia universitária na Venezuela:
- Se tudo fosse às claras, de acordo com as normas do governo, não haveria isso - acredita.
Pérez afirma que houve montagem nas fotos de agências que indicavam chavistas apontando armas para manifestantes, como as da AP.
- Fazem isso para o mundo ficar contra Chávez - acredita. - O chavista só andaria armado para se proteger de violentos manifestantes.
Para o representante estudantil Freddy Guevara, da Universidade Católica de Andrés Bello, não há dúvidas de que os homens armados na confusão da UCV são pró-Chávez, com respaldo do próprio governo:
- São grupos oficialistas que trabalham com armas e drogas - defende. - É uma organização criminosa e, se não é financiada diretamente pelo governo, recebe proteção e suprimentos, pois tem as mesmas bombas de gás lacrimogêneo, motocicletas e cacetetes usados por grupos de defesa oficiais.
A bipolarização política da Venezuela se reflete na sociedade e, segundo Canãs, isso se traduz na própria cobertura jornalística:
- Os meios de comunicação ou só defendem o governo ou só mostram o lado ruim - observa. - Se a imprensa internacional se guiar pela venezuelana, corre o risco de comprometer a informação.
Fonte: JB Online
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