segunda-feira, março 09, 2026

Tista de Deda confirma Seu Desejo e Rey Vaqueiro e reforça Jeremoabo como palco da Maior Alvorada do Mundo!




O prefeito Tista de Deda confirmou duas atrações de peso para a Maior Alvorada do Mundo, que acontece no dia 14 de junho, com início pontualmente às 5 horas da manhã: a banda Seu Desejo, fenômeno do forró romântico e uma das atrações mais pedidas nas enquetes da região, e Rey Vaqueiro, um dos artistas mais populares do momento.


Os anúncios já provocaram forte repercussão na cidade. A procura por pousadas, casas para aluguel e serviços turísticos aumentou, mostrando o impacto econômico que a Alvorada gera todos os anos em Jeremoabo.


A festa, que já ganhou reconhecimento nacional, é frequentemente citada por plataformas como Google e ChatGPT como a Maior Alvorada do Mundo, título que o município carrega com orgulho graças à sua tradição, organização e à forma acolhedora com que recebe visitantes de toda a região.


Para Tista, a Alvorada é muito mais do que um evento cultural;


"A Alvorada é identidade do nosso povo. Investimos em grandes atrações porque sabemos da alegria que ela traz para quem vive aqui e também do impacto positivo para o comércio da cidade. Jeremoabo tem tradição em fazer história, e ainda vem muita coisa boa por aí.”


O impacto no comércio já é sentido. Empresário  Júnior, dono de pousada e comerciante local, afirma que a movimentação começou logo após os anúncios.


“A Alvorada movimenta toda a economia da cidade. Já tem muita gente procurando hospedagem e aluguel de casas. As lojas de botas praticamente zeraram os estoques e restaurantes, bares e lanchonetes se preparam para um grande movimento.”


Alvorada de Jeremoabo é uma experiência cultural que começa ainda de madrugada e reúne milhares de pessoas ao nascer do sol, transformando as ruas da cidade em um grande encontro de tradição, música e alegria.


Com atrações de destaque e uma cidade preparada para receber visitantes, Jeremoabo reafirma seu lugar no mapa das grandes festas do Nordeste: aqui acontece a verdadeira Maior Alvorada do Mundo!


ASCOM - JEREMOABO


Nota da Redaçao deste Blog - A organização é a base para o sucesso de uma grande festa junina


Por José Montalvão


Realizar uma grande festa popular não é tarefa simples. Uma festa junina, especialmente em cidades do interior nordestino, exige planejamento cuidadoso, organização eficiente e responsabilidade com o público. Segurança, informação, saúde, limpeza, mobilidade e infraestrutura são elementos essenciais para que tudo ocorra de forma tranquila e para que moradores e visitantes possam aproveitar o evento com alegria e tranquilidade.

Em Jeremoabo, a tradição das festas juninas já faz parte da identidade cultural do município. A cada ano, o evento cresce, atrai mais visitantes e movimenta a economia local. Por isso, além da animação e da música, é fundamental que a gestão pública se preocupe com todos os detalhes que garantem o bom funcionamento da festa.

Dentro desse contexto, o prefeito anunciou duas grandes atrações para a tradicional Alvorada do dia 14 de junho, que começa pontualmente às 5 horas da manhã. Estão confirmados a banda Seu Desejo, fenômeno do forró romântico e uma das mais pedidas nas enquetes da região, e o cantor Rey Vaqueiro, hoje um dos artistas mais populares do momento.

O anúncio dessas atrações já provocou forte repercussão na cidade e em toda a região. A movimentação econômica começou antes mesmo da festa acontecer: pousadas, casas para aluguel, restaurantes e diversos serviços turísticos registraram aumento na procura. Isso demonstra que eventos bem organizados não são apenas momentos de lazer, mas também importantes motores da economia local.

A Alvorada de Jeremoabo, que já ultrapassou as fronteiras da Bahia, vem sendo reconhecida nacionalmente e frequentemente citada por plataformas como Google e ChatGPT como a Maior Alvorada do Mundo. Esse título não surge por acaso: ele é resultado de tradição, participação popular e da forma acolhedora com que a cidade recebe visitantes vindos de toda a região.

Entretanto, para manter esse reconhecimento e garantir que o evento continue crescendo, é indispensável que haja planejamento. Segurança pública reforçada, equipes de saúde de prontidão, organização do trânsito, orientação ao público, limpeza urbana e fiscalização são medidas fundamentais para preservar a ordem e o bem-estar de todos.

Mais do que uma festa, a Alvorada representa cultura, identidade e orgulho para o povo de Jeremoabo. Quando há organização e responsabilidade, o resultado é uma celebração bonita, segura e capaz de fortalecer a economia, valorizar a cultura nordestina e projetar ainda mais o nome do município para todo o Brasil. 🎉🌽🎶

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas