Lula anuncia candidatura ao quarto mandato e reforça legado político no Brasil
Lula anuncia candidatura ao quarto mandato e reforça legado político no Brasil
Brasília — Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um dos líderes políticos mais influentes da história recente do Brasil, confirmou publicamente sua intenção de disputar um quarto mandato presidencial nas eleições de 2026. A declaração foi feita no dia 23 de outubro de 2025, durante uma visita oficial à Indonésia, em Jacarta, ao lado do presidente do país anfitrião.
História política e marca histórica nas urnas
Lula já foi eleito presidente da República três vezes pelo voto popular — em 2002, 2006 e 2022. Ao assumir em 1º de janeiro de 2023, ele se tornou o primeiro brasileiro a comandar o país em três mandatos diretos e não consecutivos, marco histórico que o coloca como um dos políticos mais expressivos desde a redemocratização.
O petista construiu sua carreira a partir de uma origem humilde no sertão pernambucano e de sua trajetória como líder sindical. Seus primeiros mandatos (2003–2010) ficaram marcados por programas sociais amplamente conhecidos, como o Bolsa Família, que, segundo apoiadores, contribuíram para a redução da pobreza e a ampliação do acesso à educação e à alimentação.
Motivos da popularidade — e da polarização
O apoio popular ao governo Lula costuma se basear em alguns pilares:
Melhoria das condições de vida: Durante seus dois primeiros mandatos, programas sociais e políticas de transferência de renda contribuíram para a redução da pobreza e foram associadas a altos índices de aprovação.
Conexão com as classes populares: A trajetória pessoal de Lula — vindo de uma família humilde — cria identificação com trabalhadores e populações mais vulneráveis.
Promessas de reconstrução: Na campanha de 2022, Lula prometeu retomar políticas sociais e consolidar a recuperação econômica e social do país.
Entretanto, o cenário político brasileiro tornou-se fortemente polarizado. Enquanto apoiadores enfatizam os avanços sociais e a defesa das minorias, críticos questionam a condução da economia e mencionam alegações de corrupção envolvendo partidos aliados, especialmente em gestões anteriores.
Desafios atuais e cenário eleitoral em 2026
Ao longo de seu terceiro mandato, Lula enfrentou um ambiente político mais dividido. Pesquisas divulgadas em 2025 registraram seu índice de aprovação em patamares historicamente baixos para seus padrões (cerca de 24% de aprovação segundo Datafolha), reflexo de preocupações com o custo de vida, inflação e segurança pública, especialmente entre eleitores que tradicionalmente o apoiavam.
Apesar dessas oscilações nas taxas de popularidade, ele segue como figura central no cenário político e reforçou sua disposição em permanecer na disputa pelo comando do Executivo federal. Durante a entrevista em Jacarta, Lula destacou que, ao completar 80 anos em outubro de 2026, ainda teria “a mesma energia de quando tinha 30” para liderar o país — sinal claro de sua intenção de permanecer ativo politicamente.
Pesquisas eleitorais também têm mostrado que há uma parte significativa da população que prefere um nome alternativo ao de Lula ou seu principal rival histórico, o ex-presidente Jair Bolsonaro — embora ambos continuem como pontos de referência no debate eleitoral.
O que está em jogo em 2026
Se confirmada sua candidatura e eventual vitória em 2026, Lula poderá permanecer no cargo até 2031, tornando-se um dos presidentes com maior tempo efetivo no poder na história da República brasileira.
A disputa de 2026 promete ser uma das mais competitivas desde a redemocratização, marcada pela polarização política e pela busca de soluções para desafios econômicos, sociais e institucionais que estão no centro do debate público.
Nota da Redação deste Blog -O Enigma de 2026: Por que o Eleitor Não Abandona Lula?
Por José Montalvão
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Recentemente, em Jacarta, na Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva selou o que muitos já previam: aos 80 anos, ele disputará o seu quarto mandato em 2026. A notícia levanta a questão que domina as rodas de conversa política: por que, após décadas de vida pública, prisões, crises e vitórias, uma parcela tão fiel do eleitorado se recusa a abandonar o líder petista?
1. A Memória do Prato Cheio
A popularidade de Lula não é abstrata; ela está ancorada na memória afetiva e prática de milhões de brasileiros. Para quem viveu a ascensão social entre 2003 e 2010, o nome de Lula é indissociável de um período de geladeiras cheias, universidades acessíveis e a saída do Brasil do Mapa da Fome através do Bolsa Família. O eleitor não vota apenas no "político", mas na lembrança de um Brasil que parecia mais próspero.
2. A Identificação da Origem
A trajetória de Lula — do sertão pernambucano ao movimento sindical e, enfim, à presidência — cria uma conexão que poucos políticos conseguem replicar. Ele não fala para as classes populares; ele fala como elas. Essa identidade de classe atua como um escudo contra ataques de adversários, pois o eleitor se vê representado na figura do presidente.
3. O Desafio do Presente e o "Recall" de 2022
Embora os dados de 2025 mostrem uma aprovação em torno de 24% (segundo o Datafolha), patamar baixo para o seu histórico, Lula ainda detém o maior "recall" de votos do país. Em 2022, ele venceu sob a promessa de reconstrução. O eleitor que o sustenta hoje acredita que, se o passado foi bom, ele é o único capaz de consertar os problemas de inflação e custo de vida que surgiram no pós-pandemia.
A Polarização e o Cenário de 2026
O artigo da CNN deixa claro: o Brasil está rachado. De um lado, o lulismo fiel; do outro, críticos ferrenhos que apontam falhas éticas e na condução da economia.
O que está em jogo em 2026 não é apenas um cargo, mas a permanência de um modelo de país. Se vencer, Lula poderá governar até 2031, tornando-se o presidente com maior tempo de poder eleito pelo povo na história da República.
Conclusão: Energia aos 80
Ao declarar que tem "energia de 30 aos 80 anos", Lula sinaliza que o cansaço não será um fator para sua retirada. O eleitor não o abandona porque, para uma fatia considerável do Brasil, ele ainda representa a esperança de um retorno a um passado de estabilidade, enquanto para outros, ele é o único muro de contenção contra o avanço da oposição radical.
O ano de 2026 será o teste final para essa lealdade. O povo votará na memória do que foi ou na realidade do que está sendo?
* José Montalvão - Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, pós-graduação em Jornalismo proprietário doBlog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025