Por: O Popular (GO)
O cidadão brasileiro honesto e cumpridor de seus deveres, já tão chocado com esta espécie de moral em concordata no meio político, sofre mais uma agressão. Está mais uma vez indignado por práticas corruptas, agora por este golpe que, ainda por cima, utilizou o sagrado dinheiro da saúde pública, destinado à aquisição de ambulâncias.
Mais uma vez esses verdadeiros meliantes fazem parte de grupos com ligações no Congresso, inclusive com envolvimento direto de parlamentares, não por acaso figuras de maus antecedentes. Como é possível que pessoas assim possam ter sido registradas em chapas eleitorais, ganhando aval de partidos políticos?
Além do estado de espírito do cidadão comum e eleitor rejeitando demagogos e corruptos, uma boa reforma político-eleitoral e novos critérios dos partidos na formação de suas chapas serão igualmente essenciais para fechamento de espaço aos blocos dos corruptos indesejáveis. Nada melhor poderia acontecer à democracia brasileira do que a materialização dessa reforma. Pois com a reforma política os partidos enfim passariam a cuidar melhor de suas chapas.
A falta de preocupação na escolha dos dirigentes permite que aventureiros se apossem de funções-chave nos diretórios, tanto em nível nacional, quanto estadual e municipal. E a falta de rigor na análise dos pretendentes a um lugar nas chapas dos partidos escancara o acesso de oportunistas, demagogos, carreiristas e candidatos inidôneos aos cargos eletivos.
É intrigante como, neste País que exige tantos requisitos a quem deseja se inscrever a algum concurso ou a qualquer procedimento de acesso a uma função profissional, acabe-se sendo tão pouco exigente com os candidatos a cargos político-eleitorais.
Os dois principais políticos acusados e detidos pela Polícia Federal fazem parte dessa lista de desqualificados que conseguem abrigo de legendas partidárias e se elegem para fazer do mandato instrumento de corrupção, matéria na qual são verdadeiros profissionais.
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