sábado, fevereiro 29, 2020

Prefeito de Jeremoabo é denunciado por manter funcionária Fantasma.

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Por mais que tente  não consigo entender qual o motivo de tantas irregularidades cometidas em série pelo prefeito Deri do Paloma.

Apelei para algumas suposições, a primeira seria ele não acreditar na Justiça, a segunda seria pensar que encontra-se acima da lei, a terceira mal orientado, a quarta por ignorância.
Para que os senhores entendam a gravidade das consequências de quem tem " fantasma de estimação" transcreverei parte de dois casos semelhante ao que está acontecendo em Jeremoabo:

Ex-prefeito é denunciado por manter 'funcionário fantasma'
Além dele, outros três servidores públicos municipais são denunciados e vão responder justos pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa que podem chegar a 20 anos de prisão "

Ex-prefeito de Nova Floresta é condenado por contratar funcionária fantasma

A sentença foi do juiz Fábio Brito de Faria, titular da 2ª Vara Mista da Comarca de Cuité, proferida na Ação Civil de improbidade Administrativa (processo nº 0800052-78.2017.8.15.0161), movida pelo Ministério Público da Paraíba. Na denúncia, o MP afirmou, em síntese, que o ex-gestor contratou, em 2012, a ex-funcionária sem observar as normas de contratação de pessoal, durante o período eleitoral, para exercer a função de organizadora e encadernadora de documentos no setor de contabilidade da Prefeitura. Cargo este inexistente ao organograma Municipal, segundo o Ministério Público, além de alegar que a ré era funcionária fantasma, pois recebia remuneração sem realizar a devida contraprestação.


O que acontece se o Prefeito Municipal não cumprir uma lei?



JUS.COM.BR
Descumprimento injustificado de Lei Municipal por parte do Chefe do Executivo pode gerar consequências jurídicas graves

Nota da redação deste Blog - Abram essa matéria  e entendam as aberrações cometidas pelo prefeito de Jeremoabo.

"De fato, não pode o Chefe do Executivo simplesmente deixar de cumprir uma lei, seja ela nacional, estadual ou municipal, isto porque é decorrência lógica do direito brasileiro, que o princípio da legalidade é diretriz de observância obrigatória no Estado Democrático de Direito:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte.".

A seguir mais uma Representação contra o prefeito de Jeremoabo por usar ônibus escolar para passear junto com seus diletos amigos. 
Não poupa o dinheir do povo e ainda quer a todo custo que os vereadores da oposição aprovem Pré-Sal eleitoreiro.
                                         





DE OLHO NA POLÍTICA


O  XADREZ  DA  POLÍTICA



Nada se assemelha mais à política que o jogo de xadrez. Começa pela origem. Não se sabe, ao certo, a origem do xadrez. Já foi atribuída a sua invenção aos chineses, aos egípcios, aos persas e até mesmo a Aristóteles e ao Rei Salomão, mas a história não confirma nenhuma dessas lendas. Da mesma forma, em relação à política. Não se sabe quem começou, mas a encontramos em todos os momentos históricos desde os primórdios da humanidade e até mesmo nas páginas bíblicas. Os diálogos de Moisés com o Faraó são belos exemplos de uma negociação política. O jogo de xadrez exige inteligência e o mesmo ocorre na política, onde os menos inteligentes não se destacam e por isso não passam de meros figurantes. E como temos figurantes no jogo político ! No jogo de xadrez as jogadas têm que ser feitas dentro do tempo estabelecido. Na política, também existe um timing e quem não o conhece ou não o respeita, ganha o estigma de perdedor. Tancredo Neves não era um grande administrador, nem estava entre os melhores oradores do Congresso Nacional, mas tinha um timing político perfeito e em consequência disso foi quase tudo o que quis ser na política, menos Presidente, porque daquela vez prevaleceu o timing divino. No jogo de xadrez existe uma previsibilidade de jogadas e o bom jogador prevê a jogada do seu oponente e as próprias jogadas com algumas rodadas de antecedência . Na política, também tem que existir essa previsibilidade e isso faz a diferença entre o bom e o mau político. No xadrez, os objetivos são avançar as pedras, conquistar espaços no tabuleiro, capturar o rei e dessa forma, vencer o jogo. Na política, os objetivos são avançar no terreno adversário, enfraquecer os adversários, conquistar espaços políticos, convencer os eleitores e dessa forma, vencer a eleição. Assim como há semelhanças, há também sensíveis diferenças entre o jogo de xadrez e o jogo político. No jogo de xadrez, cada peça se movimenta de uma maneira diferente, há um número certo de peças e cada uma tem o seu próprio movimento. Na política, não há limite de peças e nem movimento certo. Todas se movimentam em todas as direções, às vezes equivocada e atabalhoadamente. Há peões que querem se movimentar como torre, bispo, cavalo, dama e até fazem pose de rei. Ao primeiro movimento, aparentemente bem sucedido, se empolgam e se consideram os reis do tabuleiro político. O xadrez prevê a promoção do peão, quando ele atinge a última fila do tabuleiro e é trocado por outra peça, de maior importância, à escolha do jogador , mas estabelece um limite: Não pode ser trocado por outro peão nem pelo rei. Na política também deveria ser assim : o peão só seria promovido depois de alcançar a última fila do tabuleiro e assim mesmo respeitando o rei ou o líder maior, que ele jamais poderá ser. Um ponto que ainda merece ser destacado no jogo de xadrez é que as peças brancas sempre iniciam a partida. Na política, também existem as peças brancas e as peças pretas. A norma deveria ser a mesma, mas não raro, as peças pretas se esquecem disso e querem iniciar a partida, esquecendo-se que as peças brancas sempre têm a precedência, pelas regras do jogo. As semelhanças de todos esses conceitos com a nossa política não são meras coincidências. Temos jogadores despreparados, sem inteligência política, sem capacidade de previsão das jogadas, sem conhecimento das regras do jogo e sem história política, em suma, peões pretos que , arrogantemente, se arvoram em líderes políticos e se esquecendo da limitação dos seus movimentos, tentam, sem sucesso, dar um cheque mate no rei. Chegaram à última fila do tabuleiro, foram trocados por outra peça mais importante, mas não chegarão a ser rei, porque esta é também a lei do xadrez da política. (ACENTELHA - ALEXANDRE). . . .

O POVO NÃO ACEITA QUE OS VEREADORES DA OPOSIÇÃO DEIXEM DE FISCALIZAR SEJAM FANTOCHES OU CAPACHOS, OU FUNCIONEM COMO MASSA DE MANOBRA PARA QUE O GESTOR POSSA FAZER COM O DINHEIRO PÚBLICO DE JEREMOABO O QUE LHE DER VONTADE

A imagem pode conter: 7 pessoas, incluindo RádioVaza Barrisfm, Bino Oliveira e Diana Santana Dos Santos, texto que diz "compartilhem bino diana chaves ana josefina kaka Genilson #ELESNÃO dedé Eles não merecem voto, mais uma vez vão votar contra de #sou a favor do projeto pré-sal."


Os vereadores da oposição diante de pressões por simpatizantes do prefeito Deri do Paloma, de forma honesta e responsável vem comunicando que não aceitarão pressões para afundar ainda mais o município, e, que irá estudar, discutir, olhar o que é melhor para Jeremoabo, isso porque não cometerão o suicido político de assinar um cheque em branco para uma administração  sobrecarregada de supostas ilicitudes já denunciadas no TCM-BA, conforme relação abaixo especificada.
Os vereadores da oposição mesmo enfrentando todo jogo baixo, toda covardia e toda mentira repetida, está demonstrando ao povo de Jeremoabo e a seus eleitores que não são vereadores de enfeite nem capachos de prefeito.
Os vereadores da oposição diariamente  estão enfrentando agressões verbais e anônimas,  o que  é característico de mentes pequenas. Mentes pequenas é que pensam assim. São próprias de pessoas que precisam de benesses do poder público municipal de Jeremoabo.

UM CIDADÃO HOJE PELA MANHÃ FALOU  QUE: "Tenho vergonha na cara de ver a minha cidade na situação que está, sem a manutenção que gostaria, salários atrasados, crianças sem merendas escolar. Mas a cidade foi direcionada a isso.
Enfim... tudo isso serve para que o povo de JEREMOABO enxergue quem são as pessoas que estão na Prefeitura e na Câmara de nossa cidade: verdadeiras marionetes do atual Prefeito, um ' grupinho de incompetentes' que nunca aprendeu a administrar e que só sabe delegar ordens que alisem seu ego inflado.

Mas... outras está se aproximando. Vamos ver o que o povo está achando de tudo isso.
Vereadores sem palavra, submissos ao Prefeito! UMA VERGONHA para a política local!!!
Outras cidade os Vereadores FISCALIZAM o Prefeito... já por aqui, benza Deus!


PROCESSO: 01491E19 1 ( DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS)ASSUNTO: SUPOSTAS IRREGULARIDADES ATINENTES A CONTRATO CELEBRADO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM EMPRESA, CUJA PROPRIEDADE É DO SOBRINHO DO CHEFE DO PODER EXECUTIVOEXERCÍCIO DE REFERÊNCIA: 2018

PROCESSO: 01489E19 1 ( DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS)ASSUNTO: IRREGULARIDADES NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE ESCOLAR, POR MEIO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº 01/2017EXERCÍCIO DE REFERÊNCIA: 2018

PROCESSO: 01487E19 1 ( DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS)ASSUNTO: SUPOSTAS IRREGULARIDADES ATINENTES À DISPENSA EMERGENCIAL Nº 028-D/2018 E AO PREGÃO PRESENCIAL Nº 071-D/2018, PROCEDIMENTOS ESTES QUE CULMINARAM NA CONTRATAÇÃO DA EMPRESA CONSTRUTORA SÃO JOÃO BATISTA - LTDA, PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE LIMPEZAEXERCÍCIO DE REFERÊNCIA: 2018

PROCESSO: 01473E19 1 (DERISVALDOJOSÉ DOS SANTOS)ASSUNTO: SUPOSTAS ILEGALIDADES EM CONTRATAÇÕES DIRETAS, MEDIANTE DISPENSA DE LICITAÇÃO POR EMERGÊNCIA, TENDO POR OBJETO LOCAÇÃO DE VEÍCULOS PARA UTILIZAÇÃO NAS SECRETARIAS MUNICIPAIS, APÓS A RESCISÃO DOS CONTRATOS VIGENTES, SEM JUSTIFICATIVAS RELEVANTES.EXERCÍCIO DE REFERÊNCIA: 2018
PROCESSO: 01483E19 1 (DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS)ASSUNTO: SUPOSTAS IRREGULARIDADES NO PROCESSO ADMINISTRATIVO N° 114 - D/2018 - PREGÃO PRESENCIAL N° 064-D/2018 - CONTRATO N° 64/2018, QUE TEVE POR OBJETO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO DE VALE TICKET COMBUSTÍVEL EM PAPEL.EXERCÍCIO DE REFERÊNCIA: 2018
PROCESSO: 14776E19 1 (DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS)ASSUNTO: SUPOSTAS IRREGULARIDADES NAS NOMEAÇÕES PARA CARGOS EM COMISSÃOEXERCÍCIO DE REFERÊNCIA: 2018
PROCESSO: 15145E18 1 (DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS)ASSUNTO: PREGÃO ELETRÔNICO DIFICULDADE DE OBTENÇÃO DO EDITAL. DESCLASSIFICAÇÃO DA MAIORIA DAS EMPRESAS POR RAZÃO IDÊNTICA.EXERCÍCIO DE REFERÊNCIA: 20

PROCESSO: 16515E18 1 (DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS)ASSUNTO: SUPOSTAS IRREGULARIDADES NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO - EDITAL DE PREGÃO PRESENCIAL PARA REGISTRO DE PREÇOS Nº 063-D/2018EXERCÍCIO DE REFERÊNCIA


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Geral Governo prorroga prazo para aplicação da nova carteira de identidade


por Folhapress
Geral Governo prorroga prazo para aplicação da nova carteira de identidade
Foto: Reprodução / Moneytimes
O governo prorrogou para março de 2021 a obrigatoriedade na adoção do novo modelo de carteira de identidade. É a segunda vez que o governo prorroga o prazo. O prazo anterior era março desde ano e o prazo original, do decreto 9.278/2018, era março de 2019. A prorrogação foi publicada nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial da União de acordo com informações da Agência Brasil.

Assim, os órgãos de identificação têm mais um ano para se adequar aos padrões da nova carteira de identidade. O novo modelo traz dispositivos para aumentar a segurança contra a falsificação e contém mais informações, como registros do título de eleitor, numeração da Carteira de Trabalho e Previdência Social, certificado militar, Carteira Nacional de Habilitação, documento de identidade profissional, carteira nacional de saúde e números de NIS/PIS/Pasep. Também poderá ser incluído o nome social sem a necessidade de alteração no registro civil.

Outra novidade é que poderão constar, no novo RG, indicativos para pessoas com necessidades especiais e códigos referentes ao Código Internacional de Doenças (CID). Todas as informações são facultativas, ou seja, cada cidadão poderá optar por incluir os registros complementares que julgar necessários.

Bahia Notícias

Bahia registrou 11.608 casos de hanseníase de 2014 a 2018


por Jade Coelho
Bahia registrou 11.608 casos de hanseníase de 2014 a 2018
Foto: Divulgação
A Bahia registrou 11.608 casos de hanseníase entre 2014 e 2018, de acordo com Boletim Epidemiológico (BE) divulgado pelo Ministério da Saúde em janeiro.

A hanseníase é uma doença infecciosa, transmissível e crônica, que ainda persiste como problema de saúde pública no Brasil. Ela é causada pela bactéria Mycobacterium lepra, um bacilo que afeta principalmente os nervos periféricos, olhos e pele. A doença atinge pessoas de qualquer sexo ou faixa etária, pode apresentar evolução lenta e progressiva e, quando não tratada, pode causar deformidades e incapacidades físicas, muitas vezes irreversíveis.

Os dados foram contabilizados pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS). Hanseníase era chamada há algumas décadas de lepra.

Entre os anos de 2014 a 2018, 140.578 casos novos de hanseníase foram diagnosticados no Brasil. Do total 77.544 casos novos ocorreram no sexo masculino, o que corresponde a 55,2%.

Dados preliminares de 2019 revelam que o Brasil diagnosticou 23.612 casos novos de hanseníase. O Mato Grosso foi o estado que contabilizou o maior número de casos novos na população geral. Neste ranking a Bahia ocupa a quinta colocação.

Bahia Notícias

Ora, mas não estava quebrada? Petrobras fecha 2019 com lucro recorde de R$ 40 bilhões

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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