segunda-feira, julho 06, 2026

Cordel – O Choro é Livre, a História Não se Queima!

 Por José Montalvão

Cordel – O Choro é Livre, a História Não se Queima!

O choro é livre, meu povo,
Pode até virar enxurrada;
Mas a história de Jeremoabo
Não será adulterada.
Quem mexe com a verdade
Compra briga com a passada.

Cento e um anos de glória
Hoje o povo comemorou;
Seis de julho é nossa data,
O tempo inteiro provou.
De vila virou cidade,
Foi a história quem contou.

Não foi ontem, nem foi hoje,
Nem nasceu de ocasião;
Está nos livros da República,
Nos registros da Nação.
Quem conhece os documentos
Não aceita invenção.

Vinte e três prefeitos vieram,
Cada qual com seu valor;
Uns fizeram mais, outros menos,
Mas tiveram o mesmo amor.
Todos sempre celebraram
Esta data com fervor.

Será que todos erraram?
Ninguém sabia de nada?
Ou a moda agora é trocar
A história consolidada?
Quem responde essa pergunta
Que apresente a papelada!

Não se muda um patrimônio
Só porque alguém quer mudar;
Raiz profunda na terra
Ninguém consegue arrancar.
Quem respeita seus avós
Também sabe preservar.

Hoje Tista de Deda mostrou
Equilíbrio e decisão;
Fez o papel de bombeiro
Com prudência na missão.
Não deixou tocar fogo
Na memória da região.

Porque Jeremoabo é flor,
É jardim do sertão querido;
Quem tenta atear incêndio
Fere o povo destemido.
Quem ama sua história
Nunca aceita ser vencido.

Tem gente que chega agora
Querendo dar direção,
Esquecendo que a estrada
Já tem sua fundação.
Não se apaga um século inteiro
Com discurso e confusão.

A verdade não se dobra
Nem aceita maquiagem;
Ela vence o interesse,
A vaidade e a miragem.
Quem enfrenta os documentos
Perde feio a viagem.

O bom jeremoabense luta,
Mas com honra e dignidade;
Defende seus fundadores,
Sua terra e identidade.
Quem despreza o próprio passado
Empobrece a própria cidade.

Não mexam com nossos mortos,
Nem com quem aqui construiu;
Cada praça, cada escola,
Cada sonho que surgiu.
Foi suor de muita gente
Que esta terra evoluiu.

Se hoje temos progresso,
É porque alguém começou;
Cada prefeito deixou marcas,
Cada geração somou.
Jeremoabo não nasceu
No mandato que passou.

A história não tem partido,
Não conhece eleição;
Ela pertence ao povo,
Não a qualquer facção.
Quem confunde isso tudo
Perde toda a razão.

Seis de julho permanece
Como estrela a reluzir;
Está gravado na alma,
Ninguém vai conseguir
Arrancar do coração
O que o tempo fez florir.

Que chorem os inconformados,
Pois o choro é mesmo livre;
Mas a verdade continua
Firme, forte e sempre vive.
Quem planta mentira colhe
O descrédito que o segue.

Jeremoabo segue em frente,
Com coragem e tradição;
Honrando seus antepassados,
Sua luta e vocação.
A história é nosso escudo,
A memória é nosso chão.

E deixo aqui um recado
Que o tempo há de confirmar:
A verdade pode até ser
Perseguida sem parar,
Mas cedo ou mais tarde vence,
Porque nasceu para ficar.

Viva Jeremoabo! Viva os 101 anos da Emancipação Política! Viva o povo que não vende sua memória, não negocia sua história e não permite que a verdade seja consumida pelo fogo dos interesses passageiros.

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025)

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