domingo, dezembro 29, 2024

Réveillon 2025: confira as principais opções de festa em Aracaju

em 29 dez, 2024 8:05

O Réveillon 2025 promete ser animado em Aracaju. (Foto: Reprodução/Pixabay)

O Réveillon 2025 promete ser animado em Aracaju, além da festa principal na Orla de Atalaia, alguns bares e restaurantes montaram programação especial para a data. 

Confira as opções:

Orla de Atalaia

A celebração da chegada do novo ano na capital sergipana contará com shows de Xanddy Harmonia e Nando Reis, além dos artistas sergipanos Dj Marraia, Minas de Ará – que conta com apresentação do ElaSambô, Winne e Raquel Diniz – e Luiz Ferraz. Além das atrações musicais, o evento contará com o tradicional show pirotécnico e de queima de fogos silenciosa.

Staleiro

Com Ricardo Chaves, Igor Ativado e Matheus Andrade na música, o réveillon no Staleiro começa às 21h. Os ingressos podem ser adquiridos de forma avulsa, por mesa ou lounge pelo point do ingresso, no shopping riomar, ou online.

Rei Beach

O réveillon all inclusive do Rei Beach está chegando e promete ser inesquecível. Maysa Reis, Dan Chicleteiro e DJ animando a pista para dançar até amanhecer são as atrações da festa que já está com sua contagem regressiva iniciada e começa a partir das 21h30 do dia 31 de dezembro para receber 2025 em grande estilo.  As vendas estão sendo realizadas através do número (79) 99868-7655. (WhatsApp) ou pelo site guicheweb.

Parati Beach Bar

No Parati Beach Club a virada do ano acompanha um open bar de Heineken, Amstel, refrigerante e água de coco, podendo levar o seu destilado ou vinho de preferência, sem bobrança de rolha. O som é Cartel de Bali, Super Hits e Dj Peterson Rosa. Reservas de mesa pelo whatsapp (79) 98122-8518.

Quiosque 07

No bar Quiosque 07, a celebração inicia às 20h30 com uma ceia preparada pelo chef David Britto, além de fogos e um espumante por mesa durante o brinde da virada. A noite também contará com atrações musicais como Cartel de Bali, Axé Vinil e o DJ Cafu. A entrada está por R$ 590 por pessoas e pode ser adquirida através do WhatsApp (79) 99664-1756.

Moqueca Alagoana 

O evento do resturante Moqueca Alagoana contará com buffet da casa e uma variedade de bebidas como cerveja, água de coco, refrigerante, água mineral e drinks. A música será com Dj Matheus, Grupo Tổ Nessa, Marcus Freitas, Grupo Sambarzinho. Reservas e mais informações nos números (79) 99821-8697, (79) 99844-2353 ou (79) 99894-4454.

Vidam Hotel

Gusttavo Lima, Bell Marques e Tomate vão comandar o Réveillon VIDAM Hotel Aracaju. A festa acontece no Vidam Náutico Clube e Praias, na Fazenda Ilha do Sol, em Itaporanga. Os ingressos estão à venda no site https://www.hotelvidam.com/reveillon e por meio do telefone (79) 99992 2188.

Laguna

No bar e restaurante Laguna,  a música fica por conta dos cantores Juçara Nascimento e Rodrigo Bomfim. Vendas e mais informações pelo WhatsApp (79) 3303-5456.

Iate Clube

No Iate Clube, a festa a partir das 21h conta com 01 espumante e 01 tábua de frios por mesa. A abertura na música é com  Orquestra Super Oara e logo após, a banda Só Coisa Nossa. O ambiente é climatizado e conta com berçário e Espaço Kids para sua tranquilidade. A reserva pode ser feita pelo direct ou entre em contato pelo telefone (79) 3211-9623 ou (79) 98877-0450.

Pier 13

No restaurante Pier 13, o Réveillon é na beira do Rio Sergipe, as mesas são para 2 ou 4 pessoas. Com o cardápio da casa e um espumante por mesa, os cantores Erica Sá e Lobão se apresentarão para alegrar a virada. Para adquirir os ingressos: outgo.com.br

Tarrafas

O restaurante Tarrafas terá bebidas, comidas, 01 espumante por mesa para comemorar a virada do ano e tudo isso com a animação do cantor Anderson Dantas. Tudo isso por apenas R$1.400 mesa para 4 pessoas. Vendas no: (79) 99677-9135.

No restaurante Pier 13, o Réveillon é na beira do Rio Sergipe, as mesas são para 2 ou 4 pessoas. Com o cardápio da casa e um espumante por mesa, os cantores Erica Sá e Lobão se apresentarão para alegrar a virada. Para adquirir os ingressos: outgo.com.br

Tarrafas

O restaurante Tarrafas terá bebidas, comidas, 01 espumante por mesa para comemorar a virada do ano e tudo isso com a animação do cantor Anderson Dantas. Tudo isso por apenas R$1.400 mesa para 4 pessoas. Vendas no: (79) 99677-9135.

Localizada na Passarela do Carangueijo, a Zion Chopperia é outra opção para quem deseja aproveitar o ano novo. Com buffet completo e um espumante por mesa, a celebração conta também com as apresentações de Léo Potência e Juçara Nascimento. As mesas variam entre R$ 750 e R$ 2.100, dependendo da quantidade de pessoas, e podem ser reservadas através do site Outgo.

Moqueca Sergipana

O Reveillón All-Inclusive do restaurante Moqueca Sergipana oferece opções de petiscos, ceia e uma variedade de bebidas, incluindo o espumante para brindar o momento. A celebração também conta com o show de Cissy Freitas. As mesas custam R$ 1.200, na área externa, e R$ 1.400, na área interna. Mais informações pelo WhatsApp (79) 99114-8293.

Quintal do Zico

No restaurante Quintal do Zico, o ano novo inclui buffet, serviço volante com petiscos, mesa de frios e sobremesa, além de Open Bar com cerveja, drinks, água e refrigerante. A virada do ano também será acompanhada pelos cantores otávio Neto e Sinho Lemos.

Os ingressos podem ser adquiridos por mesas de quatro pessoas, variando entre R$ 1.200 e R$ 1.400, ou de forma individual, variando de R$ 350 a R$ 400. As reservas podem ser feitas através do (79) 99664-1900.

Cariri

Scama de Peixe, Cássio Junior, Rita Melody e Sambakana vão agitar a virada no Cariri. As mesas estão à venda e podem ser adquiridas por meio dos contatos disponíveis no perfil oficial do estabelecimento no Instagram.

OUTROS MUNICÍPIOS

Abaís – Estância

Para quem prefere curtir a virada com shows na beira do mar, o  Reveillón na Praia do Abaís, no município de Estância é uma das opções. A festa inicia às 21h e vai contar com apresentações dos artistas Heitor Costa, Nona, Bilinho Costa e Gardênia Mel.

Praia da Caueira – Itaporanga

Outra opção para a virada é o Reveillón da Caueira, uma das praias mais conhecidas de Sergipe, localizada no município de Itaporanga D’Ajuda. A celebração vai ser marcada pelos shows dos artistas Heitor Costa, O Kanalha, Mary Correia, Mikael Santos, Danielzinho Júnior e Leone o Nobre.

Orla de Pirambu

No município de Pirambu, a virada do ano acontece na Orla da cidade e vai contar com as apresentações dos artistas Leonne o Nobre, O Kanalha, Banana Nativa e Mikael Santos.

Tem dicas de festa ou gostaria de divulgar o seu evento? Envie as informações por meio do e-mail jornalismo@infonet.com.br ou do WhatsApp (79) 99956 2035.

 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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