segunda-feira, dezembro 30, 2024

Dinheiro da “venda” da Deso está indo por água abaixo

em 30 dez, 2024 7:59

Adiberto de Souza

A maioria dos prefeitos em fim de mandato está torrando os milhões oriundos da “venda” da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Os futuros gestores municipais até que tentaram na Justiça impedir que o governo Mitidieri liberasse para os municípios 60% do valor da “venda”, porém o dinheiro chegou a tempo de a galera fazer a festa. Uma liminar concedida nesse final de semana bloqueou a “grana” liberada para Lagarto, mas, segundo o site SE79, a gestão da prefeita Hilda Ribeiro (Republicanos) já havia gastado R$ 10,5 milhões, dos R$ 55 milhões a que o município teve direito. A Lei Complementar Estadual regulamentando o uso desses recursos determina que eles devem ser utilizados em infraestrutura, meio ambiente sustentável e precatório com trânsito em julgado. Não é isso que está ocorrendo: a maioria dos prefeitos está usando a dinheirama para pagar fornecedores, salários atrasados e o diabo a quatro. Portanto, a pressa do governo em colocar uma pequena fortuna nas mãos de gestores em fim do mandato contribuiu para pulverizar um dinheiro que poderia ser melhor utilizado pelos futuros prefeitos. Muitos deles, inclusive, vão receber as prefeituras em petição de miséria. Ou seja, boa parte dos R$ 4,5 bilhões apurados com a “venda” de um patrimônio dos sergipanos já foi por água abaixo, escafedeu-se. Creindeuspai!

Boa nova

A Petrobras acredita que as fábricas de fertilizantes nitrogenados (Fafen’s) localizadas em Laranjeiras (SE) e Camaçari (BA) podem voltar a funcionar no primeiro trimestre de 2025. Esta informação é do colunista Lauro Jardim de O Globo. Arrendadas pela estatal à Unigel, em agosto de 2020, as duas unidades foram desativadas este ano sob alegação que o alto preço do gás natural inviabilizou a produção. As duas Fafen’s entraram em operação em 2013 e juntas têm capacidade instalada para atender 14% da demanda nacional de uréia. Arre égua!

A maioria dos prefeitos em fim de mandato está torrando os milhões oriundos da “venda” da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Os futuros gestores municipais até que tentaram na Justiça impedir que o governo Mitidieri liberasse para os municípios 60% do valor da “venda”, porém o dinheiro chegou a tempo de a galera fazer a festa. Uma liminar concedida nesse final de semana bloqueou a “grana” liberada para Lagarto, mas, segundo o site SE79, a gestão da prefeita Hilda Ribeiro (Republicanos) já havia gastado R$ 10,5 milhões, dos R$ 55 milhões a que o município teve direito. A Lei Complementar Estadual regulamentando o uso desses recursos determina que eles devem ser utilizados em infraestrutura, meio ambiente sustentável e precatório com trânsito em julgado. Não é isso que está ocorrendo: a maioria dos prefeitos está usando a dinheirama para pagar fornecedores, salários atrasados e o diabo a quatro. Portanto, a pressa do governo em colocar uma pequena fortuna nas mãos de gestores em fim do mandato contribuiu para pulverizar um dinheiro que poderia ser melhor utilizado pelos futuros prefeitos. Muitos deles, inclusive, vão receber as prefeituras em petição de miséria. Ou seja, boa parte dos R$ 4,5 bilhões apurados com a “venda” de um patrimônio dos sergipanos já foi por água abaixo, escafedeu-se. Creindeuspai!

Boa nova

A Petrobras acredita que as fábricas de fertilizantes nitrogenados (Fafen’s) localizadas em Laranjeiras (SE) e Camaçari (BA) podem voltar a funcionar no primeiro trimestre de 2025. Esta informação é do colunista Lauro Jardim de O Globo. Arrendadas pela estatal à Unigel, em agosto de 2020, as duas unidades foram desativadas este ano sob alegação que o alto preço do gás natural inviabilizou a produção. As duas Fafen’s entraram em operação em 2013 e juntas têm capacidade instalada para atender 14% da demanda nacional de uréia. Arre égua!

Luto

Foi sepultado, ontem, em Itabaiana o ex-assessor da Petrobras, José Augusto de Gois. Ele morreu na última sexta-feira, num hospital de Salvador, onde estava internado há alguns dias. Antigo militante do PT, Augusto foi assessor da Petrobras em Brasília quando a estatal era presidida pelo saudoso ex-senador Zé Eduardo Dutra (PT). Em artigo sobre o conterrâneo, o médico e secretário da Cultura de Itabaiana, Antônio Samarone escreveu que Augusto era “um petista de corpo e alma. Nunca tergiversou, nem colocou ambições acima do Partido”. Talvez, por isso não tenha feito carreira política pessoal. Que a terra lhe seja leve, amigo!

Parindo pela boca

O prefeito cassado de Aquidabã, Diogo de Euriquinho (PSD), fez uma grave denúncia contra Mário de Lucena (Republicanos), o gestor afastado e que foi substituído por ele. De acordo com o pedessista, a Prefeitura comprou um anestésico que é usado primordialmente para partos e cirurgias afins, embora não realize esses procedimentos. Diante da inusitada compra, Diogo indaga: “Por que a empresa que ganhou uma licitação para produtos odontológicos entregou esse remédio? Tem gente parindo pela boca em Aquidabã?”, fuzila. Assim também já é demais também!

Relógio de araque

Sabia que do tradicional relógio do Mercado Antônio Franco, no centro de Aracaju, só existe a fachada? Uma bem informada fonte revelou que o maquinário interno simplesmente sumiu. Embora uma empresa privada continue recebendo uma grana para garantir a sua manutenção, o “bobo” virou um ninho de pombos. Aquele equipamento foi restaurado em 2005, na gestão do saudoso ex-prefeito Marcelo Déda (PT). À época, foram feitos reparos na fachada e na parte interna, com a troca de peças da engrenagem e conserto dos ponteiros. Um dos mais expressivos cartões postais da cidade, o relógio do Mercado Antônio Franco servia de orientação para a população. Home vôte!

Base política preocupa

Futuro líder do PT no Senado, o sergipano Rogério Carvalho defende que o Palácio do Planalto reavalie sua relação com base de apoio no Congresso. Para o senador, o governo Lula não pode se contentar com aliados que apenas votam conforme sua orientação, mas não o defendem. Segundo Carvalho, caso o governo não reveja essa situação vai tomar um susto danado em 2026, quando o resultado eleitoral aparecer. Entrevistado pelo site Congresso em Foco, Rogério também defendeu que o PT reavalie a sua relação com a sociedade, se reaproximando de todos os brasileiros, da classe média e das classes C e D. Cruz, credo!

Mesa definida

Já está definida a chapa que deverá ser eleita, quarta-feira próxima, para comandar a Mesa Diretora da Câmara de Aracaju no biênio 2025-2026. O atual presidente Ricardo Vasconcelos (PSD) deverá ser reeleito, ao lado dos vereadores pastor Diego (vice-presidente), sargento Byron (1° secretário), Joaquim da Janelinha (2° secretário) e Moana Valadares (3° secretária). A eleição da nova Mesa ocorrerá após a posse dos vereadores, agendada para às 15 horas, no plenário da Câmara. Aff Maria!

Decreto das armas

O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), defende o recente decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre uso da força policial. O gestor sergipano assinou nota divulgada pelo Consórcio Nordeste e que contou com as assinaturas dos outros oito governadores nordestinos. No texto, Mitidieri e os demais gestores da região dizem que o decreto não tira a autonomia dos estados. “Ao contrário, ele reafirma a centralidade da prudência, do equilíbrio e do bom senso no exercício da atividade policial”, frisam. Marminino!

INFONET

 

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas