sexta-feira, dezembro 27, 2024

Gulla do Kimarrey assume Cultura e Turismo em Barreiras

 


Otoniel Teixeira nomeia Gulla do Kimarrey para a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, destacando sua trajetória cultural

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Gulla do Kimarrey assume a Secretaria de Cultura e Turismo em Barreiras

Otoniel Teixeira destaca compromisso com Barreiras

Notícias de Barreiras BA:  Na primeira nomeação oficial de sua gestão, o prefeito Otoniel Teixeira anunciou Virgolino de Lima Pinto, conhecido como Gulla do Kimarrey, como titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Segundo o prefeito, a escolha reflete o compromisso com uma gestão que promova desenvolvimento e inovação: “Estamos escalando uma equipe com zelo e dedicação para que Barreiras continue sendo referência em gestão na Bahia e no Brasil”.

Trajetória cultural de Gulla do Kimarrey

Gulla do Kimarrey










Com uma formação acadêmica sólida, Gulla é administrador de empresas com ênfase em Comércio Exterior e possui pós-graduação em Recursos Humanos e Marketing. Reconhecido por sua liderança cultural, ele é CEO do Bloco Carnavalesco Kimarrei e idealizador de eventos tradicionais como a Lavagem do Dia 1º de Janeiro, um dos mais prestigiados da região.

Além disso, Gulla é colaborador do Movimento Cultural do Nazaro, incentivador de artistas locais e apoiador de eventos populares como quadrilhas juninas, fanfarras e celebrações religiosas. Sua atuação em Barreiras inclui também o incentivo a esportistas e atletas, fortalecendo o cenário cultural e social da cidade.

Reconhecimentos e legado

Entre as honrarias recebidas por Gulla estão o título de Cidadão Barreirense, o Troféu Imprensa e prêmios que destacam sua contribuição à cultura e ao desenvolvimento social. Ele também teve papel relevante como colunista social e membro ativo do teatro amador no Colégio Padre Vieira.

Gestão focada em cultura e turismo

Gulla do Kimarrey

Gulla do Kimarrey é convocado para liderar a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo em Barreiras | Foto: Divulgação Ascom Otoniel

A chegada de Gulla ao comando da Secretaria de Cultura e Turismo marca o início de uma nova era para Barreiras. A expectativa é de que sua experiência e paixão pela cultura fortaleçam as tradições locais e impulsionem o turismo, consolidando o município como um dos principais polos culturais do estado.

Fique por dentro de todas as novidades sobre a equipe de gestão de Otoniel Teixeira no Portal Falabarreiras.com. Os próximos anúncios de secretariado serão publicados no portal assim que divulgados!

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Nota da redação deste BlogTurismo como Motor de Desenvolvimento em Jeremoabo: A Importância de Nomeações Técnicas e Inspiradoras.

Com o compromisso de transformar Jeremoabo em um polo turístico, o prefeito eleito Tista de Deda dá sinais claros de que pretende priorizar o turismo como uma fonte sustentável de renda, desenvolvimento e geração de empregos. Essa visão estratégica pode trazer benefícios diretos para o comércio local, fortalecendo a economia e gerando oportunidades para a população. Para alcançar esses objetivos, é essencial que a Secretaria de Cultura e Turismo seja liderada por profissionais capacitados e familiarizados com o setor, como exemplifica a cidade de Barreiras.

Em Barreiras, o prefeito Otoniel Teixeira nomeou Virgolino de Lima Pinto, mais conhecido como Gulla do Kimarrey, para a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. A escolha foi um marco que reflete a seriedade com que a gestão encara o papel do turismo no desenvolvimento local. Gulla é um exemplo de liderança cultural com uma trajetória sólida e diversificada: administrador de empresas com especialização em Comércio Exterior, pós-graduado em Recursos Humanos e Marketing, e reconhecido por sua atuação à frente de iniciativas culturais de destaque.

Como CEO do Bloco Carnavalesco Kimarrey e idealizador da Lavagem do Dia 1º de Janeiro, Gulla demonstrou sua capacidade de mobilizar a comunidade, fortalecer tradições e atrair visitantes. Ele também é um incentivador de manifestações culturais locais, como quadrilhas juninas, fanfarras e celebrações religiosas, além de atuar no apoio a esportistas e atletas. Sua experiência mostra que, com liderança qualificada e uma visão integrada, é possível transformar o turismo em um motor de desenvolvimento econômico e social.

Jeremoabo Pode Seguir o Exemplo de Barreiras

Para que Jeremoabo siga os passos de Barreiras, é fundamental que a gestão de Tista de Deda adote critérios técnicos e meritocráticos na escolha do responsável pela Secretaria de Cultura e Turismo. Um líder com experiência no setor e conhecimento sobre as potencialidades locais pode criar projetos que valorizem a cultura regional, atraiam investimentos e coloquem o município no mapa turístico da Bahia.

A cidade dispõe de um rico patrimônio cultural e natural que pode ser explorado para promover o turismo sustentável. Eventos tradicionais, gastronomia típica, festas populares e a hospitalidade do povo jeremoabense são ativos que, com a estratégia certa, podem atrair visitantes e gerar renda. Além disso, a melhoria da infraestrutura turística, como a recuperação de pontos históricos, a promoção de roteiros ecológicos e a capacitação de profissionais do setor, são ações essenciais para alavancar o turismo local.

Oportunidade de Transformação

A nomeação de um secretário técnico e inovador pode ser o ponto de partida para uma nova era em Jeremoabo. Assim como Gulla do Kimarrey trouxe inovação e dinamismo para Barreiras, Jeremoabo precisa de um gestor que compreenda a importância do turismo como ferramenta de transformação econômica e social. A escolha certa pode não apenas impulsionar o setor, mas também consolidar a gestão de Tista de Deda como um exemplo de planejamento e visão estratégica na Bahia.

Com ações bem planejadas e lideranças competentes, Jeremoabo tem tudo para se tornar um destino atrativo e uma referência em turismo regional, beneficiando toda a comunidade e colocando o município em um novo patamar de desenvolvimento.

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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