segunda-feira, maio 27, 2024

Tempestades de areia - Banco Central independente? - Igrejas fantasmas - Israel emudece Corte de Haia e muito mais....

 

Tempestades de areia cada vez mais constantes alertam para a ação predatória da atividade agrícola da monocultura

27/05/2024 Por 

As tempestades de areia, conhecidas como “haboob”, têm varrido diversas cidades do Sudeste paulista e de outros estados brasileiros, causando preocupação e alertando para os impactos da atividade agrícola predatória. Este fenômeno, observado desde 2021 em 2022 em 2023 e novamente em 2024, evidencia uma tendência preocupante de sua recorrência, associada a práticas agrícolas insustentáveis, … Ler mais

Presidente do Banco Central proclama o caos para aumentar os juros

27/05/2024 Por 

Cada 1% a mais que os tecnocratas “independentes” das finanças adicionam na taxa de juros significa pelo menos R$ 80 bilhões sequestrados por ano do Tesouro. O presidente do Banco Central Roberto Campos Neto fabrica cenários desfavoráveis e superestima impactos e dificuldades para justificar a manutenção dos juros altos. Ou, ainda, para aumentar a taxa … Ler mais

“O caso Moro confirma que a esquerda não deve confiar nas instituições”, diz Rui Costa Pimenta

27/05/2024 Por 

Presidente do PCO afirma que o Poder Judiciário serve aos interesses do capital. Em nova entrevista à TV 247, Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO), abordou temas polêmicos e decisivos da política brasileira, incluindo a absolvição do ex-juiz e atual senador Sergio Moro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a troca … Ler mais

“Moro não foi cassado porque o que preside o direito é a política”, diz Alysson Mascaro

27/05/2024 Por 

Jurista Alysson Mascaro analisa implicações políticas da absolvição de Moro pelo TSE. Em entrevista ao programa Brasil Agora, da TV 247, o filósofo Alysson Mascaro fez uma análise sobre a absolvição do ex-juiz Sérgio Moro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e sua influência no panorama político brasileiro. Mascaro afirmou: “Moro não foi cassado porque o que preside … Ler mais

‘Pessoas morreram queimadas’: Israel faz 60 ataques e emudece Corte de Haia

27/05/2024 Por 

No Palácio da Paz, em Haia, o constrangimento é escancarado, com funcionários e juízes incrédulos diante da resposta que, uma vez mais, tiveram diante de uma decisão da Corte Internacional de Justiça. Na sexta-feira, o tribunal determinou que Israel deveria “parar imediatamente” com seu ataque contra Rafah, no Sul de Gaza. As decisões da Corte … Ler mais

Eduardo Moreira escancara manipulação do Boletim Focus, do Banco Central

27/05/2024 Por 

Economista e fundador do ICL mostra que algumas instituições financeiras turbinam as estimativas de dados econômicos, como as da inflação, para elevar a média muito para cima, a fim de manipular a opinião pública e a grande imprensa. O economista e fundador do ICL (Instituto Conhecimento Liberta), Eduardo Moreira, criticou a manipulação do mercado financeiro sobre o … Ler mais

Igrejas fantasmas concentram mais de 50% das dívidas de impostos

27/05/2024 Por 

As igrejas “fantasmas” Instituto Geral Evangélico (RJ) e Ação e Distribuição (SP) somam R$ 1.024,9 bilhão de dívidas perdoadas após a Lei 14.057, aprovada durante a pandemia de covid-19. “Nunca tiveram templos nem fiéis. Nunca celebraram missas ou cultos, nunca abençoaram nada ou ninguém”, conta a repórter Juliana Sayuri nesta edição do podcast UOL Prime, … Ler mais

COMO AS IGREJAS SE LIVRARAM DE PAGAR R$ 1 BI EM IMPOSTOS

27/05/2024 Por 

Uma lei aprovada pelo Congresso durante a pandemia livrou as igrejas da cobrança de até R$ 1,2 bilhão em tributos. Os dados inéditos da Receita Federal foram obtidos pelo UOL via Lei de Acesso à Informação. Trata-se de tributos como contribuição previdenciária e contribuição social sobre o lucro, que deixaram de ser cobrados das igrejas … Ler mais

Dossiê das violações dos direitos humanos no trabalho uberizado

27/05/2024 Por 

“Este dossiê tem como objetivo denunciar violações dos direitos humanos associadas ao trabalho dos motofretistas, também conhecidos como motoboys e, mais recentemente, como entregadores. A análise evidencia os elementos estruturantes e as consequências da uberização do trabalho, fenômeno que não se restringe aos motoboys; pelo contrário, apresenta-se como tendência que atravessa o mundo do trabalho … Ler mais

Sucessão no BC independente sob nova política monetária para garantir desenvolvimento

27/05/2024 Por 

O debate para sucessão no Banco Central, que tem de ser iniciado desde já, depois dessa manipulação escancarada exposta pelo economista Eduardo Moreira, do ICL, de que a Focus gerou falsa expectativa, projetando inflação de 8%, entre 2026 e 2028, para manter, até lá, Selic média nas alturas, inviabilizando queda dos juros, não é outro … Ler mais

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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