terça-feira, maio 28, 2024

QUANDO A PREOCUPAÇÃO DO GESTOR PÚBLICO DIVERGE DA NECESCIDADE DO MUNÍCIPE CARENTE... O PROBLEMA GANHA VIDA.


Nunca é demais lembrar que cada um chora em ração da dor que sente. Frase que por analogia, associa-se perfeitamente com o Evento adverso causado da cheia do Rio Vaza Barris e a revogação do Decreto de Emergência. Para que possamos melhor compreender o ocorrido, vejamos a definição das situações abaixo:

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA - Situação anormal, provocada por desastres, causando danos e prejuízos que impliquem o comprometimento parcial da capacidade de resposta do poder público do ente atingido. CALAMIDADE PÚBLICA - Situação anormal, provocada por desastres, causando danos e prejuízos que impliquem o comprometimento substancial da capacidade de resposta do poder público do ente atingido. Analisando as duas situações, podemos constatar que na primeira situação, o ente público reconhece que apenas parte do seu poder de resposta ao evento adverso, foi parcialmente afetado, e assim, de forma implícita, afirma possuir recursos para uma pronta resposta aos danos causados, sem que isso implique em renúncia de ajuda do estado e da união. A segunda situação compromete substancialmente o poder de resposta às causas do evento, necessitando da participação ativa do estado e união, a exemplo, a situação do Rio Grande do Sul, que só difere da situação aqui ocorrida, em suas proporções, isto é: o número de pessoas afetadas; o número de mortes, o preço a ser pago para

reconstruir o que á água destruiu e a quantidade de municípios atingidos, entretanto, em nada difere a nossa situação, exceto os quantitativos. Olhando por este ponto de vista, vemos que tem alguém sem saber o que diz ou o que faz; promoveu a consciência da não necessidade de manter o citado decreto em vigência, fato é que os ribeirinhos: moradores, trabalhadores rurais de áreas irrigadas e produtores rurais em ramos diversos, foram, com a REVOGAÇÃO DO DECRETO, entregues ao Deus proverá, ou seja, à própria sorte, atitude que obviamente demonstra que a preocupação do Gestor diverge da necessidade do munícipe carente ou prejudicado pela inundação. EVENTO ADVERSO - É uma ocorrência desfavorável, prejudicial ou imprópria, que acarreta danos e prejuízos, constituindo-se no fenômeno causador de um desastre. DESASTRE - Resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais ou ambientes e consequentes prejuízos econômicos e sociais.

Há situações que nos obrigam a sermos repetitivos para que as pessoas afetadas se conscientizem da própria situação de vulnerabilidade em que se encontram, necessitando despertarem para que possam ter um amanhã melhor no mais amplo sentido, partindo de cada cidadão a necessidade de um olhar mais apurado para tudo aquilo que hoje o afeta, efeito do problema, contrapondo-se a quem deu origem a causa, origem do seu problema, de onde muitas vezes a causa é o próprio cidadão, quer por omissão, conivência e até mesmo conveniência.

Por: José Mário Varjão, em 28/05/2024.

Nota da redação deset Blog - A revogação do Decreto de Calamidade em Jeremoabo teve um impacto significativo na vida dos moradores afetados pela cheia do Rio Basa Barris. O texto destaca a diferença entre situações de emergência e calamidade pública, onde a primeira implica em danos parciais e a segunda em danos substanciais à capacidade de resposta do poder público.

Ao revogar o decreto, o gestor público parece ignorar ou minimizar a necessidade real dos cidadãos afetados pela inundação. Isso coloca em evidência uma divergência entre as preocupações do gestor e as necessidades dos munícipes carentes. Enquanto o decreto de calamidade pública reconheceria a gravidade da situação e a necessidade de ajuda externa, sua revogação pode indicar uma falta de comprometimento com o apoio necessário para reconstruir e ajudar aqueles que foram prejudicados.

Os impactos dessa decisão são descritos como deixando os moradores, trabalhadores rurais e produtores entregues à própria sorte, sem a assistência e os recursos necessários para lidar com os danos causados pela inundação. Isso sugere que a revogação do decreto os deixa desamparados, incapazes de lidar adequadamente com as consequências do desastre natural.

O texto também enfatiza a importância de reconhecer a vulnerabilidade dos afetados e de despertar para a necessidade de uma resposta mais eficaz e solidária diante de situações de crise como essa. A falta de apoio do poder público pode intensificar os prejuízos econômicos e sociais causados pelo desastre, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais consciente e proativa por parte das autoridades.

Um alerta aos Navegantes muito embora "  “conselho e água benta só se dá a quem pede.

Praticar desinformação, disseminar fake news e realizar propaganda eleitoral antecipada podem ter consequências legais sérias para o proprietário de uma estação de rádio. Existem regulamentos rigorosos que proíbem essas práticas, visando proteger a integridade das informações e garantir eleições justas e equitativas.

Dependendo das leis locais, o proprietário da estação de rádio pode enfrentar multas substanciais, a revogação da licença de operação da estação e até mesmo processos judiciais. Além disso, a reputação da estação de rádio e do próprio proprietário pode ser seriamente prejudicada, o que pode afetar sua credibilidade e sua base de ouvintes no futuro.

Portanto, é importante que os proprietários de estações de rádio ajam de acordo com as leis e regulamentos aplicáveis, evitando qualquer atividade que possa ser considerada desinformação, disseminação de fake news ou propaganda eleitoral antecipada. A responsabilidade de fornecer informações precisas e imparciais é fundamental para o papel da mídia em uma sociedade democrática.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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