segunda-feira, maio 27, 2024

JEREMOABO CAMINHA À BEIRA DE UM ABISMO...MAS VOCÊ PODE MUDAR!

O acontecimento da busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em

Jeremoabo, refle uma gestão vivida à base da visão arrogante/ignorante daquele

que tendo o deve de fazer o certo, optou por trilhar caminhos obscuros, outrora

muito bem questionados por esse que hoje erra demasiadamente. Fato que me

reporta a data de 16 ou 17 de junho de 2018(que já não me recordo com precisão).

Data em que o gestor enviou mensagem a minha pessoa, convidando para uma

festa por ele idealizada, já então prefeito eleito, conforme resultado eleitoral do dia

03 do citado mês. Ocorre que anterior ao convite eu já tinha tomado conhecimento

de atitude que não condizia com a postura do cidadão de campanha, com o qual

atuei junto a esse por vários meses; mesmo que não tenha sido uma atitude que

fosse de encontro a lei, mas que expôs uma radical mudança comportamental. Pois

a meu ver, naquele momento, para quem bradava não se deixar conduzir por

terceiros, já sofria interferência clara na nomeação de cargos, que embora não me

dissesse respeito tal atitude, deixou claro para mim, que trabalhei para uma pessoa

que naquele momento já não o conhecia mais, então, agradeci pelo convite e disse:

obrigado pelo convite, mas a partir de hoje não conte mais com a minha

colaboração, e, para surpresa minha, ainda recebi um áudio desse cidadão que

dizia: EU NÃO ACEITO QUE ALGUÉM DIGA QUE EU COMECEI ERRADO, e eu,

cá com meus botões, refleti que se eu, com mais de 20 anos no serviço público, nem

de longe posso dizer que conheço o que conheço o todo que ali se faz, então

imaginem alguém que jamais passou um dia sequer, dentro do serviço público. Fato

é que ali se estampava o começo de uma gestão condenada previamente ao

fracasso; eis que aí está a realidade prevista, ao abster-se de saber que o município

é o equivalente a uma grande empresa, tendo ainda, maior grau de complexidade,

ao se considerar que a empresa planeja seus projetos e estrutura os processos

produtivos, os quais podem ser definidos através de um cronograma de atividades

rotineiras, já o município atua em campos diversos e com atividade que não se

relacionam, pois são totalmente independentes, diferente de uma linha de produção,

sem contar com os eventos adversos (imprevistos), como foi o caso da inundação

do Rio Vasa Barris. Retornando a questão da busca e apreensão, recordo o período

do cancelamento unilateral do contrato em vigor e o processo licitatório que deu

causa à busca e apreensão, quando ainda sem possuir especialização na área de

licitação, mas em razão vivência no serviço público, pude perceber que o

descaminho havia começado, pois sendo eu a pessoa que elaborava os textos para

mostrar e combater atos considerados fora da norma, durante a campanha eleitoral,

pude constatar que os erros alheios não serviram de lição para uma autocrítica e

não errar, mas que foram apropriados para aperfeiçoa-los, enquanto se esquece do

sábio ditado chinês, que diz: Os sábios aprendem com os erros alheios,

enquanto os tolos aprendem com os próprios erros, já os idiotas não aprendem com os erros alheios e nem com os próprios erros. Prova é que  acaso tivesse aprendido com aquilo que havíamos combatido por certo que não teria

errado, nem estaria se submetendo aos vexames do momento, vexames esses que

ora se limitam à busca e apreensão de papéis, mas que certamente, uma hora virão

para faze busca e apreensão de pessoas, momento que certamente, todos já fora do

poder, quando já perdidas a arrogância e a vaidade, restou-lhes o muro das

lamentações  para chorarem a vontade. Há ensinamentos que nas academias não

são ensinados, mas tem o Tempo como excelente professor a todos ensinar e que

nos diz: aquele que não OLHA e ANDA para frente, fica para TRÁS, ou ainda,

aquele que não ACEITA ou OUVE conselho, termina ouvindo: COITADO! Não quero

desejar o mal de ninguém, mas tão somente, diante do pleito eleitoral do ano em

curso, alertar para aquele que o POVO venha a escolher governante de Jeremoabo,

que não cometa os erros ora questionados e nem outros de igual e ou menor

gravidade, mas que se apegue às normas e com estruture sua trajetória política,

consciente de que a razão da administração pública, é geri bem os serviços

públicos, e assim, poder atender satisfatoriamente os anseios e necessidades dos

munícipes. Não esqueçamos que a ninguém é dado o poder de tudo saber e ou nunca errar, a HUMILDADE não é um ato de fraqueza, mas tão somente o

reconhecimento de que nem tudo sabe e nem tudo pode, logo, estando sujeito

ao erro, mas agindo de forma planejada para não errar, cercando-se de pessoas

competentes e com o devido conhecimento sobre o tema que tenha a decidir, para

só então, tomar a atitude de fazer, mantendo distante todo puxa-saquismo nefasto à

Administração Pública. REFLITAM, AINDA HÁ TEMPO!

Por: José Mário Varjão,

 em 27/05/2024.



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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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