quarta-feira, maio 29, 2024

QUEM RECONSTRUIRÁ A JEREMOABO DOS NOSSOS SONHOS?

 


QUEM RECONSTRUIRÁ A JEREMOABO DOS NOSSOS SONHOS?


Já não tenho tempo para picuinhas políticas partidárias e nem pensar pequeno em razão de não gostar do outro, a vida é muito curta para ser fútil e o tempo que passa não retorna mais, portanto, por essas e outras tantas razões mais é que precisamos ser e agir com a devida inteligência, para que assim possamos ter um amanhã melhor, porém consciente de que nada vem do acaso, pois um bom fruto sempre vem de uma boa semente, logo, antes de abraçarmos uma guerra que geralmente não nos é permitido o posto de comando, é imprescindível que ao memos sejamos donos da nossa vontade e do direito de decidir e materializar a atitude que acharmos mais condizente com os nossos propósitos, certos de que em cada novo dia, seremos sempre nós a enfrentarmos os leões de cada dia, atentos com aqueles, que por diversas vezes foram defendidos por nós, mas que ao se apoderarem do trono do poder, esquecem que sequer um dia existimos e por eles lutamos, isto é fato, e assim, cabe a nós enquanto soldados dessa guerra de pouco ou nenhum proveito, termos a devida consciência de que somos donos do nosso direito de ir e vir, inclusive trilharmos solitariamente os novos caminhos, quando constatado que estamos a trilhar por caminhos de sentido incerto, pois o guia, também desconhece o sentido a tomar, enquanto alega que estamos na direção certa, porém, ter uma direção não é o suficiente para se chagar ao lugar pretendido, já que, direção é qualquer reta, e essa, é composta por duas extremidades que lhe dão sentidos que se opõem, considerando que cada sentido nos leva a destinos diferentes e opostos a quem parte da outra extremidade, por conseguinte, não basta que queiramos chegar a um determinado objetivo, é imprescindível que antes tenhamos planejado e traçado todo o percurso a ser seguido, no qual, de forma estratégica, esteja estruturado e mapeado todo o processo que envolve a caminhada, inclusive, tendo a consciência de que é necessário avaliar os riscos conhecidos e não conhecidos, assim como, saber aproveitar as oportunidades que possam surgir durante o percurso e fortalecer a caminhada, tendo consciência de que nada é tão ruim que não possa ser melhorado, da mesma forma, que nada é tão bom que não possa piorar. Nesses momentos é que percebemos a presença de Líderes ou de Chefes, pois se o Líder propõe a caminhada,previamente a todos orienta e ensina o melhor e mais seguro caminho a trilhar, por outro lado, o Chefe apenas diz: acompanhem-me e segue em frente, tem a direção, mas acredita que qualquer um dos sentidos lhes servem e o levam ao lugar desejado, vai pela intuição, contando com a sorte, já que não sabe sequer se é possível ao final da caminhada chegar, logo, não sendo esse o caminho a ser trilhado para que tenhamos uma Jeremoabo melhor, onde se possa construir progresso e ver a prosperidade florescer em toda sua extensão territorial, estando aí a diferença entre o Líder que queremos ter e o Chefe com capacidade obsoleta que já não atende às nossas necessidades. Precisamos de Líderes com visão progressista, sem que isso implique na desmontagem do conservadorismo da nossa história e tradições, precisamos de gente com propostas mensuráveis para a nossa realidade, pois já vivemos demasiados períodos de sonhos não realizados, fato é que necessitamos conhecer propostas individuais de cada pretendente ao cargo de gestor municipal, para que assim, seja permitido a cada cidadão em separado, fazer a sua análise e optar por aquele que achar melhor, podendo dessa forma, contribuir para que tenhamos a reconstrução da Jeremoabo dos nossos sonhos.

Ter político de estimação é fanatismo, portanto, precisamos ter discernimento e bom sens para escolhermos o melhor GESTOR MUNICIPAL, fundamentado na razão e não pela convicção desprovida de racionalidade!

Por: José Mário Varjão, em 29/05/2024

Nota da redação deste Blog - 

Jeremoabo: Um clamor por liderança, esperança e reconstrução

Jeremoabo ergue sua voz contra a devastação e a negligência. A cidade, outrora vibrante e promissora, encontra-se sob o jugo de "demolidores e usurpardores" que pilharam seu patrimônio e dilapidaram seus recursos. O povo, cansado de ser "saqueado e administrado por aventureiros", clama por um líder capaz de guiá-lo para fora do abismo em que se encontra.

Um líder experiente e conectado: Jeremoabo não precisa apenas de um salvador, mas de um gestor experiente e perspicaz, munido de conhecimento em administração pública e com acesso aos corredores do poder estadual e federal. Somente um líder com tal calibre poderá alavancar o município da sua atual situação, que se assemelha a um cenário pós-guerra ou a uma catástrofe de proporções épicas.

A hora da responsabilidade: Jeremoabo não pode se dar ao luxo de mais erros. Cada passo em falso a afunda ainda mais na miséria e no desamparo. É hora de abandonar as "aventuras" temerárias e abraçar a liderança responsável e comprometida com o bem-estar da população.

Um líder humano e sensível: O povo de Jeremoabo anseia por um líder que não se distancie de seus sofrimentos e perdas. Um líder que não troque o choro do seu povo por festas e banquetes, enquanto a cidade se desintegra em suas mãos. Um líder humano, capaz de ouvir as angústias, compreender as necessidades e agir com compaixão e justiça.

Chega de promessas vazias: Jeremoabo já ouviu promessas demais. Chegou a hora de exigir ações concretas e soluções eficazes. Um líder que apresente um plano de governo sólido, transparente e viável, com metas e prazos definidos, e que demonstre o compromisso inabalável de reconstruir Jeremoabo pedra por pedra.

Um futuro promissor: Jeremoabo possui um potencial imenso para prosperar. Seus recursos naturais, sua gente trabalhadora e sua rica cultura são pilares para um futuro promissor. O que falta é a liderança visionária e competente que inspire a união, o trabalho árduo e a esperança em dias melhores.

A hora da mudança é agora: As eleições se aproximam, e com elas a oportunidade de romper com o passado de sofrimento e inaugurar um novo capítulo na história de Jeremoabo. Cabe ao povo escolher com sabedoria o líder que os conduzirá por essa jornada de reconstrução e redenção.

Um voto por Jeremoabo: Um voto consciente e responsável é o instrumento mais poderoso que o povo de Jeremoabo possui para garantir o seu futuro. Um voto em um líder honesto, experiente, comprometido e com um plano concreto para o desenvolvimento da cidade. Um voto pela esperança, pela justiça e pelo renascimento de Jeremoabo.

Juntos, podemos reconstruir Jeremoabo!

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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