terça-feira, outubro 20, 2020

Fake News e compra e venda de votos são os crimes mais frequentes

 As denúncias de crimes eleitorais podem ser encaminhas por Whatsapp à Polícia Federal

Delegado Rafael Amorim Santos, chefe da Delegacia de Defesa Social e Institucional (DDSI) da Policia Federal - Foto: Nilzete Franco/FolhaBV

Por Folha Web

Em 15/10/2020 às 09:00



Nas corridas em desenhos animados, os vilões sempre trapaceavam para vencer, porém, os planos acabavam mal no fim dos episódios. Já na corrida das eleições, o ‘jeitinho’ mais usado para sair na frente são as fake news e a compra e venda de votos, de acordo com o chefe da Delegacia de Defesa Social e Institucional (DDSI) da Policia Federal, delegado Rafael Amorim Santos. Mas, assim como nas animações, essas artimanhas podem não dar certo e além disso, na vida real são consideradas crimes eleitorais.

As fake news eleitorais, conforme Santos, podem ser a divulgação de fatos falsos, ataques contra a honra ou a divulgação de pesquisa fraudulenta. Ainda, diferentemente do que muitos pensam, vender o voto também pode ser considerado um crime. Santos detalha que a penalidade para o vendedor ou comprador, é a reclusão de 1 a 4 anos e 5 a 15 dias/multa.

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Quem compra ou vende o voto pode ser penalizado com 1 a 4 anos de prisão - Foto: Nilzete Franco/Reprodução/FolhaBV 

DENÚNCIAS – Na terça-feira (13), a Superintendência da PF em Roraima anunciou um canal para facilitar o envio de denúncias de irregularidades eleitorais. A população pode entrar em contato pelo WhatsApp (95) 3621-4693 e encaminhar informações, denúncias, fotos, vídeos e áudios.

Os dados são todos checados pela equipe do banco de análise da PF e assim que é confirmada a existência de indícios de irregularidade, o relatório é encaminhado à DDSI e por fim, apresentado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para que possa autorizar a abertura do inquérito.

“É feito esse tratamento inicial pra ver se existem indícios mínimos da autoria e materialidade, e se aquelas informações tem um grau de veracidade para que seja dado início a investigação”, disse Santos.

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