sábado, março 30, 2019

Sindprev/BA realiza mais uma Assembleia Geral

  


Aconteceu na manhã do último sábado (23), mais uma Assembleia Geral Extraordinária, com a presença maciça da categoria, no Colégio Estadual Teixeira de Freitas, na Mouraria, tendo como pauta: Informes Gerais, MP 873/2019, GEAP e PCCS.
A mesa foi composta pelo diretor da Secretaria de Organização, Edivaldo Santa Rita, os diretores da Secretaria de Administração e Finanças, Valdemir Medeiros e Maria Valdete Magalhães, a diretora da Secretaria de Política Social e Racial, Lucivaldina Brito, a fisioterapeuta, Dra. Luana Saldanha e o advogado Dr. Breno Valadares. Estava presente também o representante da CNTSS-CUT, Raimundo Cintra.
Dra. Luana Saldanha falou da importância da qualidade de vida e da prevenção de doenças, explicou os atendimentos especializados e serviços da Clínica do Trabalhador. Aproveitou o momento para convidar a todos para participar do pilates.
Raimundo Cintra comentou de sua participação na Rádio Metrópole, juntamente com outros sindicalistas para debater sobre a MP e a Reforma da previdência.
Edivaldo Santa Rita fez uma reflexão sobre a manifestação que aconteceu no dia 22 de março, na Rótula do Abacaxi, na qual todos os sindicatos se reuniram contra a reforma da previdência e outros atos do Governo, contra o povo brasileiro. “Estamos sinalizando no dia de hoje que essa reforma não vai passar, porque nós não vamos deixar!”, exclamou ele.
Santa Rita falou ainda sobre a MP 873 proibindo o desconto da contribuição sindical no contracheque dos trabalhadores, editada pelo Presidente no dia 1° de março, em pleno carnaval.
De acordo com Dr. Breno Valadares a MP é como uma lei e tem medida imediata, modificando a relação do sindicato e filiado. ” O interesse político é claro, enfraquecer os sindicatos para não ter força para lutar contra a Reforma da Previdência. Iremos tomar uma medida, entraremos com uma ação coletiva para que essa ilegalidade não atinja a gente, já entramos com a liminar”, informou o advogado. “Esperamos manter essa liminar e ter essa vitória final”, concluiu ele.
Santa Rita ressaltou mais uma vez a necessidade de fortalecer a mobilização, buscando boleto bancário ou débito em conta para o desconto da contribuição, senão será necessário à venda da Sede Social, em Vilas de Abrantes, para o sindicato arcar com os seus compromissos.
Valdemir Medeiros informou sobre a GEAP, esclarecendo muitas dúvidas e orientando que o servidor que estiver com dois boletos, que não tenham pagado os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2018, tem que ligar para a GEAP para fazer o acordo, pois está dividindo a dívida em várias vezes de acordo com a possibilidade da pessoa. ” É parcelado em várias vezes a depender do valor. Vocês também podem ir lá fazer a negociação”, explicou o diretor. “Saiu uma tabela da GEAP e nós pedimos para que os valores novos da tabela não sejam cobrados ainda para quem estiver pagando o acordo, permanecendo o mesmo valor que era de agosto. Quando for em abril entra no reajuste, sendo cobrado a partir de maio, só não se sabe se será sobre a tabela nova ou se sobre o nosso valor”, concluiu Valdemir.
Valdemir ainda passou os informes sobre anuênio e 28,86%. Em relação ao 28,86% do servidor do INSS, os que não autorizaram precisam autorizar o pagamento para receber os valores. E o anuênio também dos servidores do INSS, o juiz também já fez a concessão, e é preciso também autorizar e verificar no sindicato se constam o nome na lista.
Em relação ao PCCS foi informado pelo diretor que o prazo que foi passado para o pagamento foi que aconteceria antes do carnaval, por isso a diretoria deu o prazo, com margem, de até o dia 10 de março. Mas foram informados que a SOF, que é o setor que coloca o nome de cada servidor no site da justiça com o valor que vai receber, ainda não conseguiu colocar os 2.404 servidores. ” O dinheiro do 1° lote já encontra-se no tribunal, mas precisa colocar esses servidores no site da Justiça Federal. Precisamos estar integrados, unidos, ter mais gente lá no antigo tribunal de Nazaré para fazer pressão, 10, 15 pessoas, assim é mais fácil conseguir”, disse Valdemir.
Para encerrar a assembleia foi feita uma votação com duas propostas: a primeira seria de todos atuarem juntos com o sindicato, fazendo ação e pressão no Tribunal, na 13° vara, para a SOF agilizar logo a inclusão de todos os nomes no site, dando um prazo de 15 dias, dando encaminhamento para o pagamento e depois realizar uma nova assembleia caso não haja o pagamento nesse prazo estipulado. E a segunda proposta seria a direção do sindicato ir para Brasília e dizer que a proposta não foi cumprida e pedir a suspensão do acordo. Foi colocada em votação as duas propostas e a plenária aprovou a primeira, ficado o prazo de até o dia 08 de abril, para depois de 15 dias ver qual ação a ser tomada.
A categoria cansou de ter paciência com  serviço público!
No final todos puderam tirar as suas dúvidas.
ASCOM SINDPREV/BA
Texto: Priscila Teixeira

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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