sábado, outubro 15, 2016

Os iludidos com a candidata a prefeita sem registro de Jeremoabo.


Prefeito de Itabuna ainda está indefinido




Candidato Fernando Gomes (DEM) está com registro indeferido, mas venceu nas urnas por ampla margem
Candidato Fernando Gomes (DEM) está com registro indeferido, mas venceu nas urnas por ampla margem

Duas semanas após as eleições, a população de Itabuna ainda não sabe quem vai ser o prefeito do município a partir de 2017. O cenário de indefinição tem como protagonistas os candidatos Fernando Gomes (DEM), mais conhecido como Cuma, e Antônio Mangabeira (PDT), o Dr. Mangabeira, e esbarra na espera por uma decisão da justiça eleitoral.
Cuma, que já foi prefeito de Itabuna por quatro vezes, conquistou maior número de votos esse ano, mas teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque já foi enquadrado como ficha-suja. Enquanto que Mangabeira foi o segundo mais votado e reivindica a vitória no pleito justamente pelo fato de o rival ter sido “pescado” pela Lei da Ficha Limpa.
A novela deve ganhar mais um capítulo nesta semana, quando deve ser julgado o pedido de indeferimento da candidatura de Cuma pelo Tribunal Regional Eleitoral. Caberá, ainda, recurso da decisão no TSE. A depender da decisão pode até haver novas eleições.
O caso tem, ainda, como pano de fundo a disputa por espaço entre as duas maiores lideranças políticas da Bahia, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM), que podem se enfrentar na batalha pelo governo do estado em 2018. Itabuna é o quinto colégio eleitoral do estado e pode ficar sob a batuta de Gomes, aliado de Neto, ou de Mangabeira, cujo partido, PDT, integra a base de Rui.
Cuma teve contas rejeitadas pelos tribunais de contas do Estado (TCE) e da União (TCU), foi considerado ficha suja e teve o registro de candidatura negado, sob suspeita de crimes de improbidade administrativa, o que infringe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e dá lastro para evocação da Lei da Ficha Limpa.
Com a candidatura indeferida pelo TSE, ele recorreu da decisão e conseguiu participar do pleito, conquistando quase o dobro de votos em relação a Mangabeira – 34.152 contra 18.813 votos.
O advogado do democrata, Ademir Ismerim, disse que o TCE deu provimento ao recurso para afastar a única rejeição das contas dele neste tribunal. Outras quatro contas dele foram rejeitadas pelo TCU. Duas delas foram derrubadas, outras duas não. “Estamos trabalhando para derrubar estas duas”, disse Ismerim.
Novas eleições
Se o indeferimento persistir, na interpretação de Ismerim, novas eleições devem ser convocadas em Itabuna. A realização ou não de novas eleições no município é justamente o ponto central do debate. O advogado do PDT de Itabuna, Luiz Viana Queiroz, também presidente da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia, discorda da interpretação de Ismerim.
O Código Eleitoral, no artigo 224, prevê que novas eleições devem ser convocadas se mais da metade dos votos forem nulos. Como a situação de Gomes está indefinida, os votos que recebeu foram considerados nulos. Estes, somados aos de Gomes, chegam a 35,3%.
Com a minirreforma eleitoral, o parágrafo terceiro deste artigo, que sofreu alteração, traz o seguinte: “a decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados”.
“Mas ele não é candidato eleito, não tem registro. Se tivesse registro, os votos seriam válidos, se aplicava essa regra”, afirma Luiz Viana. Se esta for a interpretação do tribunal, assume o segundo colocado no pleito eleitoral, Dr. Mangabeira. Ismerim afirma que, por se tratar de uma nova legislação, ainda não há jurisprudência. “A lei ainda não tem interpretação”, pondera.
O julgamento deve acontecer até o final da semana. Ambos os advogados informaram que vão recorrer ao TSE, seja qual for a decisão. Caso não haja definição até a posse, em 1º de janeiro, o presidente da Câmara assume a prefeitura.
Contexto
Em caso de nova eleição, possibilidade considerada mínima pelo grupo de Mangabeira, Fernando Gomes pode lançar a candidatura da esposa, Sandra Neilma, que já foi secretária de Assistência Social do município entre 2005 e 2007.
Dr. Mangabeira foi considerado uma surpresa, pois não figurava entre os mais bem posicionados nas pesquisas. Esta foi a primeira vez dele como candidato para um cargo eletivo. Médico e empresário, Mangabeira tem uma clínica de oncologia no município e também realiza atendimento no SUS em unidades públicas.
Ele foi candidato em uma chapa “puro sangue”, somente com o PDT, e teve, assim, apenas 26 segundo de tempo de televisão. Ao longo da campanha, apostou no discurso do novo. Gomes, que era considerado favorito desde o início da campanha, teve quase quatro minutos de tempo de TV.
Com alta rejeição, o atual prefeito Claudevane Leite (PRB) desistiu da reeleição e apoiou a candidatura de Davidson Magalhães (PCdoB), um dos nove postulantes, quatro da base de Rui, três de Neto e dois independentes.
A Tarde

Nota da redação deste Blog - Cada dia que passe não consigo entender como os eleitores de Anabel são enganados constantemente, descobrem a mentira, mesmo assim aceitam como se verdadeiras fosse.
A primeira mentira, todo mundo provando através de fatos que a mesma não era candidata por não ter registro, mesmo assim ela usou um serviço de rádio, para repetidas vezes afirmar ser candidata, e o povo mesmo sabendo que era mentira, enganaram a si mesmos, acreditando numa inverdade.
Depois não havendo mais justificativas, o engodo estava nu, apelou para um prestigio que não existe,  que seus advogados juntamente com um ou dois políticos, comprariam uma sentença em Brasília, onde conseguiriam virar o jogo.
Ora senhores esse papo furado já está muito manjado, estamos na era da comunicação, da internet, da transparência, portanto, não cola mais.
 Iguais a esse caso de Anabel existem centenas em todo o Brasil, e a batalha é grande, tanto jurídica quanto política, pois os melhores advogados eleitorais estão nesta disputa, portanto. qualquer previsão é mera especulação.
Para que entendam melhor a situação, citarei um caso parecido com o de Jeremoabo, onde o segundo colocado foi declarado eleito, só que a batalha não terminou, está em andamento igual a Jeremoabo.
 O ocorrido que estou me referindo está acontecendo em Itabuna, cidade maior, mais importante e mais rica do que Jeremoabo, a batalha jurídica é patrocinada e travada nada mais nada menos entre dois advogados, Ademir Ismerim, fera em legislação eleitoral e do grupo de ACM, e   Luiz Viana Queiroz, também presidente da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia.
Para melhor entendimento, grifei a parte que mais chama atenção. 

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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