quinta-feira, outubro 27, 2016

Desembargador suspende quebra de sigilo de repórter da revista Época

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MPF investiga ‘erro’ envolvendo Moreira Franco que custou R$ 1 bilhão à Caixa

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Temer já desistiu de dar foro privilegiado a Moreira Franco
Fabio Serapião e Vera RosaEstadão de S.Paulo






Crise institucional é gravíssima e Temer finge que haverá uma reunião apaziguadora

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Cercado de trapalhões, Michel Temer já nem sabe o que fazer
Carlos Newton







Outra vez, a mesma bobagem da nova Constituinte

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Carlos Chagas







No desespero, Renan pede apoio a Maia e investe contra o Poder Judiciário

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Renan é a bola da vez e está completamente desorientado
Maria LimaO Globo






Advogados de Lula “inventam” que a ONU estaria apoiando o ex-presidente

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Zanin, advogado de Lula, quer disputar o troféu Piada do Ano
Deu no UOL
(Agência Estado)
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Os advogados de Lula certamente pensam que todos os brasileiros são imbecis. Querem que acreditemos que “a partir de agora, a ONU estará acompanhando formalmente as grosseiras violações que estão sendo praticadas diariamente contra Lula no Brasil”. É muita desfaçatez querer manipular uma nota oficial da ONU que não di absolutamente nada. Apenas informa que a denúncia foi recebida, somente isso. O resto é tudo invenção do advogado, genro de Roberto Teixeira, um “compadre” de Lula que também está sendo investigado pela Lava Jato. A nota do Instituto Lula foi muito mais comedida e verdadeira, sem manipulações. (C.N.)

Eduardo Cunha e Henrique Alves viram réus por corrupção na Caixa Econômica

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Cunha e Alves estão sentindo que há algo de podre no ar…
Fábio Fabrini e Isadora PeronEstadão
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Conforme já salientamos aqui na Tribuna da Internet diversas vezes, o juiz Vallisney Oliveira e seu substituto Ricardo Leite trabalham no mesmo ritmo do juiz Sérgio Moro e com a mesma segurança jurídica. Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves vão enfrentar uma parada indigesta na Justiça Federal de Brasília. Grande parte das fortunas que amealharam terá de ficar com seus advogados e o resto ficará bloqueado para ressarcir os cofres públicos. Que assim seja. (C.N.)

Renan responde a 12 inquéritos no Supremo e ainda não é réu em nenhum deles

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Charge do Paixão, reprodução da Charge Online
Eduardo MilitãoCorreio Braziliense
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A matéria escancara a leniência do Supremo. Renan já responde a 12 inquéritos. Um deles foi iniciado há oito anos, com provas abundantes de recebimento de mesada da empreiteira Mendes Júnior para pagar a pensão de uma filha que teve fora do casamento. Ficou provado que Renan, para se justificar, usou notas fiscais frias de falsas vendas de gado. Oito anos depois, até agora o Supremo ainda não decidiu se aceita a denúncia. E ainda dizem que se trata de um “tribunal superior”. Imaginem se fosse “inferior”…(C.N.)

Polícia do Senado é ficção e seus membros não passam de guardas e vigilantes

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Arte reproduzida da revista IstoÉ
Jorge Béja







Cármen Lúcia reage e marca julgamento que pode tirar Renan da linha sucessória

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Renan comprou uma briga feia com Cármen Lúcia
Mariana OliveiraDo G1 em Brasília






Ainda impune, Cabral tem um impressionante currículo de corrupção

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Em Paris, Cabral festejava o enriquecimento com sua quadrilha
Bernardo Mello Franco 
Folha





Impunidade de Pimentel confirma que o foro privilegiado precisa ser extinto

Charge do Acir Vidal (Arquivo Google)
Deu no Correio Braziliense







Cancelamento da reunião pedida por Temer reforça a reação contra Renan

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Charge do Gil Brito, reprodução do Arquivo Google
Julia Chaib, Natália Lambert e Patrícia RodriguesCorreio Braziliense











Anulação das provas contra Demóstenes mostra que foro privilegiado tem de acabar

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Charge do Rice, reprodução do Arquivo Google
Carolina Brígido
O Globo
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É um teatro. Os ministros do Supremo ficam indignados quando alguém levanta o argumento de que os processos contra parlamentares não terminam nunca e prescrevem, mas é uma realidade. Essa anulação das provas contra Demóstenes Torres, que é um procurador de Justiça que se rendeu ao crime, demonstra que o foro privilegiado tem de acabar logo, como defende o ministro Luís Roberto Barroso, o único que tem coragem de apontar a leniência do Supremo em relação aos criminosos que infestam o Congresso Nacional e os ministérios. Agora, Moreira Franco vai ganhar status de ministro para escapar do juiz Sérgio Moro. Antes desse julgamento, Gilmar Mendes já havia devolvido a Demóstenes Torres o direito de voltar a receber R$ 30 mil como procurador de Justiça. E não é preciso dizer mais nada, apenas “Zé Fini”, como fazia o humorista Mário Tupinambá na “Escolinha do Professor Raimundo”. (C.N.)

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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