terça-feira, outubro 25, 2016

Eleições 2016 - Até agora ninguém poderá afirmar que Deri não assumirá a prefeitura de Jeremoabo.


          



·     É obrigação deste Blog como formador de opinião, divulgar a verdade não importando o lado
·     É respaldado nesse postulado e sob o signo da liberdade, que estou publicando três matérias distintas a respeito ainda das tão comentadas e discutidas eleições de Jeremoabo, para que os senhores entendam a dificuldade de afirmar quem foi o candidato a prefeito vencedor


2º mais votado se torna prefeito

paulo Bersch  primavera curtinha

Em Primavera do Leste, se o ex-prefeito Getúlio Viana (PSB) conseguir validar sua votação, em meio aos embates jurídicos, assumirá a cadeira de prefeito. Ele foi o mais votado, embora a totalização não conste no sistema de apuração do TRE-MT. Foram computados para o candidato do PSB 19.057 votos. O concorrente peemedebista Paulo Bersch (foto) obteve 10.636. Mesmo com 8.421 votos a menos, Paulo se prepara para ser diplomado e depois empossado em 1º de janeiro, sucedendo o prefeito e aliado Érico Piana (DEM). Enquanto isso, Getúlio, carimbado como ficha suja, condenado por improbidade e ainda respondendo a outros processos, está recorrendo ao TRE e ao TSE, na esperança de conseguir "descongelar" os seus votos.





RUMO ÀS ELEIÇÕES

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Quarta-Feira, 05 de Outubro de 2016, 10h:38 | Atualizado: 10/10/2016, 10h:01

Impugnado, Getúlio tem maioria dos votos e município pode ter eleição



Mário Okamura/Rdnews
quadro primavera do leste nova eleicao.jpg
Getúlio Viana é  o mais votado e Paulo Bersch, segundo colocado, não assume prefeitura
Os eleitores de Primavera do Leste podem ter que voltar às urnas em eleição suplementar. Acontece que Getúlio Viana (PSB) está com registro de candidatura indeferido e se não conseguir reverter a situação em instância superior o segundo colocado Paulo Bersch (PMDB) não assume o posto, pois o adversário conseguiu mais de 50% dos votos. Se até janeiro a situação não estiver resolvida, quem assume é o presidente da Câmara.
Getúlio obteve 19.057 votos no domingo (2), que, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, equivale a 64,18%, mas números estão congelados. E por enquanto, aparece como prefeito eleito de Primavera Paulo Berch (PMDB), teve 10.636 votos. O problema é que a nova legislação determina que se o candidato indeferido obtiver mais de 50% dos votos, há nova eleição.
"Se a soma dos candidatos for maior que 50% do total de votos, excetuando só brancos e nulos, vai ter nova eleição. Isso está previsto na resolução 23.456/2015 do TSE", explica  Salomão de Souza Fortaleza, coordenador de Sistemas Eleitorais do TRE. 
O ex-prefeito por dois mandatos, 2005 a 2012, Getúlio deve buscar junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma liminar de efeito suspensivo para que ele possa ser diplomado e empossado. Assim, enquanto aguarda o julgamento de mérito do TSE, seguiria como prefeito o presidente da Câmara, que será escolhido em 1º de janeiro, junto com a posse dos novos parlamentares.
A candidatura do irmão do deputado Zeca Viana (PDT) foi considera indeferida num primeiro momento em razão da rejeição das contas pela Câmara de Primavera e por uma condenação de improbidade administrativa, proferida pelo Tribunal de Justiça (TJ). Entretanto, na última decisão, o TRE afastou a condenação na Câmara, assim como enriquecimento ilícito, mas omanteve inelegível em razão de pagar despesas de hospedagem para autoridades que foram participar do concurso Miss Mato Grosso. Caso Getúlio não obtenha êxito no recurso, a Justiça Eleitoral determina a realização de uma nova eleição no município.
Outros casos
Outra cidade que tem situação semelhante é Mirassol d'Oeste. O então candidato Elias Leal (PSD) foi o mais votado, mas foi indeferido e está com recurso. Elias recebeu 7.830, o que representa, segundo o TRE, 56,13% dos votos. Mas no sistema do TSE aparece como eleito Dr. Jeferson (PSDB), que conseguiu 6.121, e não assume o posto de maneira alguma. Assim, se Elias não conseguir reverter situação,  haverá nova eleição na cidade.
Há candidatos com votos congelados em outras 13 cidades, mas, exceto Torixoréu que teve os dois candidatos indeferidos, em nenhuma outra deve ser realizada nova eleição. 

PREFEITOS E VEREADORES

Advogados avaliam que alterações nas regras vão dificultar eleições deste ano

Em seminário na Assembleia Legislativa de São Paulo, eles afirmaram que mudanças na lei e resoluções do TSE podem nem mesmo reduzir custos de campanhas.
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Os palestrantes também afirmaram que as regras eleitorais poderão favorecer presidentes de Câmaras de Vereadores em caso de cassação de chapas ou indeferimento de candidaturas eleitas para os cargos executivos. "Não assume mais o segundo colocado do pleito (em caso de destituição do titular). Vai ter de ter nova eleição. Mas essa só poderá ocorrer após o trânsito em julgado do processo (quando não é mais possível apresentar recursos), o que pode levar cinco ou seis anos. Então o grande negócio será ser presidente da Câmara, porque ele vai assumir a prefeitura, talvez por todo o mandato", disse Porto.
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/04/advogados-avaliam-que-alteracoes-nas-regras-vao-dificultar-eleicoes-municipais-de-2016-9644.html

Voto anulado antes do pleito
O advogado e professor de Direito Eleitoral da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) Yuri Dantas Barroso entende que os votos dos candidatos que foram às urnas com registro eleitoral negado não existem, não são computados na totalização e que, portanto, aquele que se chama de “segundo colocado” na verdade é o vencedor do pleito.
“Os candidatos mais votados, com registro indeferido no primeiro grau, que concorrem sub judice, nunca puderam ser diplomados. A votação deles é nula, zerada. Nunca entrou na totalização. A legislação garante a ele os atos de campanha e o que ele pode tentar é reverter a situação do registro em instâncias superiores. Mas, até lá, a votação é nula. Quando o sujeito tem o registro indeferido, os votos dele não são considerados para formação de votos válidos. Não entram para a configuração de percentual de votos válidos e totalização da votação. Como se todo mundo que votou nele, tivesse anulado o voto. Na verdade, quando acontece isso, o segundo colocado é o primeiro. Porque sequer os votos do camarada são contabilizados”, disse Yuri Dantas Barroso

Para Délcio Santos, a mudança na legislação foi equivocada. O resultado da alteração vai promover situações que eram justamente o que o legislador queria evitar. “Um vereador com menos votos que o segundo colocado, que não colocou o nome na disputa para prefeito e não recebeu um voto da população para isso, vai assumir a prefeitura até que a questão se resolva”, declarou.
Regra anterior
Na quinta-feira, 6, o TSE publicou uma notícia em seu site indicando que o entendimento do colegiado pode ser o de considerar o parâmetro da anulação dos 50% dos votos válidos mais 1, o que pode apimentar mais o debate. O argumento foi usado ao decidirem não dar andamento a recurso de registro de candidato das Eleições 2016, cujos votos validados não alterarão o resultado do pleito com base na porcentagem de anulação definida no Código Eleitoral, antes da mudança.
“O artigo 224 do Código estabelece que, se a nulidade de votos atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, serão julgadas prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias”, indica trecho da matéria do TSE.

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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