sexta-feira, outubro 21, 2016

TRE-RO mantem indeferimento de candidatura de Rosani Donadon a prefeitura de Vilhena
Se na eleição deste domingo, 01 de outubro, Rosani receber mais votos do que Eduardo Japonês (PV) ou Julinho da Rádio (PSOL), a decisão de quem será o prefeito de Vilhena caberá a justiça, que deverá julgar o possível recurso impetrado pela coligação de Rosani no TSE.


TRE-RO mantem indeferimento de candidatura de Rosani Donadon a prefeitura de Vilhena
Foto: Divulgação

Por
Kanitar Oberst
No início da tarde deste sábado, os juízes eleitorais do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia TRE, em Porto Velho, votaram o pedido de recurso para deferir ou indeferir a candidatura de Rosani Donadon (PMDB), que teve sua candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral em Vilhena. Por 4 votos contra e 2 a favor a candidata teve sua candidatura indeferida em segunda instância.

Com a decisão seus votos não serão computados no resultado das eleições, e a coligação “A vontade do Povo” deverá entrar com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar validar os votos de Rosani.
A negativa de registro foi defendida pelo relator, Armando Reigota Ferreira Filho, ao avaliar que as condenações de Rosani Donadon a impedem de ter registro para candidatura.
Além de Reigota, votaram pelo indeferimento Jorge Luiz de Moura Gurgel do Amaral, Jaqueline Conesuque Gurgel do Amaral e Glodner Pauletto.
Em 2008, Rosani, após ser condenada pela Justiça Eleitoral por captação irregular de sufrágios, foi punida com 8 anos de inelegibilidade, segundo a condenação ela deveria estar apta nesta eleição de 2016, porém, por interpretação jurídica foi entendido que o dia 05 de outubro de 2016 seria o dia final da condenação e não o dia da eleição, no caso 02 de outubro.

O QUE ACONTECE AGORA
Se na eleição deste domingo, 01 de outubro, Rosani receber mais votos do que Eduardo Japonês (PV) ou Julinho da Rádio (PSOL), a decisão de quem será o prefeito de Vilhena caberá a justiça, que deverá julgar o possível recurso impetrado pela coligação de Rosani no TSE.
Caso, ainda seja negado o deferimento de sua candidatura no TSE, a coligação ao pode recorrer ao STF, no entanto, se o TSE decidir por também o indeferimento, o caso é considerado "trânsito em julgado" e o segundo colocado na eleição será diplomado prefeito.
No STF a decisão poderá demorar, mas ainda sim Rosani teria chances de assumir a prefeitura, mas após várias semanas. A coligação ainda pode entrar com pedido de novas eleições, mas teria que ter um justificativa plausível para o efeito, que seria uma provavel grande quantidade de votos, mais de 51% dos votos da cidade. 
No caso de Eduardo Japonês ou Julinho da Rádio terem mais votos que Rosani, o recurso seria desnecessário, já que caso, a candidatura de Rosani fosse deferida a mesma não seria eleita.

NOVA ELEIÇÃO É IMPROVÁVEL
Uma nova eleição é improvável, segundo o juiz Andresson Fecury, “A princípio nós poderíamos dizer que não há a possibilidade de nova eleição em Vilhena, mas na justiça eleitoral tudo pode acontecer e situações imprevisíveis podem ocorrer, mas a impugnação, anulação de todo o processo eleitoral é uma situação muito extrema”, disse Fecury.
O juiz ainda citou casos que poderiam justificar o cancelamento do processo eleitoral: “Impugnação dos candidatos concorrentes, abuso de poder econômico, unas adulteradas dentre uma série de outros fatores graves”, declarou Andresson Fecury.

FONTE: Vilhena Notícias


Eleição para prefeito de Senador Canedo está indefinida, diz TSE

Com candidatura impugnada, Divino Lemes (PSD) fez 'carreata da vitória'.
Defesa do 2º colocado, Zélio Cândido (PSB) diz que ele deve ser diplomado.

Murillo VelascoDo G1 GO
Divino Lemes (PSD) e Zélio Cândido (PSB), candidatos em Senador Canedo, Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)Candidatos Divino Lemes (PSD) e Zélio Candido (PSB) (Foto: Reprodução/Facebook)
A eleição para prefeito de Senador Canedo, Região Metropolitana da capital, está com o resultado indefinido. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro colocado, Divino Lemes (PSD), que teve 21.382 votos, está com candidatura impugnada por conta de condenação por improbidade administrativa. Desta forma, quem aparece como vitorioso na divulgação oficial do TSE é Zélio Cândido (PSB), que teve 11.160 votos. O site do órgão informa, contudo que "o resultado está sujeito a alteração"
Segundo o TSE, Lemes protocolou um recurso na Justiça Eleitoral, que deve ser julgado até o dia 19 de dezembro. Caso o recurso dele seja aceito, ele assume a prefeitura da cidade no dia 1º de janeiro. De acordo com a assessoria de comunicação do tribunal, caso o pedido seja negado, as eleições são anuladas e uma nova eleição é marcada em um prazo de 20 a 40 dias após a decisão.
Após a divulgação do resultado das eleições de domingo (2), ambas as coligações comemoraram o resultado das urnas. Divino Lemes fez carreata pela cidade, enquanto Zélio Cândido comemorou ao lado de Vanderlan Cardoso, candidato à prefeito de Goiânia que disputa o segundo turno.
Advogado do candidato Zélio Cândido, Colemar Moura disse por telefone ao G1 que a vitória é do candidato do PSB pois, segundo ele, o candidato que obteve mais votos fez campanha mesmo com a candidatura impugnada. Ele afirma que um conflito no código eleitoral permite a diplomação de Zélio como prefeito, caso o recurso de Divino Lemes seja negado.
“A regra que fala de novas eleições, em caso de indeferimento, é uma regra de novembro de 2015. Trata-se de uma regra que ainda não foi aplicada, que entra em conflito com o artigo 224 código eleitoral. O que deve ser respeitado é a supremacia do voto, se você entrar no site do tribunal hoje, por exemplo, o candidato que venceu é o Zélio, por isso vamos exigir que ele seja diplomado”, disse.
Já Divino Lemes disse ao G1, por telefone, que aguarda o julgamento do recurso pelo TSE e "vai tocar a vida". "Tenho convicção que esse recurso será julgado de forma justa, correta. Me considero vitorioso, tive muito mais votos do que o segundo colocado e estou muito agradecido. Tenho 40 anos de luta na minha cidade", ressaltou.

Sobre  a condenação por improbidade administrativa, Lemes se disse inocente. "Esse processo foi errado. Não agi de má fé, não há enriquecimento ilícito. Foi tudo trama política", afirmou.
A assessoria de comunicação do TSE informou que o candidato do PSB só aparece como primeiro colocado porque os votos do primeiro colocado estão invalidados aguardando o julgamento do recurso.
O órgão esclareceu que, apesar de não serem contabilizados, os votos ficam armazenados separadamente  e, caso o juiz determine pelo registro do candidato, os votos passam a ser computados.

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas