sábado, maio 26, 2012

Os politiqueiros de Jeremoabo e a propaganda enganosa...



JEREMOABO CIDADE DE TOLOS


A técnica da Grande Mentira não é de forma alguma única aos nazistas ou a sistemas totalitários, visto que ,podemos observar vários empregos desta técnica mesmo hoje aqui em Jeremoabo, onde o “ tista de deda”, usa essa pratica com tamanha perfeição, de fazer inveja aos próprios nazista.

Aqui em Jeremoabo o “tista de deda”, notando que com o advento da Lei da Ficha Limpa dificilmente poderá ser candidato à disputar a próxima eleição para prefeito e que o lançamento da sua candidatura está encontrado dificuldade para decolar, afim de desviar atenção do povo e segurar a barra, aproveitando da ignorância e fanatismo por parte da maioria dos seus eleitores, não se importando com os métodos nefastos apelou para a propaganda fascista em : “"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade".

“A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça (22), projeto de lei que anistia candidatos que tiveram suas contas de campanhas eleitorais anteriores rejeitadas pela Justiça Eleitoral. O texto aprovado estabelece novas regras para a expedição da certidão de quitação eleitoral, que é exigida para que uma pessoa possa garantir sua candidatura a um cargo eletivo. O projeto será agora encaminhado à apreciação do Senado Federal.”.

Aproveitou se da anistia acima e passou a mentira para os seus seguidores leigos e fanáticos que agora é candidato e que a Lei da Ficha Limpa foi revogada.

O comentário aqui em Jeremoabo é que o “tista de deda” com a revogação da Lei da Ficha Limpa já é candidato, ou tem passaporte para sua candidatura, inclusive estava programado para ontem haver um arrastão com trio elétrico e muitos fogos.

Embora as matérias deste Blog não sejam só para os leitores de Jeremoabo mas de todo universo, mesmo assim irei apresentar um exemplo primário e elementar de acordo com a inteligência e o modo de discernir dos eleitores de cabrestos e fanático de Jeremoabo.

O individuo para poder registrar sua candidatura a cargo eletivo é obrigado abrir uma conta bancária juntamente com um livro caixa, onde será lançados todos os créditos e gastos de campanha, para após o término das eleições apresentar a prestação de contas para analise e julgamento por parte do Juízo Eleitoral, então de acordo com a escrituração essas contas serão aprovadas ou rejeitadas.

Antes da aprovação do projeto de Lei aprovado pela Câmara, caso as prestações de contas fossem rejeitadas o candidato ou postulante a cargo ficaria inelegível, portando nada tem a ver com a propaganda enganosa do “tista de deda”, a Lei da Ficha Limpa está com todo vigor.

Vamos para um exemplo prático que acontece aqui em Jeremoabo:

Um comerciante para ajudar o “tista de deda” durante a campanha eleitoral ajuda ao mesmo contribuindo através recibo com R$ 50 mil para comprar botijão de gás como moeda de compra de voto, já outro entra com R$ 30 mil para comprar cimento, outro com mais R$ 20 mil para aquisição de dentaduras, outro para R$ 50.mil para compra de cimento e portas, no final das eleições que ganhe ou perca o candidato terá que prestar contas através de escrituração desse dinheiro recebido, caso a conta não feche ou o Juiz comprove a emissão de lançamentos, rejeitará as contas, e o candidato ficaria inelegível.

Portanto, é bom que fique claro que esse caso acima exemplifico concernentes a prestação de CONTAS DE CAMPNHA é que foi, revogada, portanto, o ‘TISTA DE DEDA’ continua na expectativa do julgamento através do STJ de um dos seus processos de Ficha Suja.

PROCESSO :

REsp 1272676 UF: BA REGISTRO: 2011/0195563-0

NÚMERO ÚNICO : -

RECURSO ESPECIAL VOLUMES: 2 APENSOS: 2

AUTUAÇÃO : 17/08/2011

RECORRENTE : JOÃO BATISTA MELO DE CARVALHO

RECORRIDO : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA

RELATOR(A) : Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI - PRIMEIRA TURMA

ASSUNTO : DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Atos Administrativos - Improbidade Administrativa

LOCALIZAÇÃO : Entrada em GABINETE DO MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI em 04/10/2011

TIPO : Processo Eletrônico

26/03/2012 - 18:00 - CÓPIA DOS AUTOS EM ARQUIVO DIGITAL ENTREGUE AO(À) DR. OTÁVIO HENRIQUE MENEZES DE NORONHA OAB/DF 25118.

Einstein tinha razão quando disse: “não sei se o universo é infinito. Só sei que o número de imbecis é infinito




Prefeito “pedrinho” de João Ferreira me engana que eu gosto!!!

Hoje ao assistir o filme “Os Trapalhões”, me fez lembrar do “tista de deda” e “ prefeito “pedrinho” de João Ferreira, só que os Trapalhões divertem e os dois fazem as pessoas morrerem de vergonha e desgosto.

O “tista de deda” vendo que sua futura candidata não está decolando, pois a rejeição é avultante, procura vender a seus eleitores “gato por lebre”, com propaganda enganosa para os menos esclarecidos que a Lei da Ficha Limpa foi revogada e ele é candidato.

Lamentavelmente em Jeremoabo há muita gente que não sabe diferenciar o verdadeiro do falso, uns por ignorância, falta de cultura, outros por submissão, fanatismo, tentando a todo custo enganar a si próprio.

Situação calamitosa e digna de compaixão por falta de ética, de escrúpulo e desatino, é a situação do prefeito “Pedrinho bolsa parente”, que denunciou o “tista de deda” por corrupção e desonestidade, e agora está praticando as mesmas trambicagens que o seu “guru tista de deda praticava”.

O prefeito “predinho” de João Ferreira junto a outros invadiram a prefeitura no tempo que o Dr, Spencer era prefeito na tentativa de assumir o emprego de prefeito, devido ao afastamento do mesmo por falta de pagamento das consignações a favor da caixa Econômica. Pois bem, o “tista de deda” deu o calote nas consignações do em favor do BRADESCO, e o “predrino bolsa família”, paladino da (imo)ralidade e dono da verdade, continuou a imitar o “tista de deda”, praticando o mesmo ato que antes eles denunciaram como ilegal e doloso, com 0 dedo sujo apontando para os outros, talvez até mais limpo do que ele.

O cinismo e o engodo do prefeito “ Pedrinho” não fica por ai, dessa vez está enganando também a Justiça de Jeremoabo e mentindo para a população, além de afrontar e desrespeitar a Constituição Federal, infestou a prefeitura de nepotismos dando Cargos a mulher, irmãos, amigos e achando pouco com medo dos nobres edis de Jeremoabo abrirem a boca, pois a vaca prefeitura tem que dar leite para todos. Está praticando o NEPOTISMOS CRUZADO, com parentes de vereadores empregados na Prefeitura, a começar pelos parentes do vereador “dedé”de Manoel de Pedrinho.

A bandalheira não termina por ai, passa para o povo a falsa notícia que demitiu muitos fantasmas vindos da herança maldita deixada por “tista de deda”, e também cancelou e rebaixou os vencimentos de muitos servidores que exerciam função gratificada. Ora “pedrinho” você demite por um lado e admite por outros, está trocando seis por meia dúzia.

Prefeito “Pedrinho bolsa parente”, você está usando indevidamente e dolosamente o dinheiro do cidadão-eleitor-contribuinte, no futuro ou até a qualquer dia poderá ser penalizado, pois não é só demitir ou rebaixar vencimentos, sé estavam recebendo indevidamente é crime, você tem o dever e a obrigação de abrir inquérito administrativo, responsabilizar o autor ou autores do crime, inscrever na dívida ativa do Munícipio e executar o ressarcimento de todos, além de determinar o Procurador Municipal a ingressar com Ação em Juízo, pois é o dinheiro do povo que está em Jogo. Caso assim não proceda você está sendo omisso e conivente.


Se daqui pra lá você não for cassado, só faltam 218 dias para terminar o seu desgoverno

Além de prestar contas aos controles externos, os órgãos públicos precisam se preparar, pois entrou em vigor em 16 de maio de 2012 a Lei nº 12.527/11, para prestar contas ao cidadão entregando-lhe imediatamente as informações que solicitar sobre a forma de trabalho, o uso do dinheiro público e seus resultados.


SOBRE A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA

  • A Lei nº 12.527/11 obriga todos os órgãos da União, Distrito Federal, Estados e Municípios a partir de 16 de maio de 2012, fornecer aos cidadãos cópias de documentos administrativos e informações sobre atos de governo, de modo que a sociedade possa conhecer e avaliar a gestão e o desempenho dos órgãos e dos agentes públicos e políticos.

  • A Lei nº 12.527/11 obriga todos os órgãos da União, Distrito Federal, Estados e Municípios a partir de 16 de maio de 2012, fornecer aos cidadãos cópias de documentos administrativos e informações sobre atos de governo, de modo que a sociedade possa conhecer e avaliar a gestão e o desempenho dos órgãos e dos agentes públicos e políticos.

    Significa dizer que, com a vigência da Lei de Acesso a Informação, qualquer pessoa poderá solicitar cópia de qualquer documento ou informações contidas em registros produzidos ou arquivados pelos órgãos públicos, como por exemplo o contrato celebrado com um determinado fornecedor ou mesmo o processo de uma licitação, contratação direta ou pagamento. Além do acesso aos registros administrativos, o cidadão também terá o direito de indagar sobre qualquer decisão política (ato de governo). E todo pedido de informação ou de documentos feito pelo cidadão deverá ser atendido no prazo de 20 dias, sob pena de sanções ao agente público que não cumprir os mandatos da Lei nº 12.527.
    Veja aqui a íntegra da Lei nº 12.527/11

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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