terça-feira, maio 08, 2012

O nepotismo na Prefeitura de Jeremoabo, além de ilegal e imoral já se tornou caso de polícia com direito a cassação e inegibilidade.

O nepotismo na Prefeitura de Jeremoabo, além de ilegal e imoral já se tornou caso de polícia com direito a cassação e inegibilidade.

O prefeito “pedinho” que tanto criticou e denunciou o seu antecessor , que em campanha eleitoral prometeu ajudar e beneficiar o povo, ao assumir a prefeitura por renuncia do “tista de deda”, realmente beneficiou, a sua família.

Está dando uma de “justo Veríssimo, personagem do Chico Anísio , ” cuja máxima era “ eu quero é me fazer , o povo que se exploda”, ou então "O bem amado, homem sem cultura, mau-caráter e obcecado pelo poder, Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), O “bem-amado” em questão é o corrupto e demagogo Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), candidato a prefeito de Sucupira, adorado pela maior parte da população."


Realmente perdeu o restinho de escrúpulo. Deu adeus a qualquer eventual pudor, deu um bela banana para toda a população de Jeremoabo, e procurando se fazer, colocou seus familiares nos pontos estratégicos da tão explorada e extorquida viúva:

Na Secretária de Ação Social – colocou a sua esposa

Na Tesouraria – colocou o Nelson, seu primo

Na Secretaria do Meio Ambiente - presenteou seu irmão Gilberto

Na Secretaria de Obras - agraciou seu irmão Vicente

Portanto todos são comissionados, se mexer ainda há mais casos de nepotismo. e o pior, pago com o dinheiro do contribuinte,

Tá igual a propaganda do Conhaque Deher; "de pai para filho".


Para que a população de Jeremoabo acorde, entenda o grande desserviço e mal que o prefeito “pedrinho”, vem praticando contra o eleitor de Jeremoabo, transcreverei abaixo um alerta do Promotor de Alagoas:

A denúncia pode ser anônima, mas bem fundamentada, com o nome completo do servidor, do parente e dos cargos que ocupam. “Nós não vamos divulgar o nome de ninguém que denunciar”, garantiu o promotor Jamyl Barbosa, acrescentando que o anonimato é assegurado para evitar represálias ou perseguições aos denunciantes. Para o promotor, quem faz denúncia de nepotismo, presta um grande serviço ao município ou ao Estado. “Até porque a Constituição Federal só permite acesso ao serviço público por concurso, que é a forma mais democrática de selecionar os melhores. Os cargos comissionados, que são preenchidos sem concurso e por isso mesmo são limitados e transitórios, também devem seguir o mesmo critério de eficiência e aptidão para o cargo, contanto que o nomeado não seja parente de quem nomeia ou indica”. (Fonte: Ministério Público de Alagoas).

Parece que o maldito metal vil cegou o Prefeito “Pedrinho”, que não poupa em colocar e expor seus familiares ao ridículo, além de sujeita-los as penalidades da Lei.

Transcrever mais um exemplo que a qualquer momento poderá acontecer aqui na Prefeitura de Jeremoabo:

Promotoria questiona nepotismo na prefeitura

A Promotoria de Justiça de Castro protocolou nesta terça-feira ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel Júnior, pela prática de nepotismo.

Na ação, assinada pelo promotor de Justiça Paulo Conforto, o Ministério Público pede a exoneração de nove servidores, cujas contratações pelo Município estariam violando a Súmula Vinculante n. 13, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a contratação de parentes de autoridades, até o terceiro grau, em qualquer dos Poderes da União, Estados e Municípios.

De acordo com a ação, entre os servidores que ocupam cargos comissionados na Prefeitura de Castro estão um irmão do prefeito, um irmão do vice-prefeito, irmão, esposa, cunhado e filhos de vereadores do município.

Além da exoneração dos parentes, o MP-PR pede também que o prefeito e os contratados sejam punidos com as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que podem incluir perda dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.

por: Luiz de Carvalho http://maringa.odiario.com



Nepotismo aplicado na escolinha do professor "pedrinho"

Só quero saber se a Lei que serve para outra cidade, para outro Brasil tupiniquim , não é a , mesma que servirá para Jeremoabo?

A depender da iniciativa e provocação dos candidatos apelidados de oposição, tanto concorrentes a prefeitos quanto a vereadores " pseudos defensores dos interesses do povo", além da exoneração dos parentes, o Ministério Público de Jeremoabo poderá ingressar em Juizo com uma Ação Cível Pública requerendo que o prefeito e os contratados sejam punidos com as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que podem incluir perda dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público




Estas figuras representam a RESISTÊNCIA contra a irresponsabilidade e desrespeito do desgoverno "pedrinho" em permitir a istalação de ponto de moto taxi em frente a residência para beneficiar ou talvez subornar o vereador "dedé"de Manoel de Pedrinho, que é uma lástima, um absurdo, um descalabro, mostra como a sabotagem sistemática das normas institucionais, conduz ao esfacelamento interno da sociedade.


Piada do ano: advogado diz que Demóstenes não está tendo direito à defesa ampla.


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Ayres Brito cria Fórum para impedir censura à imprensa

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Diferentemente da época de Franklin Martins, no governo Lula e do incentivo à tropa radical do PT, o CNJ – Conselho Nacional de Justiça – resolveu criar um Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa para barrar as tentativas de impor censuras e processos à ação da imprensa, a partir de decisões judiciais contrárias à liberdade de Imprensa. Não se trata de um avanço, embora também o seja, mas um pulo à frente do Judiciário brasileiro em defesa de um principio constitucional que é basilar para a existência do Estado Democrático de Direito. A proposta surgiu, nada mais nada menos, do presidente do CNJ, Ayres Britto, também presidente do Supremo Tribunal Federal, que inaugura no Judiciário -e já era em tempo- uma era de iluminismo para combater as trevas que se desejava que recaíssem sobre a liberdade de imprensa, patrocinadas por figuras radicais e integrantes especialmente do PT, envolvendo funcionários e ex-funcionários do governo. Ayres Britto manda um aviso sobre a missão do Fórum: acompanhar o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou ser incompatível com a Constituição a Lei de Imprensa aprovada ainda no governo militar e que, de acordo com o STF, criava embaraços para o livre exercício da liberdade de imprensa. As aves do agouro e os que querem se escudar malfeitos em decisões judiciais se fragilizam. Cresce o Judiciário.



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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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