Fernanda Chagas
A esperança do governador Jaques Wagner (PT), de mesmo após a aliança entre o PSDB e o DEM, manter inalterado o apoio dos parlamentares tucanos à sua base, tudo indica que não terá sucesso. Dos três deputados estaduais que integram a legenda e apoiavam o PT no plano estadual, apenas um, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo concretizou a promessa de permanecer apoiando o projeto de reeleição de Wagner – sua carta de desfiliação, inclusive, já foi entregue ao PSDB.
Emério Resedá, como que jogando um "balde de água fria", nos planos do petista, embora tenha assinado carta solicitando liberação para sua saída, junto com Nilo, não se sabe por que motivo recuou e pediu para tirar seu nome do documento. Resedá foi procurado pela Tribuna da Bahia, mas não foi encontrado.
Sérgio Passos, por sua vez, foi enfático ao declarar que, de forma alguma seguirá os passos de Nilo. "E o meu posicionamento já foi comunicado a todos na Casa. Tenho 20 anos de partido e não vejo nenhum motivo para abandoná-lo. Ao contrário, me identifico com o seu projeto político, tenho boa relação com a executiva estadual, da qual, inclusive, sou membro. Portanto, esta possibilidade está descartada. Continuarei acompanhando os passos da legenda", declarou.
Com isso, a aposta de composição, ainda que contrariando a orientação da frente de oposição selada entre o PSDB e o DEM, fica apenas do presidente da AL, que procura um novo partido para se filiar e dos 26 prefeitos eleitos pela legenda no estado. No dia 23 de março, na capital baiana houve uma reunião entre Wagner e os gestores tucanos. "No entanto, isso não significa que eles, a partir de agora, irão de encontro ao posicionamento das executivas estadual e nacional", declarou fonte tucana que preferiu não se identificar. Wagner, entretanto, já declarou em "alto e bom som" sua crença de que "muita gente do PSDB vai nos acompanhar na eleição de 2010 e acho que isto está acontecendo sem traumas". Para ele "essa aliança, na verdade, sempre existiu em termos nacionais, apesar de que na Bahia não havia o entendimento entre eles. Mas já se previa que eles iriam acabar se juntando em função da sucessão presidencial".
Sobre os rumores de que o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), está se movimentando para lançar uma candidatura própria ao governo do Estado, Wagner repetiu o que vem afirmando nas últimas semanas: o seu interesse em manter a aliança com o PMDB. "Porque todos nós crescemos com essa parceria e acho que seria prejudicial para ambos rompê-la", concluiu.
Fonte: Tribuna da Bahia
Em destaque
Meio/Ideia: Flávio Bolsonaro não se recupera e Lula consolida vantagem
Meio/Ideia: Flávio Bolsonaro não se recupera e Lula consolida vantagem Fotos: Laurent Gillieron/POOL/AFP e Nelson Almeida/AFP A pesquisa M...
Mais visitadas
-
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL N. 0600425-35.2024.6.05.0051 – JEREMOABO – BAHIA RELATOR: M...
-
blog em 7 abr, 2026 3:00 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a ...
-
Como os senhores estão testemunhando, o grupo de Anabel blefor quando espalhou nos quatro cantos que possuía cacife para virar o jogo....
-
O Congresso Nacional se tornou um picadeiro de circo na atual legislatura, em que a política deu lugar à diversão. Por José Brito e Rodolfo...
-
Por Coisas da Política GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br COISAS DA POLÍTICA Quem cala consente? ... Publicado em 25/02/2...
-
Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Portal João Sá Notícias | P.J.S. Comunicação e Serviços (@portaljoa...
-
Tiro no pé : É de se notar que nem os Estados Unidos fizeram barulho sobre o assunto pelo qual se entranhou a mídia tupiniquim
-
Os tribunais supremos servem à República, não à democracia. Quem serve à democracia são os políticos eleitos pelo povo. Distinção é necessár...
-
Compartilhar (Foto: Assessoria parlamentar) Os desembargadores do Grupo I, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Sergip...