Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA – Um episódio envolvendo o general Flores da Cunha já foi contado por seu neto, o ministro do Superior Tribunal Militar, Flávio Flores da Cunha Bierremback, mas merece ser relembrado.
Feito interventor no Rio Grande do Sul com a revolução de 30, o caudilho passou a receber incontáveis pedidos de emprego, entre eles um especial: suas irmãs exigiam que nomeasse o “Pedruca”, um sobrinho sem profissão nem aptidão para o trabalho, com vinte e tantos anos de idade. O velho Flores resistiu o quanto pôde, não tinha o que fazer com o jovem, que em nada contribuiria para o seu gabinete ou o seu governo.
Um dia, não aguentou a pressão e chamou o secretário: “Prepare um ato nomeando o “Pedruca” pianista do palácio Piratini”. Diante da surpresa, o auxiliar lembrou: “Mas, general, o “Pedruca” não é pianista!”
Resposta de Flores: “Não tem importância, o palácio Piratini também não tem piano...”
Essa história se conta, com todo o respeito, a propósito do ministro do Futuro, Mangabeira Unger. Foi nomeado a pedido do vice-presidente José Alencar, a quem, pela lealdade, o presidente Lula nada pode negar. Quem quiser que conclua, mas a malícia pode estar na conclusão: ministro do Futuro? E o Brasil tem futuro?
Em defesa da soberania
Vem o presidente Lula recebendo apoio de todos os lados, em sua reação às pressões da Itália para a extradição do terrorista Césare Batistti. Afinal, por maiores reverências que mereça a antiga Roma, passou o tempo em que os imperadores mandavam e o mundo obedecia. Nossa tradição é pela concessão de asilo político a quantos procurem abrigo no território brasileiro.
Se Batistti cometeu crimes comuns em seu país e foi condenado à prisão perpétua, devendo ser extraditado, caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir. Enquanto isso, mantemos nossa coerência.
Aliás, no reverso da medalha, Salvatore Cacciolla, cidadão brasileiro, cometeu por aqui crime comum, de bandalheira com dinheiro público. Foi condenado e fugiu para a Itália, que não o extraditou por conta de possuir dupla cidadania. Precisou ser preso em Mônaco, país que o mandou de volta ao Brasil. Mas se dependesse do governo italiano, estaria em Roma até hoje...
Nessa história, acresce ter acontecido uma grosseria sem limites. O presidente da Itália escreveu carta ao presidente Lula protestando contra a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, mas antes que o documento chegasse ao Brasil, seu texto estava distribuído para a imprensa mundial. Parece que o espírito dos Césares baixou no palácio Quirinale...
Fonte: Tribuna da Imprensa
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