segunda-feira, dezembro 04, 2006

Sincretismo marca cultos a Santa Bárbara e Iansã

Homenagens mobilizam hoje católicos e adeptos do candomblé com missas, procissão e o tradicional caruru

Alexandre Lyrio
Dezembro do ano passado, missa campal no Pelourinho. O padre responsável pela celebração litúrgica em louvor a Santa Bárbara improvisa com uma surpreendente homenagem a Iansã. A multidão se manifesta. “No meio da missa as pessoas começaram a entoar cânticos de candomblé. Os que glorificavam Santa Bárbara, passaram a enaltecer Iansã”, narra a ialorixá Estelita de Iansã, do terreiro Ilê Oya. Era o movimento sincrético que costuma reger todos os festejos da santa. O mesmo que promete se manifestar durante as comemorações de hoje, quando se inicia o calendário de festas populares.


“Epa hey!”. A saudação a Iansã é comumente dirigida também à imagem da santa católica. Na maioria dos terreiros de candomblé, o culto às duas divindades se mantém indissociável, e deve ser a síntese dos festejos dessa segunda-feira. “Santa Bárbara é a minha mãe. Hoje é dia de homenagear a deusa dos ventos, rainha das tempestades”, profere a ialorixá Estelita de Iansã, em oratória claramente heterogênea. A mãe-de-santo poderia separar os preceitos religiosos, mas prefere exaltar a ambos, resumindo o amálgama em que se fundem as religiões na Bahia.


As duas doutrinas deixam claro de que se trata de divindades diferentes. “Iansã é Iansã, Santa Bárbara é Santa Bárbara”, esclarece o prior da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Eurico Alcântara. “Uma é católica. A outra do candomblé. Devem ser cultuadas em separado”, confirma o ogâ do terreiro Ilê Axé Oxumarê, Marcos Rezende Correia. Ambos admitem, porém, que a dupla devoção se conserva arraigada às tradições. Tanto que trabalham juntos na organização da festa.


Um se preocupa com os preparativos da procissão na Igreja. O outro com o lugar para onde tradicionalmente se dirige o cortejo. A mesma imagem que sai do Rosário dos Pretos é levada para a porta do Mercado de Santa Bárbara, que concentra as manifestações africanas em favor de Iansã. “De fato, é difícil lutar contra essa mistura de princípios”, convense-se o prior da igreja, que também é sacerdote do candomblé. “Rendemos saudações a Iansã, mas não rejeitamos a fé católica”, pondera o filho de Xangô, que mantém as imagens da santa e da orixá numa única gruta, edificada dentro do mercado.


O sincretismo é antigo. Santa Bárbara e Iansã se mantém indissociáveis desde a época dos escravos, quando era necessário submeter o culto africano às crenças brancas. Em sinal de progresso, a Igreja atual demonstra tolerância com os cultos afros, ainda que eles já consigam caminhar com as próprias pernas. “Hoje, o candomblé mantém sua autonomia, não precisa se esconder por detrás dos santos católicos”, sustenta Eurico Alcântara. Em palavras moderadas, Estelita de Iansã encontra o meio termo na discussão, essencial para que se conserve a paz entre as duas religiões. “Antes fazíamos às vezes, dos brancos. Hoje rendemos homenegens à Santa Bárbara para manter a tradição”, explica.


Fato é que quando a imagem de Santa Bárbara deixar a Igreja do Rosário, as diferenças cairão por terra. Prevalecerá a fé, em meio à multidão em estado de graça. Homenagens virão de católicos e integrantes de religiões africanas. Sinceras e poderosas orações, de ambos os lados, serão direcionadas à santa, em busca de favores benévolos e causas impossíveis. Santa Bárbara e Iansã estarão juntas, em contígua harmonia, elevadas pela autêntica crença do povo baiano, quase sempre em intrigante miscigenação. “Epa Hey Santa Bárbara”.


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Caruru de 77 mil quiabos bate recorde


Um dos filhos nasceu no dia da festa, 4 de dezembro. Desde então, a ialorixá Risalva Silva Soares, 58 anos, passou a reverenciar Iansã com imensa fartura de caruru. Este ano, não houve graça especial alcançada. “Recebi somente o amor de minha mãe”. Mesmo assim, dona Risalva deve bater todos os recordes de doação de iguarias em festas de Santa Bárbara. Promete preparar caruru com impressionante número de quiabos: exatos 77 mil. “Contados um a um”, revela.


Vai abastecer todos os que necessitarem de alimento, livrando os festejos de provável escassez de comida. Sem os tradicionais carurus do Mercado de Santa Bárbara e do Corpo de Bombeiros, as comemorações à santa chegaram a ser ameaçadas. Agora terá abundância nunca antes vista em décadas. O banquete deve suplantar a demanda. O excedente de caruru vai ser direcionado para outros centros, como o Mercado Modelo, onde também acontece alguma celebração. “Somente o Mercado Modelo vai levar cinco mil quentinhas”, calcula.


Um exército de ajudantes garantiu mão-de-obra para preparar o caruru. Quase 80 pessoas tiveram a missão de reduzir em pedacinhos a montanha de quiabos que se formou nos fundos da casa de Dona Risalva. Para garantir saboroso tempero, adicionou-se à receita 60kg de cebola, cinco caixas de tomate, 50kg de castanha, seis sacos de 50kg de camarão e 450kg de frango para o xinxim de galinha.


Dez imensos panelões de massa de vatapá estão prontos para receber litros e litros de leite de côco e azeite de dendê. No total, serão dez mil quentinhas distribuídas entre os devotos. “Iansã é muito rica. Merece fartura”, justifica a ialorixá, que está à frente do Terreiro Jurema, localizado em casa simples no bairro de Pitangueiras de Brotas.


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Proibida entrada em prédio


O local onde se dá o auge da festa de Santa Bárbara será fechado durante as comemorações. Problemas estruturais no prédio do Primeiro Grupamento do Corpo de Bombeiros Militares(CBM) vai impedir a tradicional recepção à imagem. Um esquema de segurança especial será montado para garantir o cumprimento da recomendação do Ministério Público Estadual (MPE), que desaconselhou aglomeração de pessoas no edifícil. “Vamos disponibilizar um efetivo para não permitir a entrada de civis”, informa o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Barbosa.


A estrutura do edifício passa por problemas na rede elétrica, grave comprometimento na alvenaria e profundas corrosões e infiltrações, o que impossibilita a entrada do cortejo. Pela primeira vez, em décadas, a padroeira dos bombeiros deve ser barrada na entrada do antigo prédio, construído em 1917. O coronel Sérgio Barbosa estuda a possibilidade de a santa ser transportada por única guarnição de militares, em desfile simbólico pela área interna, enquanto os fiéis ficam do lado de fora.


Motivo de preocupação para alguns dos organizadores. O representante da Igreja do Rosário teme o descontrole popular. “No momento da emoção, a multidão pode exigir que a tradição seja cumprida”, alerta. Os filhos de Iansã também podem reclamar à entrada no prédio, ante possível energia ancestral que paira sobre o lugar. “Antes do Corpo de Bombeiros naquele lugar se instalava uma casa de exu. É importante que o ritual seja realizado”, explica o ogã, Marcos Rezende.


Mesmo sem poder adentrar o quartel, os fiéis terão direiro ao tradicional banho de água benta, realizado através do esguicho de uma das viaturas utilizadas em operações de salvamento e combate a incêndio. A água é previamente abençoada pelo capelão católico da PM. “Uma inusitada mistura de devoção popular, religião oficial e instituição militar”, escreveu em artigo o historiador Joilson Amâncio, que também é sargento do Corpo de Bombeiros. Além de padroeira dos bombeiros na Bahia, Santa Bárbara também é cultuada por grupamentos anti-incêndio de outros países, como França e Espanha.


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Tradição secular


O Mercado de Santa Bárbara ainda funcionava no pé da Ladeira da Montanha quando se iniciou o culto à divindade católica em Salvador. Por volta de 1641, a festa começou a ser organizada por comerciantes da cidade baixa, que dividiam as despesas dos preparativos. Nessa época, o sincretismo religioso se fazia ainda mais forte. “A festa não era organizada por nenhuma irmandade religiosa da igreja, mas pelos barraqueiros da cidade baixa e adeptos do candomblé, pessoas comuns do povo”, revela o historiador e sargento do Corpo de Bombeiros, Joílson Amâncio.


Talvez por isso não tivesse a mesma visibilidade de outros festejos, como o de Nossa Senhora da Conceição da Praia, Nosso Senhor dos Navegantes, Festa de Reis e Lavagem do Bonfim. Nessa época, a imprensa pouco noticiava a festa de Santa Bárbara, que esteve perto de chegar ao fim na década de 1930. “Em 4 de dezembro de 1937, o jornal O Estado da Bahia registra que aconteceu apenas a missa comemorativa, não havendo a procissão nem o tradicional caruru”, escreveu o historiador em artigo publicado no site da Polícia Militar.


Incêndios constantes no antigo mercado fizeram com que a festa fosse transferida, ainda na primeira metade do século XX, para o Mercado da Baixa dos Sapateiros, atual Mercado de Santa Bárbara. Somente na segunda metade da década de 1960, com a efetiva participação do Corpo de bombeiros, a os festejos ganham visibilidade. “Encontrei nos jornais A Tarde e Jornal da Bahia registros da presença mais ostensiva dos Bombeiros, como o emprego da banda de música na procissão e no mercado” descreve Amâncio. Nessa época, os folguedos duravam três dias
No pontificado do papa Paulo VI, em 1969, alguns santos foram retirados do calendário comemorativo dos católicos, inclusive Santa Bárbara. Como a santa é fruto da tradição popular, ainda na Fenícia do século IV, o vaticano alegou falta de provas materiais da sua existência, sem que fosse instituído o processo de canonização. A mesma fé popular que a santificou impediu que a festa se acabasse. Apesar da expurgação, a santa continuou a ser cultuada em Salvador. “Santa Bárbara tem sua festa mesmo cassada”, escreveu o Jornal da Bahia de 4 de dezembro de 1969. Somente em 2002, com João Paulo II, a Igreja voltou a reconhecer os festejos de Santa Bárbara.


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PROGRAMAÇÃO


5h – Alvorada/Queima de fogos na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
7h – Missa Profissão dos Novos Irmãos à Devoção/ Iniciados na devoção a Santa Bárbara são consagrados.
10h – Missa campal no Largo do Pelourinho/ Celebrada pelo padre Ademar Dantas e demais sacerdotes.
11h – Procissão / Percorre as ruas do Centro Histórico em direção ao prédio do Corpo de Bombeiros, na Baixa dos Sapateiros. Depois segue para a entrada do Mercado de Santa Bárbara, retornando à igreja.


Fonte: Correio da Bahia

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

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