O Palácio do Planalto exigiu providências urgentes dos órgãos ligados ao setor para pôr fim aos transtornos que afetam passageiros em aeroportos de todo o País. Senadores e deputados federais criaram comissões para investigar as causas da crise
07/12/2006 00:53
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou um gabinete de crise, sob o comando da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para centralizar as informações e as medidas necessárias a fim de tentar acabar com mais uma crise do sistema de tráfego aéreo do País. Numa reunião de emergência terça-feira à noite no Palácio do Planalto, em Brasília, quando recebeu relato do caos nos aeroportos, Lula decidiu criar o gabinete de crise.
Ontem de manhã, Dilma se reuniu com o presidente e, depois, com ministros de várias áreas para preparar medidas de combate à crise. A avaliação no Palácio do Planalto é a de que o ministro da Defesa, Waldir Pires, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, têm sido pouco eficientes na condução da crise. A tendência é que ambos sejam afastados de seus postos na reforma ministerial que Lula vai anunciar até o fim deste mês, antes da posse de seu segundo mandato, marcada para 1º de janeiro.
A idéia foi copiada do governo Fernando Henrique Cardoso, que também destacou o então chefe da Casa Civil, Pedro Parente, para contornar o apagão elétrico de 2001.
O Congresso criou duas comissões, uma de deputados federais e outra de senadores, para acompanhar e investigar os problemas no setor aéreo. O caos dos aeroportos provocou uma seqüência de ataques ao governo, com deputados e senadores cobrando a demissão de Waldir Pires. O coro foi puxado pelo líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), e pelos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente nacional do partido.
As críticas provocaram a reação do ministro de Assuntos Institucionais, Tarso Genro, que deu sinais de que o governo não vai agir com pressa: "O importante é não ter pressa neurótica, temperamental, para enfrentar a crise. É preservar o limite científico e técnico de segurança dos passageiros. O governo tem de escolher entre dois valores: a vida dos passageiros e o desgaste político. É preferível sofrer o desgaste político".
Os problemas voltaram a se agravar na terça-feira, quando uma pane cortou a comunicação entre os controladores do Cindacta 1, em Brasília, e os aviões. A falha causou atrasos em diversos aeroportos do País. (das agências de notícias)
Fonte: Jornal O POVO
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