quarta-feira, julho 08, 2026

É preciso festejar a sublime lição que a Copa está dando sobre miscigenação


Allez les Bleus": o canto da torcida da França que já foi motivo de briga judicial; entenda | Ge

A torcida da França exibe um país em plena miscigenação

Carlos Newton

Envolvidos nessa paixão fulminante que o futebol desperta, a ponto de a Fifa ter mais países filiados (211) do que a própria Organização das Nações Unidas (193), são poucos os que percebem a extraordinária, sublime e definitiva lição que essa Copa está dando ao mundo inteiro.

O impressionante evento esportivo confirma o conceito criado pelo sociólogo brasileiro Gilberto Freyre (1900/1987) sobre a chamada democracia racial, em absoluto pioneirismo, porque foi o primeiro intelectual que estudou a importância da miscigenação na fase pós-escravatura da humanidade.

TÍTULO DE SIR – Como escritor, Gilberto Freyre dedicou-se pesquisar a interpretação do Brasil sob ângulos de sociologia, antropologia, geografia e história. Foi também autor de ficção, jornalista, deputado federal, poeta e pintor.

É considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX. Tinha grande admiração pela cultura inglesa e via o Reino Unido como modelo de tradição, ordem e desenvolvimento. Escreveu vários livros sobre a Inglaterra.

Seu conhecimento era tamanho que recebeu o título de Doutor Honoris Causa na renomada Universidade de Sussex. Em 1971, a consagração:  foi agraciado pela rainha Elizabeth II com o título de Cavaleiro Honorário da Ordem do Império Britânico. Como estrangeiro, ele não podia usar o “Sir” antes do nome, mas foi condecorado e teve reconhecida a grande contribuição à cultura mundial.

DEMOCRACIA RACIAL – Em sua vasta obra, o intelectual pernambucano jamais usou a expressão “democracia racial”, mas fixou as bases dessa evolução social em “Casa-Grande & Senzala”, de 1933.

Freyre simplesmente inverteu as teorias ignaras da época, que viam a mistura de raças como uma degeneração. Ao contrário, ele encarava a mestiçagem como um fenômeno positivo, argumentando que a miscigenação seria uma grande força e se tornaria o maior diferencial da identidade brasileira.

O autor defendia que a colonização portuguesa no Brasil, por ter sido mais branda e flexível, permitiu uma convivência íntima e uma intensa troca cultural e racial entre colonizadores, indígenas e africanos.

Gilberto Freyre: biografia e Casa-Grande & Senzala - Toda Matéria

Freyre foi um verdadeiro gênio da raça

CRÍTICAS VAZIAS – Na época, Freyre foi muito criticado por militantes negros, porque a expressão “democracia racial” passara a ser amplamente usada por intelectuais e políticos a partir da década de 1940, para esconder a existência de preconceito no Brasil. Mas o tempo passou e somente agora, quase 100 anos depois da publicação de “Casa Grande & Senzala”, a Copa de 2026 nos exibe o impressionante fenômeno da miscigenação racial.

Países europeus têm jogadores de todas as raças, o Japão apresenta um goleiro negro, as seleções africanas tem craques mulatos e brancos, até a Noruega tem negros no time, a Suíça é uma miscigenação, algo numa visto.

O mais importante, porém, são as torcidas, todas elas também exibindo a mistura humana que avança no mundo, mostrando que Gilberto Freyre tinha razão e a democracia racial será inexorável.

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P.S. –
Não existe nenhuma força mais democrática do que o amor. É a paixão entre amantes de diferentes raças que está purificando o mundo. Não adianta que alguns países muçulmanos continuem sonhando com um predomínio político e militar que lhes possibilite submeter, doutrinar ou até eliminar da face da terra os infiéis. Isso jamais acontecerá, porque não somente o amor possibilita a miscigenação, como a paixão pelo futebol também a incentiva expressivamente. Esta é a maior lição que os shows das torcidas estão ensinando ao mundo inteiro, nos fazendo lembrar a importância de um pensador como Gilberto Freyre, que merece ser classificado como gênio da raça. (C.N.)

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CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS: A Tradição das Cidades Irmãs da Bahia e de Sergipe Confirma o 6 de Julho como a Verdadeira Emancipação de Jeremoabo

 

CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS: A Tradição das Cidades Irmãs da Bahia e de Sergipe Confirma o 6 de Julho como a Verdadeira Emancipação de Jeremoabo


Por José Montalvão


Na ciência, na história e no Direito Administrativo, existe uma máxima inquestionável: contra fatos não há argumentos. Aqueles que tentam, a todo custo e de forma isolada, forçar uma mudança na data magna de Jeremoabo para o mês de outubro, demonstram um profundo desconhecimento sobre como se consolidou a formação política e administrativa dos municípios do Nordeste.

A elevação de uma localidade à categoria de Vila no período colonial ou imperial era apenas o primeiro passo geográfico e judiciário. A verdadeira certidão de nascimento da soberania cívica, aquela que o povo abraçou e que a identidade cultural eternizou, sempre foi a elevação à categoria de Cidade.

Para sepultar de vez essa discussão e mostrar que Jeremoabo está em perfeita harmonia com as maiores e mais tradicionais cidades da Bahia e de Sergipe, vamos aplicar o princípio jurídico da analogia. Olhemos para os nossos vizinhos. O comportamento administrativo deles é o espelho da nossa verdade.

A Prova Incontestável dos Fatos: O Exemplo de Bahia e Sergipe

Se a teoria dos "historiadores de gabinete" estivesse correta, metade dos municípios do Nordeste teria que mudar de idade amanhã. Vejamos os exemplos práticos de autonomia que ocorrem exatamente como em Jeremoabo:

  • Boquim (Sergipe): Conhecida como a "Terra da Laranja", celebra sua emancipação política oficialmente no dia 21 de março. A data faz alusão direta ao ano de 1870, momento exato em que a antiga Vila de Lagoa Vermelha foi elevada à categoria de cidade.

  • Itabaiana (Sergipe): O pujante município sergipano celebra sua emancipação em 28 de agosto de 1888, data em que a então Vila de Santo Antônio e Almas foi alçada à condição de cidade, sendo celebrada anualmente com feriado municipal e orgulho cívico.

  • Porto Seguro (Bahia): O "berço do Brasil" foi fundado historicamente em 1535. Passou séculos como colônia, capitania e vila. No entanto, sua emancipação política oficial é comemorada em 30 de junho de 1891, quando adquiriu a categoria de cidade e a autonomia administrativa definitiva no final do século XIX.

  • Ilhéus (Bahia): A "Princesinha do Sul" nasceu em 1536, mas a sua emancipação política só ocorreu em 28 de junho de 1881, data em que a antiga Vila de São Jorge dos Ilhéus foi elevada à categoria de cidade através da Lei Provincial nº 2.187.

  • Santo Amaro (Bahia): Teve papel fundamental na Independência em 1822, mas sua consolidação definitiva como município autônomo e emancipado se deu em 13 de março de 1837, com sua elevação à cidade.

  • Alagoinhas (Bahia): Havia sido criada como vila pela Resolução nº 442 de 1852, desmembrando-se de Inhambupe. No entanto, sua emancipação política oficializada e comemorada é o 2 de julho de 1853, data da instalação do município e posse da primeira Câmara.

O Veredito do Direito Administrativo: A Consolidação das Cidades

O que todas essas cidades e Jeremoabo têm em comum? Todas entenderam que a "Vila" era a planta, mas a "Cidade" é a árvore frondosa e de frutos autônomos.

Quando a Lei Estadual nº 1.775, de 6 de julho de 1925, elevou Jeremoabo à categoria de cidade, o Estado da Bahia não estava apenas entregando um título honorífico; estava selando a maioridade política da nossa terra. É por isso que, por analogia e simetria com Porto Seguro, Ilhéus, Itabaiana e tantas outras potências regionais, o povo de Jeremoabo escolheu o 6 de julho para pulsar o seu coração patriótico.

Além da base histórica idêntica à dos nossos vizinhos, o Direito Administrativo resguarda a nossa data pelo Princípio da Continuidade e da Segurança Jurídica. Há décadas, gerações de jeremoabenses nascem, crescem e celebram o 6 de julho. Mudar isso por mero capricho burocrático, além de um desrespeito à memória, é ignorar a própria jurisprudência histórica da nossa região.

MunicípioFundação / VilaElevação à Cidade (Emancipação Oficial)
Porto Seguro - BA153530 de Junho de 1891
Ilhéus - BA153628 de Junho de 1881
Boquim - SEPeríodo Imperial21 de Março de 1870
Itabaiana - SEPeríodo Colonial28 de Agosto de 1888
Jeremoabo - BA25 de Outubro de 183106 de Julho de 1925 (Nossa Data Magna)

Conclusão: Menos Cortina de Fumaça, Mais Respeito à História

Os fatos estão postos e contra eles não há argumentos ou teses de internet que sobrevivam. O 6 de julho é legal, é legítimo, é constitucional e é espelhado nos maiores exemplos de emancipação do nosso país.

Enquanto setores isolados tentam inventar problemas no calendário para criar cortinas de fumaça, a realidade bate à porta. O verdadeiro clamor de Jeremoabo não é por mudança de feriado; é pelo resgate de sua dignidade material. O grito de socorro que ecoa na voz de Carmelita de Dudé cantando La Paloma diante do histórico Casarão do Coronel João Sá em ruínas é o lembrete urgente de que precisamos preservar o passado, e não rasgá-lo.

Neste 6 de julho de 2026, sob a liderança firme e de alta performance do prefeito Tista de Deda — que segue reconstruindo o município com responsabilidade fiscal e contas limpas no TCM —, nós celebramos a nossa verdadeira emancipação. Jeremoabo é grande, sua história é sólida e o seu aniversário é, e sempre será, no glorioso 6 de julho! Viva a nossa independência!

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: Onze milhões de leitores acompanhando a verdade doa a quem doer. A história de Jeremoabo se defende com fatos, documentos e respeito ao povo!

terça-feira, julho 07, 2026

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