sábado, dezembro 29, 2012

Que  seja feito uma auditória geral na Prefeitura de Jeremoabo, principalmente com recursos da educação e saúde


Que que seja feito uma auditória geral na Prefeitura de Jeremoabo, principalmente com recursos da educação e saúde

Por que isto é importante

Não é possível que o dinheiro do povo seja usado em benefício de meia dúzia de politicos.A cidade não tem uma saúde condigna, uma parturiente para parir tem que se deslocar a Paulo Afonso 80km de distância, Antas ou mesmo Aracaju. O prefeito anterior por ser ficha suja colocou sua mulher como candidata, usando a maquina administrativa municipal para sua campanha. O recursos Federais chegam, só não sabemos onde e como é usado. 
Acabei de criar minha própria petição e espero que possam assiná-la. Ela se chama: Que  seja feito uma auditória geral na Prefeitura de Jeremoabo, principalmente com recursos da educação e saúde.

Eu realmente me preocupo sobre este assunto e juntos nós podemos fazer algo a respeito disso! Cada pessoa que assina nos ajuda a chegarmos mais próximo do nosso objetivo de 100 assinaturas -- será que você pode nos ajudar assinando a petição?

Clique aqui para   assinar:
http://www.avaaz.org/po/petition/Que_que_seja_feito_uma_auditoria_geral_na_Prefeitura_de_Jeremoabo_principalmente_com_recursos_da_educacao_e_saude/?launch


Campanhas como esta sempre começam pequenas, mas elas crescem quando pessoas como nós se envolvem -- por favor reserve um segundo agora mesmo para nos ajudar assinando e passando esta petição adiante.

Muito obrigado,
  

Vídeo, a retrospectiva das principais participações e projetos da AMARRIBO BRASIL em 2012 e muita esperança para 2013. Que tenhamos muitos bons encontros e avanços em cidadania.Grande abraço a todos

http://youtu.be/OfI27gzGr3k

A questão indígena, a portaria 330 da Advocacia-Geral da União e as ONGs na Amazônia

Gelio Fregapani
No julgamento do caso da reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima, foram determinadas 19 condicionantes pelo Supremo Tribunal Federal, que proíbem, entre outras coisas, a ampliação de áreas indígenas já demarcadas. Para deixar bem clara essa intenção, há cerca de três meses o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, foi autorizado a baixar uma portaria regulando de forma ampla o relacionamento da administração pública brasileira com as chamadas nações indígenas, submetendo-as aos interesses do Brasil, em termos exatamente contrários às normas da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU.

A portaria 3030 foi publicada com objetivo de ajustar a atuação dos advogados públicos à decisão do Supremo no julgamento. Seu texto demonstra claramente que o Brasil não aceitará a independência das nações indígenas almejada pela ONU.

Dona Dilma, a gerentona que não gerencia, o apagão do governo deve ser falha humana.

Helio Fernandes
Sua primeira eleição na vida foi para presidente da República, que geralmente é a última, e às vezes nem chega. Ela deve a existência e a preferência a três fatores, todos manobrados e manipulados pelo exuberante Luiz Inácio Lula da Silva.
1 – Ela não tinha raízes nem convivência petista, Lula viu, antes de todos, que isso seria favorável ao seu futuro ou à volta ao Poder.
2 – Sem ter bases ou carreira política, Dona Dilma não poderia exigir nada, nem pretender o apoio do PT para uma possível reeleição em 2014.
3 – Tendo ocupado apenas os cargos que o próprio Lula lhe dera, o então presidente confiava em sua “lealdade”, que o PT rotulava de “serva submissa e subserviente”.

O roteiro de Lula era magnificente (que palavra), funcionava mesmo, a não ser contra o câncer. Este surgiu logo no primeiro ano da gerência Dilma, confundiu e contrariou tudo.


Começou a corrida

Carlos Chagas
Vale repetir o provérbio árabe: bebe água limpa quem chega primeiro na fonte. Adianta pouco lembrar que a sucessão presidencial está marcada para outubro de 2014, porque faltando dois dias para 2013 começar, a questão já se coloca nos partidos, no Congresso, na imprensa e nas representações da sociedade civil. Fica sozinha a presidente Dilma Rouseff, a se dar crédito ao seu comentário de que não se pensa em sucessão no meio de um mandato. Porque será humanamente impossível supor que ela também não pense, dispondo da prerrogativa constitucional da reeleição.

Sendo assim, importa buscar os contornos desse quadro já posto em exibição, mesmo sujeito a alterações nas cores e na forma.

Todos fizeram isso! Pois Fux falou a verdade.

Sandra Starling
Atualmente, na vida pública brasileira, conheço três “meninos do Rio”: o atual governador daquele Estado – que, segundo as más línguas, parece apreciar mais Paris que o próprio Rio; o ex-governador mineiro – que também por essas mesmas fontes, gosta mais do Rio que de Minas; e, agora, o seriíssimo Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal.
Fux, o menino do Rio…

A decadência de Nova York é impressionante

Laco Silva
Qualquer observador que tenha visitado os Estados Unidos nas últimas décadas pode constatar a visível decadência social. É bem verdade que se agravou nos derradeiros 10 anos. Para uma pessoa que tenha estado na cidade de Nova York, por exemplo, nos anos 60 e 70, é simplesmente assustador o visual social na atualidade.
Nova York, hoje





Saiba quem terá
as revisões pagas pelo INSS em 2013

Último lote da revisão pelo teto e o
reajuste da revisão dos auxílios serão pagos em janeiro pela Previdência

Morre indiana vítima de estupro coletivo
Depois de dez dias internada em Nova Délhi, a estudante de 23 anos de idade foi transferida nesta quinta para o hospital cingapuriano especializado
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Mila Kunis é a atriz mais sexy do ano Pessoas fazem fila para pegar chip da São Silvestre Tráfego intenso na praça do pedágio na rodovia dos Imigrantes na saída para o feriado
Ambulantes vendem seus produtos para motoristas no meio do trânsito da Imigrantes Paulistanos observam cerca de 50 mil balões biodegradáveis soltos no centro de São Paulo O cão Parafina surfa com Picuruta Salazar em Santos

Falta interesse público para a nova lei de transparência valer

Ferramenta que melhora a transparência enfrenta barreira cultural de que informações públicas não devem ser de amplo conhecimento



Venda de eletrodomésticos sem selo de qualidade está proibida pelo Inmetro a partir de terça

Venda de eletrodomésticos sem selo de qualidade está proibida pelo Inmetro a partir de terça

Ministra Ideli Salvatti receberá aposentadoria de R$ 6,1 mil do Senado

Ministra Ideli Salvatti receberá aposentadoria de R$ 6,1 mil do Senado

"Jus esperniandi", diz procuradora sobre artigo de Thomaz Bastos



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Segundo a procuradora Janice Ascari, a geração do ex-ministro Marcio Thomaz Bastos estava "acostumada a protelar as decisões até a sua prescrição". Ele diz ainda que o direito de defesa não está ameaçado no Brasil

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Vamos fazer nossa parte, usar nossos poderes de indignação no  combate aos desmandos na Prefeitura, assinando a PETIÇÃO ABAIXO para que  seja feito uma auditória geral na Prefeitura de Jeremoabo, principalmente com recursos da educação e saúde.


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Que que seja feito uma auditória geral na Prefeitura de Jeremoabo, principalmente com recursos da educação e saúde


Acabei de criar minha própria petição e espero que possam assiná-la. Ela se chama: Que  seja feito uma auditória geral na Prefeitura de Jeremoabo, principalmente com recursos da educação e saúde.

Eu realmente me preocupo sobre este assunto e juntos nós podemos fazer algo a respeito disso! Cada pessoa que assina nos ajuda a chegarmos mais próximo do nosso objetivo de 100 assinaturas -- será que você pode nos ajudar assinando a petição?

Clique aqui para   assinar:
http://www.avaaz.org/po/petition/Que_que_seja_feito_uma_auditoria_geral_na_Prefeitura_de_Jeremoabo_principalmente_com_recursos_da_educacao_e_saude/?launch


Campanhas como esta sempre começam pequenas, mas elas crescem quando pessoas como nós se envolvem -- por favor reserve um segundo agora mesmo para nos ajudar assinando e passando esta petição adiante.

Muito obrigado,




Servidores denunciam que Vieira, cúmplice de Rosemary, dizia influir na Presidência

Leandro Colon e Erich Decat (Folha)
Servidores da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) afirmam que Paulo Vieira, ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), citava, em reuniões, ter influência junto à Presidência da República, ao ex-ministro José Dirceu e ao deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) ao discutir pareceres emitidos pelo órgão.
Vieira se jactava…


Bahia 2013 será ano de renovação em todos os municípios.


Quais as reais chances do Joaquim Barbosa numa disputa presidencial?  

Depressão de Rosemary se agrava e preocupa Lula e os dirigentes do PT

Carlos Newton
Como se sabe, o fim de ano é a época que mais provoca depressão. No caso de Rosemary Novoa Noronha, ex-chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, a chegada do período de festas só fez agravar sua situação, o que é bastante compreensível.


Altercom defende 30% das verbas publicitárias para pequenas empresas

Leandro Fortes: Saudades de 1964

Tarso Genro: Judiciário é o caminho da direita para “escapar” da política

Após Rose e Valério, Lula só dá entrevistas à TV criada pelos Sindicatos petistas

Diogenes Campanha (Folha de S. Paulo)
Desde o final de novembro, quando foi deflagrada a operação Porto Seguro, que atingiu sua ex-assessora Rosemary Noronha, o ex-presidente Lula tem evitado falar com a imprensa, mas concedeu três entrevistas exclusivas à TVT (TV dos Trabalhadores).
Lula em entrevista à TVT em novembro, quando festejou a expansão da emissora que ajudou a criar Lula adora a TVT…



Decolar ou desistir

Carlos Chagas
Dois anos para decolar ou desistir – é o prazo do PSDB. Três vezes derrotado na disputa pela presidência da República, o partido perderá asas, penas e bico caso não elabore um plano de vôo no mínimo capaz de levá-lo para o segundo turno, nas eleições de 2014. As pesquisas indicam a reeleição de Dilma, mas se os tucanos continuarem assediados por candidaturas alternativas do tipo Marina Silva, Eduardo Campos e até Joaquim Barbosa, o risco será de desaparecerem como alternativa eleitoral.

Dilma diz que não se arrepende de ter nomeado Luiz Fux

Vera Rosa (Estadão)
A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (27) que não se arrependeu de ter nomeado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que condenou os réus petistas do mensalão. “Eu não me arrependo de nada. Estou muito velha para isso”, afirmou a presidente, ao lembrar que completou 65 anos, no último dia 14. “A gente só se arrepende quando é nova.”

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Advogados farão manifesto contra AP 470

Edição 247:



Bar Refaeli faz ensaio da grife Passionata Novo ponto de ônibus na rua Xavier de Toledo, junto ao Theatro Municipal Semáforo apagado na avenida do Estado
Vendedor caminha pela rodovia dos Imigrantes com trânsito intenso no sentido litoral Banhistas aproveitam a praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, em dia de muito calor Carreta com carga de adubo tombada sobre viaduto no Sacomã, na zona sul

Estilo Dilma atrapalha o governo, diz analista


Para o diretor do Diap, Dilma precisa rever a forma de se relacionar com o Congresso
Poder centralizador, humor oscilante e falta de paciência da presidenta para negociar comprometeram a articulação política no Congresso em 2012, avalia Antônio Augusto de Queiroz, do Diap
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“Governo ficará mais na mão do PMDB”

Márcia Denser brinda 2013 com conto erótico e perverso

Dilma sanciona vale-cultura de R$ 50 para trabalhadores



Sete juízes foram aposentados por suspeita de irregularidade em 2012

 

Mortes por câncer de pulmão crescem 98% na Bahia

Mortes por câncer de pulmão crescem 98% na Bahia

 








Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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