sexta-feira, julho 10, 2026

Vexame! PCC é perseguido nos EUA, mas continua a ter “apoio” da Justiça brasileira


Justiça manda soltar mulher acusada pelos EUA de elo com PCC

Stella Stefanie, a primeira-dama do PCC, já está solta

Carlos Newton

É uma situação surrealista, que chega a ser inacreditável. Enquanto nos Estados Unidos a facção criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) é considerada organização terrorista, para facilitar a ofensiva policial destinada a enfrentá-la, no Brasil a Justiça continua apoiando esses criminosos de uma forma acintosa e desafiadora.

Figura de destaque na lista dos integrantes do PCC divulgada pelo governo americano, a brasileira Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi presa na semana passada pela Operação Exchange da Polícia Federal, mas cinco dias depois a Justiça Federal de São Paulo mandou soltá-la, junto com outros integrantes da quadrilha, sob alegação de que não existiriam motivos para manter a prisão.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – Justamente numa época em que se discute a possibilidade de uso da Inteligência Artificial (IA) no funcionamento da Justiça, surge essa decisão estarrecedora e estapafúrdica da juíza Monica Aparecida Bonavina Camargo, lotada em Santos (SP), ao soltar Stella Stefanie e outros investigados, alegando falta de fatos novos que justificassem as prisões.

Foi realmente uma decisão tipo Inteligência Artificial, porque o inaceitável e abominável ato demonstra que a juíza federal não é humana e raciocina como um robô, que vive à parte da sociedade, pois está absolutamente alheia ao que acontece no Brasil e no mundo.

Além disso, ela agiu como um robô apresentando defeito, pois foi um ato revestido de ilegalidade, abertamente mal intencionado, porque a juíza não deu a menor importância às informações da Polícia Federal, que pedira a prisão preventiva devido ao risco de fuga e à alta periculosidade da primeira-dama do PCC, uma alegação que qualquer Inteligência Artificial entenderia.

TUDO AO CONTRÁRIO – Ao justificar a assombrosa e revoltante decisão, a juíza argumentou que não havia motivos para converter a prisão temporária em preventiva, porque as buscas já haviam sido concluídas…

O mais incrível é que, na mesma decisão, a magistrada Monica Aparecida Bonavina Camargo determinou a prisão preventiva do chefão Victor Henrique de Oliveira Shimada, que comanda o PCC ao lado de Stella Stefanie. Ou seja, nenhum rigor em relação aos criminosos já presos, porém máximo rigor contra quem está foragido e bem longe das garras da lei, como se uma coisa justificasse a outra, num raciocínio calhorda e também robótico.

Repete-se, assim, aquela longa lista de decisões judiciais que libertam criminosos de grosso calibre e alto poder corruptivo, como André de Oliveira Macedo, o célebre André do Rap, um dos mais importantes líderes do PCC.

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P.S.
Recordar é viver. O megatraficante foi preso em setembro de 2019, mas ficou pouco tempo na cadeia. Em outubro de 2020, ganhou liberdade com um habeas corpus concedido por Marco Aurélio Mello, do Supremo, em pleno sábado. O ministro, que também parece precursor da Inteligência Artificial, justificou a soltura com base no artigo 316 do Código de Processo Penal, que determina a renovação da prisão preventiva a cada 90 dias. Como a prisão do megatraficante não havia sido renovada dentro do prazo, Marco Aurélio entendeu que ele estava detido ilegalmente… No domingo, ao tomar conhecimento da decisão, o então presidente do STF, Luiz Fux, mandou o criminoso ser novamente preso. Mas ele já estava longe e nunca mais foi encontrado. Na época, Fux lamentou, dizendo: “Ele debochou da Justiça”. E até hoje há juízes que continuam debochando. (C.N.)

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