PF diz que grupo de Daniel Vorcaro oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central
Por Redação
10/07/2026 às 08:08
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
Sede do BC
A Polícia Federal afirma que um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro oferecia pagamentos de até R$ 2 milhões a influenciadores e jornalistas para publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e atacar o Banco Central nas redes sociais. As informações constam da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma nova fase da Operação Compliance Zero e determinou buscas contra o publicitário Thiago Miranda, apontado como o principal articulador do chamado "Projeto DV". A reportagem é do G1.
Segundo a investigação, os interessados eram obrigados a assinar acordos de confidencialidade antes de conhecer os detalhes da proposta. Quem aceitava deveria produzir conteúdos em defesa do Banco Master, enquanto aqueles que recusavam passariam a ser alvo de intimidações com o uso de informações pessoais obtidas de forma ilícita. A PF também sustenta que os recursos utilizados para remunerar os influenciadores tinham origem no suposto esquema de fraudes financeiras investigado na operação.
A investigação ainda aponta que o grupo monitorava jornalistas, empresários e autoridades considerados obstáculos aos interesses de Vorcaro, produzindo dossiês e pressionando pela retirada de reportagens. Para o ministro André Mendonça, os indícios reunidos vão além de "meras conjecturas" e revelam uma atuação com "contornos de máfia". Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer irregularidade, afirmou que o publicitário sempre atuou dentro da legalidade e disse que ele colaborará com as investigações.
Politica Livre