Charge do Clayton (O Povo/CE)
Manoela Alcântara
Metrópoles
O documento com o material obtido a partir da extração dos aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi entregue ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que tem a atribuição de analisar esse tipo de ação.
Segundo apurou a coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, no meio das conversas encontradas no aparelho de Vorcaro há menções ao nome do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.
EM SIGILO – Ao receber o documento, na última segunda-feira (9/2), Fachin determinou que Toffoli se manifestasse nos autos do processo, que tramita em sigilo.
A relatoria de Toffoli no caso passou a ser questionada após divulgação de que o resort Tayayá, vinculado ao magistrado, manteve relações com fundos ligados ao Master.
O entendimento entre alguns integrantes da Corte é o de que a arguição de suspeição deveria ser de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a responsável por analisar os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero.
TOFFOLI SE DEFENDE – Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”.
“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, declarou.
Interlocutores ouvidos pela coluna afirmaram que Toffoli está tranquilo e declarou que não há nada no processo que o relacione a Vorcaro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O final da matéria do portal Metrópoles é tipo Piada do Ano, ao dizer que Toffoli está tranquilo. Na verdade, o ministro está à beira de um ataque de nervos, porque a Polícia Federal jamais exigiria sua suspeição se não houvesse provas concretas no celular que confirmassem as ligações entre Vorcaro e Toffoli. E o resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)