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Candidato de centro-esquerda António Seguro vence eleição presidencial em Portugal

 

Candidato de centro-esquerda António Seguro vence eleição presidencial em Portugal

Por Camila Vech, Estadão Conteúdo*

08/02/2026 às 19:05

Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo

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O candidato de centro-esquerda António José Seguro

O candidato de centro-esquerda António José Seguro conquistou neste domingo, com 96% das urnas apuradas, 66% dos votos e derrotou de forma expressiva o populista de extrema direita André Ventura, que ficou com 34%, no segundo turno das eleições presidenciais portuguesas. A vitória garante a Seguro um mandato de cinco anos no "Palácio Rosa" de Lisboa e freia, por ora, o avanço do Chega, legenda fundada por Ventura há menos de sete anos e que, em 18 de maio, tornou-se a segunda maior força do Parlamento.

Ao longo da campanha, Seguro apresentou-se como moderado disposto a cooperar com o governo minoritário de centro-direita, apartando-se das bandeiras antiestablishment e anti-imigração de seu adversário. Recebeu, assim, o apoio de lideranças tradicionais de esquerda e de direita interessadas em conter a maré populista que vem se espalhando pela Europa.

Embora o cargo de presidente seja majoritariamente simbólico em Portugal, o chefe de Estado dispõe de instrumentos relevantes, como o veto a leis aprovadas pelo Parlamento, suscetível de reversão, e o poder de dissolver a Câmara e convocar eleições antecipadas, apelidado de "bomba atômica". A estabilidade política é uma preocupação central: em maio, o país realizou sua terceira eleição geral em três anos, cenário que configurou o pior ciclo de instabilidade em décadas.

Seguro assumirá em março, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de centro-direita impedido de concorrer por ter completado o limite constitucional de dois mandatos.

A simples presença no segundo turno já representou um marco para o Chega, que tenta "recalibrar" o tabuleiro político português. Na reta final, Ventura atacou o que chama de "imigração excessiva", num momento em que trabalhadores estrangeiros se tornam mais visíveis no país. Outdoors com frases como "Isto não é Bangladesh" e "Imigrantes não deveriam ter permissão para viver de auxílio social" pontuaram as estradas, reforçando o slogan "Portugal é nosso".

Após o resultado, Ventura prometeu seguir trabalhando por uma "transformação" nacional e disse ter mostrado "que existe um caminho diferente" e que o país "precisava de um tipo diferente de presidente".

Com informações da Associated Press

Politica Livre

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