domingo, fevereiro 08, 2026

BRASIL EM 2026: CONQUISTAS ECONÔMICAS, DESAFIOS HERDADOS E A SOMBRA BARULHENTA DO BOLSONARISMO

 


Por Luis Celso


Em fevereiro de 2026, o governo Lula chega ao último ano completo do mandato com indicadores econômicos históricos: desemprego no menor patamar da série histórica, redução significativa da pobreza e da desigualdade, investimentos em alta e retomada do crescimento inclusivo — números celebrados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. A mensagem ao Congresso reforça essas conquistas e avança em pautas progressistas como o fim da escala 6x1, maior regulação trabalhista, taxação de grandes fortunas e transporte público gratuito, bandeiras priorizadas pelos movimentos populares em sua assembleia nacional recente.


No entanto, persistem desafios graves, especialmente na segurança pública — herança direta do desmonte anterior e da leniência com milícias e crime organizado —, com índices ainda elevados de violência e mais de 700 mortes políticas registradas nas últimas duas décadas. É nesse terreno fértil de medo e desinformação que a extrema-direita tenta recuperar espaço.


Porque, como alertava Nelson Rodrigues: “Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos.”


A profecia se materializa hoje na base bolsonarista: uma militância digital agressiva que não debate, apenas grita, repete mentiras e derruba peças do tabuleiro. Discutir com eles é como jogar xadrez com um pombo — não importa a qualidade do argumento, o pombo derruba tudo, caga no tabuleiro, sai voando e ainda acha que venceu.


Bolsonaristas são esses pombos: numerosos, barulhentos, inúteis para o debate racional e ainda transmissores de ódio, negacionismo e polarização tóxica. Mesmo enfraquecidos institucionalmente — com condenações no STF por tentativa de golpe e inelegibilidade do líder máximo —, mantêm uma base fiel que ameaça, pela pura quantidade, sufocar novamente a razão nas eleições de outubro.


Em 2026, a escolha será clara: continuidade das conquistas sociais e do projeto de inclusão ou o retorno ao retrocesso, ao autoritarismo e às ameaças institucionais. A história já mostrou que a quantidade de pombos pode sujar muito o tabuleiro, mas não precisa vencer o jogo.







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