sexta-feira, outubro 25, 2024

Luiz Roberto e Emília Corrêa vão pro tudo ou nada no domingo

 em 25 out, 2024 8:14

Adiberto de Souza

O próximo domingo será decisivo para os futuros dos prefeituráveis Luiz Roberto (PDT) e Emília Corrêa (PL).  Cerca de 416 mil eleitores vão definir quem será o prefeito de Aracaju pelos próximos quatro anos. Apesar de Emília aparecer na liderança em praticamente todas as pesquisas, não se pode dizer que ela já é a vitoriosa, pois muita água ainda passará por debaixo da ponte até o último voto ser contado. É preciso levar em conta que no 1º turno 113 mil aracajuanos deixaram de ir às urnas ou votaram em branco e anularam os votos, número bem superior aos 72.427 sufrágios obtidos por Luiz Roberto e muito próximo dos 126.365 votos dados a Emília. Seguramente, as abstenções serão bem menores agora no 2º turno, o que significa dizer que o prefeiturável preferido pela maioria desse mar de ausentes pode vencer a disputa. Portanto, todo cuidado é pouco nessa reta final da campanha. É sempre bom lembrar que muitos candidatos tidos como favoritos acabaram derrotados por cantarem vitória antes de as urnas serem abertas. Misericórdia!

Luto por “Maguila”

O governo de Sergipe e a Prefeitura de Aracaju decretaram luto oficial de três dias pela morte do ex-lutador de boxe José Adilson Rodrigues dos Santos, o “Maguila”. Ele morreu, ontem, em São Paulo, vítima de Encefalopatia Traumática Crônica. Nascido em Aracaju, “Maguila” alcançou fama nacional e internacional ao longo da carreira, tornando-se uma referência no esporte e um orgulho para os sergipanos. Principal peso-pesado brasileiro, o pugilista conquistou inúmeros títulos ao longo dos seus 17 anos de carreira, acumulando 77 vitórias, sendo 66 nocautes conquistados com a sua direita certeira. Que a terra lhe seja leve!  

O próximo domingo será decisivo para os futuros dos prefeituráveis Luiz Roberto (PDT) e Emília Corrêa (PL).  Cerca de 416 mil eleitores vão definir quem será o prefeito de Aracaju pelos próximos quatro anos. Apesar de Emília aparecer na liderança em praticamente todas as pesquisas, não se pode dizer que ela já é a vitoriosa, pois muita água ainda passará por debaixo da ponte até o último voto ser contado. É preciso levar em conta que no 1º turno 113 mil aracajuanos deixaram de ir às urnas ou votaram em branco e anularam os votos, número bem superior aos 72.427 sufrágios obtidos por Luiz Roberto e muito próximo dos 126.365 votos dados a Emília. Seguramente, as abstenções serão bem menores agora no 2º turno, o que significa dizer que o prefeiturável preferido pela maioria desse mar de ausentes pode vencer a disputa. Portanto, todo cuidado é pouco nessa reta final da campanha. É sempre bom lembrar que muitos candidatos tidos como favoritos acabaram derrotados por cantarem vitória antes de as urnas serem abertas. Misericórdia!

Luto por “Maguila”

O governo de Sergipe e a Prefeitura de Aracaju decretaram luto oficial de três dias pela morte do ex-lutador de boxe José Adilson Rodrigues dos Santos, o “Maguila”. Ele morreu, ontem, em São Paulo, vítima de Encefalopatia Traumática Crônica. Nascido em Aracaju, “Maguila” alcançou fama nacional e internacional ao longo da carreira, tornando-se uma referência no esporte e um orgulho para os sergipanos. Principal peso-pesado brasileiro, o pugilista conquistou inúmeros títulos ao longo dos seus 17 anos de carreira, acumulando 77 vitórias, sendo 66 nocautes conquistados com a sua direita certeira. Que a terra lhe seja leve!  

Festa da moda

O deputado federal pepista Thiago de Joaldo (à esquerda) festejou a visita do estilista Alexandre Herchcovitch ao município de Itabaianinha, chamado comumente de a capital da moda de Sergipe. O gabaritado profissional foi conhecer aquele importante polo das confecções e se reunir com criadores locais para desenvolver coleções exclusivas. De acordo com o parlamentar, essa parceria visa valorizar o talento e a identidade regional, unindo criatividade e expertise. As peças resultantes da colaboração de Herchcovitch serão apresentadas no “Vista SE”, evento que acontecerá em Itabaianinha no período de dia 29 de novembro a 1º de dezembro. Supimpa!

Fim do blá-blá-blá

Os candidatos à Prefeitura de Aracaju, Luiz Roberto (PDT) e Emília Corrêa (PL), encerram, hoje, as participações no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Não existe pesquisa para medir a aceitação pelo eleitor das propostas apresentadas nas emissoras pelos prefeituráveis, porém boa parte dos votantes não levou em conta os programas de Luiz e Emília. Portanto, praticamente tudo que foi dito no horário eleitoral não passou de um caríssimo e enfadonho blá-blá-blá. Arre égua!

Boca de urna proibida

Pedir voto ao eleitor no dia da eleição é considerado crime e pode resultar em prisão de seis meses a um ano, multa no valor entre R$ 5 mil e R$ 15 mil, além de suspensão do título de eleitor. O alerta é do Tribunal Superior Eleitoral. A boca de urna é caracterizada pelo ato de convencer ou induzir um eleitor a votar em determinado candidato. No dia das eleições, também é proibida a distribuição de panfletos, santinhos, o uso de alto-falantes ou qualquer propaganda eleitoral. Abra o olho para não amanhecer na próxima segunda-feira vendo o sol nascer quadrado. Danôsse!

CPI na Saúde

A deputada estadual Linda Brasil (Psol) está defendendo a instalação de uma CPI na Secretaria da Saúde. A distinta se disse preocupada com denúncias da população sobre a permanente falta de insumos básicos, como soro e sedação, no Hospital de Urgência de Sergipe. “Essa situação é muito grave, pois coloca em risco a vida de pacientes e expõe a precariedade na saúde pública no nosso estado”, revela Brasil. Com a palavra do secretário estadual da Saúde, Cláudio Mitidieri, primo querido do governador Fábio Mitidieri (PSD). Home vôte!

De padre pra pastor

A população de Nossa Senhora do Socorro vai trocar um padre por um pastor. Em janeiro de 2025, o evangélico Samuel Carvalho (Cidadania) receberá a Prefeitura das mãos do vigário Inaldo da Silva (PP) que, aliás, sempre tratou a pão de ló os pastores que atuam naquele município. E o prefeito agiu certo, pois cerca de 40% dos habitantes de Socorro são evangélicos de carteirinha. Resta saber se o pastor Samuel dará aos padres de Socorro o mesmo tratamento dado por Inaldo aos líderes protestantes. Aguardemos, portanto! 

Fofoca influencia

Ter o voto influenciado por fake News é uma preocupação de 75% dos eleitores. Segundo pesquisa encomendada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, entre os mais jovens, com até 34 anos, o receio sobe para 82%. Cerca de um terço (34%) dos entrevistados tem o hábito de compartilhar informações sobre políticos pelas redes sociais. Aff Maria!

Defesa dos professores

O deputado federal João Daniel (PT) está preocupado com a briga do governador Fábio Mitidieri (PSD) com os professores da rede estadual. O petista garante nunca ter visto na história de Sergipe um tratamento tão difícil, com ameaça contra os educadores: “Essa não pode ser a postura de um governador”, frisa Daniel. O deputado fez um apelo a Mitidieri para que receba a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação visando discutir as justas reivindicações da categoria. Creindeuspai!

INFONET

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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