quarta-feira, outubro 30, 2024

Bruxo de Araque Perdeu Magia:Queda do Rasputin do Paraguai em Aracaju

 em 30 out, 2024 3:00

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
        “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

As últimas eleições (2022 e 2024) estão servindo não só para enviar alguns políticos para casa, mas também para desmitificar o marqueteiro Cauê, considerado por alguns como um bruxo do marketing. Alguns criaram uma mística muito forte em torno dele, que, na verdade ele nunca teve.

Quantas eleições reais o Cauê já disputou, com adversários com chances reais de vitória? Talvez apenas 1998, entre Albano X João e mais recentemente em 2022, Fábio X Rogério, com um detalhe: no 1º turno o marketing dele perdeu feio para Valmir de Francisquinho. E no 2º turno a vitória foi de alguns lideranças que operaram para reverter o quadro e o marketing de Cauê pouco influenciou com sérios problemas dentro da campanha. Aliás, no dia da vitória, na comemoração de Fábio, a cara de Cauê era de quem dizia “o que eu estou fazendo aqui…”

Ou seja, o encanto que nunca existiu de Carlos Cauê apenas foi desnudado por completo nesta eleição de Aracaju. Dessa vez, nem suas diabruras puderam salvar o candidato de Edvaldo na corrida pela prefeitura de Aracaju. Culpa do próprio Edvaldo, que fez e desfez o que pôde, enquanto Luiz Roberto, esperto, viu o cavalo passar selado e, sem pensar duas vezes, montou.

E mais: para fazer justiça é preciso lembrar que “Cauê sempre foi Cauê.”  Nunca colocou a “mão na massa”. Ou seja, a verdade que ele nunca foi executou de fato das grandes ideias. No início da carreira teve Bira (por onde andas? Este sim Mago de fato e ação) e nas últimas campanhas Rafael Galvão, que sempre foi o executou nas últimas eleições. Este sim merece ser citado porque passou boa parte dos últimos anos carregando o piano para Cauê tocar e fazer fama. É só perguntar para os mais próximos para conferir a veracidade desta justa informação.

 Do resto o mago do Paraguai, Carlos Cauê sempre foi muito bem pago para desconstruir candidatos e se utilizou desta forma todos estes longos anos. Nunca houve esta magia, este super poder. O poder dele sempre foi o do grupo, da conjuntura política e da fraqueza dos adversários. Agora, a fórmula faliu, justamente no momento em que a conjuntura da sociedade, das comunicações e do fazer político se alteraram com as redes sociais. A grande verdade é que fórmula única usada por ele se tornou anacrônica, como o próprio. 

A eleição 2024 serviu para confirmar que Cauê é um Rasputin do Paraguai, ou melhor, um Bruxo de Araque, um mago ilusionista, um carreirista profissional que na derrota culpa o Candidato e na vitória vira o Mago, só que do Paraguai…

 

Emília Corrêa pode renunciar o mandato de vereadora faltando dois meses para focar no secretariado e na transição O blog foi informado ontem que o tempo exíguo para a transição e na escolha de nomes do secretário, a vereadora e prefeita eleita, Emília Corrêa pode renunciar o mandato  estes dois meses que faltam.  Com isso a suplente, professora Melissa poderá assumir o mandato dois meses.

Investimento em Canindé Nessa terça-feira, 29, o governador Fábio Mitidieri recebeu empresários do setor imobiliário e turístico interessados em investir em Canindé de São Francisco. O governador ressaltou o empenho do governo em transformar a região em um polo turístico, com obras como a rodovia SE-303. O empresário Eduardo Casado, diretor da incorporadora alagoana SM Engenharia, manifestou otimismo sobre as oportunidades na localidade. Mitidieri reafirmou o compromisso do governo em promover infraestrutura, como a rodovia SE-303, e criar oportunidades de emprego e o potencial turístico que a região possui para levar mais desenvolvimento ao local.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Convite Especial para o Show de Rubens Lisboa: “Interior do Meu Interior” No dia 29 de novembro (sexta-feira), às 20h, o cantor e compositor Rubens Lisboa estará de volta aos palcos no Café da Gente Sergipana, com o espetáculo “Interior do Meu Interior”. Ao lado dos músicos Diogo Montalvão (teclados), Dênisson Cleber (baixo e violão) e Ton Toy (percuteria), Rubens promete uma noite emocionante, mesclando suas criações autorais com versões personalizadas de clássicos da MPB – incluindo sucessos de Chico Buarque, Gilberto Gil e Vander Lee. Ingressos, Primeiro lote: R$ 50,00 Adquira antecipadamente pelo Sympla no link abaixo: https://abrir.link/IegKW  ou solicite a chave PIX pelo WhatsApp (79) 99854-1330. Prepare-se para uma apresentação única e cheia de emoção!

 Oportunidade A Empresa Sergipana de Tecnologia da Informação (Emgetis) está com 11 vagas de estágio abertas para estudantes de nível superior das áreas de Administração e Tecnologia da Informação. Os interessados devem fazer a inscrição até a próxima quinta-feira, 30, por meio do site www.emgetis.se.gov.br. Para participar da seleção, o candidato deve estar devidamente matriculado, com frequência regular na instituição de ensino superior, impreterivelmente nos turnos vespertino ou noturno. O estudante precisa ter atingido 50% da carga total do curso matriculado. A bolsa estágio ofertada é no valor de R$ 600,00, com adição de auxílio transporte.

Consórcio Nordeste lança Circuito Nordestino de Feiras da Agricultura Familiar  O Consórcio Nordeste realiza na próxima quinta-feira (31), o evento de lançamento do Circuito Nordestino de Feiras da Agricultura Familiar, às 9h, na sede da autarquia, em Brasília. O Circuito Nordestino é um projeto inovador que visa fortalecer os produtores da agricultura familiar dos nove estados da região e conectar o campo com os centros urbanos, oferecendo à população espaços para a aquisição de alimentos saudáveis, além de promover a identidade e os valores da cultura nordestina.
 

Parceria  O Circuito é uma parceria do Consórcio Nordeste com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar de Economia Solidária (UNICAFES), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte (FUNCERN) e será composto por nove Feiras Estaduais da Agricultura Familiar e Economia Solidária, uma em cada estado do Nordeste, e a 3ª Edição da Feira Nordestina da Agricultura Familiar e Economia Solidária (III Fenafes).

Números A região Nordeste abriga cerca de 14 milhões de agricultores familiares e 1,8 milhão de estabelecimentos rurais, o que representa quase a metade desse segmento no Brasil. O Circuito terá o envolvimento direto de 400 cooperativas, associações e grupos não formais da agricultura familiar e economia solidária. As feiras serão espaços estratégicos para que cooperativas e agricultores locais apresentem seus produtos a um público diversificado, incluindo consumidores, revendedores e representantes de organizações da agricultura familiar.
 

Números II Em 2023, a Feira Nordestina da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Fenafes), realizada em João Pessoa, gerou mais de R$ 1 milhão em negócios e contou com a participação de 600 expositores. O que mostra o dinamismo e a importância do setor para a economia e a sociedade da região Nordeste. “Estamos trabalhando para que o Circuito Nordestino de Feiras da Agricultura Familiar seja um marco na promoção e fortalecimento da agricultura familiar no Brasil. Nosso objetivo é gerar novas oportunidades aos agricultores, melhorando a qualidade de vida do povo que cultiva a terra, ao mesmo tempo que combatemos a insegurança alimentar e colocamos à disposição da população alimentos mais saudáveis”, afirma Alexandre Lima, coordenador da Câmara Temática de Agricultura Familiar do Consórcio e secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte.

Atividades culturais e educativas O Circuito Nordestino de Feiras da Agricultura Familiar também será um espaço de troca de conhecimentos e valorização da cultura nordestina e da economia solidária. Cada feira contará com festivais gastronômicos e uma rica programação cultural, priorizando artistas locais. A troca de saberes e de experiências entre os participantes será estimulada com a realização de mais de 150 eventos formativos, como palestras, seminários e cursos. O Consórcio Nordeste projeta que mais de 300 mil pessoas devam passar pelas diversas feiras do Circuito Nordestino e que a iniciativa contribua para a consolidação de um mercado mais justo e acessível para a agricultura familiar.

 

104 anos do CBM O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) completa 104 anos de atuação e tem muitos motivos para comemorar. Somente neste ano, a corporação recebeu mais de R$ 10 milhões em investimentos por parte do Governo do Estado, por meio de ampliação de suas unidades, modernização de equipamentos e valorização dos profissionais, sempre visando a melhoria dos serviços para a população.

 104 anos do CBM II “Os investimentos expressivos do Governo do Estado no Corpo de Bombeiros têm proporcionado um aumento significativo do nosso poder operacional, em termos de viaturas, equipamentos, estrutura para treinamentos e aumento de efetivo. Além disso, temos ainda os investimentos voltados para um novo quartel no município de Nossa Senhora da Glória, garantindo um tempo resposta cada vez menor em situações de emergência naquela região, e uma nova estrutura para o quartel de Itabaiana. Todos esses investimentos são um reconhecimento da importância do trabalho que a corporação desempenha na segurança da sociedade sergipana”, afirmou o comandante do CBMSE, coronel Fábio Cardoso.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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