sexta-feira, dezembro 29, 2023

Confira as opções de festa para o Réveillon 2024 em Aracaju

 em 28 dez, 2023 15:50

    (Foto: Andre Moreira)

O Réveillon 2024 promete ser animado em Aracaju. Além da festa principal na Orla de Atalaia, os bares e restaurante da região montaram programação especial. Confira as opções:

Orla de Atalaia

festa organizada pela Prefeitura Municipal de Aracaju será realizada durante os dias 30 e 31/12 na Orla de Atalaia. O evento é gratuito e contará com shows de DJ Lorâ, Samba de Salto, Mestrinho & Mariana Aydar, Timbalada, Luan Estilizado, DJ Marraia, Psirico, Jão, Samuel Rosa e Nona.

Laguna

No bar e restaurante Laguna,  a música fica por conta dos cantores Marcela Rubya e Rodrigo Bomfim. Com buffet incluso entre 22h e 02h, o pacote também inclui duas brinquedotecas com monitoras e um espumante por mesa. Vendas e mais informações pelo WhatsApp ( 79 ) 3303-5456.

Staleiro Beach Club

Com Alexandre Peixe, Igor Ativado, Ronise Ramos e DJ Lealdo na música, o réveillon no Staleiro começa às 21h. Os ingressos podem ser adquiridos de forma avulsa, por mesa ou lounge pelo número (79) 3085-7300


Moqueca Alagoana e Padang

O evento do Lounge Bar Padang e do resturante Moqueca Alagoana contará com buffet da casa e uma variedade de bebidas como cerveja, água de coco, refrigerante, água mineral e drinks. A música começa às 22h com Som da Gente, seguido pelo DJ Matheus e Sambarzinho. Os pontos de venda dos ingressos são o Bar e Restaurante Moqueca Alagoana, o Padang Lounge Bar e o Guiche Web para as vendas online.

Rei Beach

O réveillon all inclusive do Rei Beach está chegando e promete ser inesquecível. Maysa Reis e a banda Tô Nessa são as atrações da festa que já está com sua contagem regressiva iniciada e começa a partir das 21h30 do dia 31 de dezembro para receber 2024 em grande estilo.  As vendas estão sendo realizadas através do número (79) 99868-7655. (WhatsApp) ou pelo site guicheweb.

Âncora

O restaurante Âncora Beach terá Maysa Reis, Clube 80 e Dj na festa da virada. O evento é all-inclusive e contará com espaço Kids e bebidas seletas. Os ingressos estão à venda no site Guichê Web.

Hibiscos

Com início às 21:30, o Réveillon no Hibiscos inclui uma ilha de petiscos inclusa no valor até às 00h. A festa vai contar com a queima de fogos de artifício e três apresentações musicais com Ricardo Cantor, Gabriel O Príncipe e Os Faranis. Os ingressos podem ser adquiridos pelo WhatsApp (71) 99155-9400.

Parati Beach Bar

No Parati Beach Club a virada do ano acompanha um open bar de Heineken, Amstel, refrigerante e água de coco, além de um espumante e uma porção de petiscos inclusos. As portas do bar abrem às 20h30 e o som é por DJ Xsavier, Tuka Velloz (Forró e Axé) e Cartel de Bali (Axé, Pop e Reggae).

Boteco Original

No Boteco Original, o Réveillon é ao som dos cantores Marcela Rubya e Rodrigo Bomfim. A festa terá buffet incluso das 22h até às 02h e cada mesa também ganha um espumante. Para mais informações, entrar em contato pelo número (79) 99654-0000

Alure Grill

O Réveillon no Alure Grill vai ser animado pelos cantores Márcio Mangaba e Juçara Nascimento. O pacote conta com um buffet incluso das 22 às 02 horas e um espumante por mesa. Para compra de ingressos e outras informações, o número para contato é o (79) 3303-9699.

Vidam Hotel

A ceia no Vidam Hotel pode ser celebrada pelos não hóspedes também no valor de R$ 850,00. O valor inclui a festa all inclusive com entradas, caldos, frios, embutidos, saladas, pratos principais, guarnições e uma variedade de sobremesas.O pacote também inclui bebidas variadas e uma mesa de café. Nas atrações musicais, o Vidam vai trazer uma apresentação de violino no início da noite, seguida do cantor regional Ygor Felipe. Após as apresentações, a festa seguirá com música eletrônica com DJ.

Aruanã Eco Praia Hotel

O All inclusive com open bar e comida a vontade do Aruanã Eco Praia Hotel também está disponível para quem procura um lugar para passar o Réveillon. O som vai ser da banda Zé Emílio e banda Uncover, seguidos de DJ e queima de fogos exclusiva. Com duração das 22 até às 04 horas, o preço por pessoa está saindo à R$ 900,00. Para reservar seu ingresso, é só entrar em contato pelo 79 2105-5200 ou pelo site www.aruanahotel.com.br

Sallu Bar

No bar Sallu, a atração musical é Thai Santos e Banda e o buffet é incluso no valor das 22 às 02 horas da manhã. Também inclui um espumante por mesa e as outras bebidas ficam à parte.

No Iate Clube, a festa all inclusive começa a partir das 21h30 e o buffet é de Joana Porto. A abertura na música é com a cantora Raquel Diniz e, próximo a contagem do ano novo, a apresentação da Orquestra Os Tropicais. A reserva pode ser feita pelo direct ou entre em contato pelo telefone (79) 3211-9623 ou (79) 98877-0450.

Pier 13

No restaurante Pier 13, o Réveillon é na beira do Rio Sergipe com mesas para 2 ou 4 pessoas. Com o cardápio da casa e um espumante por mesa, os cantores Pedro Guilherme e Lobão se apresentarão para alegrar a virada. Mais informações pelos números (79)3022-6581, (79) 99678-8269 ou (82) 99622-6859.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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