sexta-feira, agosto 28, 2020

JEREMOABO X COVID-19 X DESCASO ADMINISTRATIVO


JEREMOABO X COVID-19 X DESCASO ADMINISTRATIVO.
A Pandemia do COVID-19 é uma verdade irrefutável e com a qual ainda teremos que conviver por um período ainda incerto. Frente a esta realidade, a nossa Jeremoabo não ficou imune a sua influência, muito menos às suas consequências, consequências estas que tendem a se agravarem, onde juntas contribuem a própria COVID-19 e a má Gestão Pública da nossa Jeremoabo.
É possível que diante do número de pessoas infectadas já seja impossível prever onde o risco se acentua com maior ou menor possibilidade de contaminação, fato é que a disseminação já é comunitária, todavia, mesmo que se acredite nesta possibilidade, o controle a essa provável disseminação jamais poderia ter sido abandonada, primeiro em razão do crescente número de casos que se registram no dia a dia, segundo, em razão de haver recursos suficientes para que o controle fosse mantido.
 Para que melhor possamos compreender esta situação ora vivida em nossa Jeremoabo, basta que analisemos os dados a seguir expostos:
ANO 2020
Ação Social
Sec. Mul. Saúde
AFM
Invest. a Saúde
Abril

478.286,18
142.000,00

Maio
268.575,00
90.000,00
129.402,00

Junho
218.700,00

1.556.012,03

Julho

600.000,00
1.364.869,61

Agosto
157.475,00
2.268.620,00
940.712,85
59.968,00
Subtotais
644.750,00
3.436.906,18
4.132.996,49
59.968,00
TOTAL GERAL
8.274.620,67

Órgãos Favorecidos:

Secretaria Municipal de Ação Social – R$ 644.750,00
Secretaria Municipal de saúde R$ 3.436.906,18
AFM – Apoio Financeiro aos Municípios R$ 4.132.996,49
Investimentos em Saúde R$ 59.968,00
Percebemos através destes dados que o fechamento das barreiras da Vigilância Epidemiológica, não teve como causa a falta de recursos, mas tão somente a má Gestão Administrativa, a qual vem tornando a população jeremoabense em vítima dos atos e ações nefastas, promovidas por este Gestor desastrado.
Vale lembrar que Jeremoabo já registra 248 casos confirmados, logo, considerando a possibilidade de assintomáticos, esta realidade se agrava ainda mais, transformando o nosso amanhã em algo tenebroso, onde passamos a viver momentos de incertezas, apenas em razão de ações irresponsáveis, no que tange a ausência de controle e uma política insana, que nada promove para o combate a pandemia.

A imagem pode conter: texto que diz "COVID- CORONAVÍRUS 27.08.2020 Confirmados Recuperados 232 12 Ativos 04 Óbitos TESTES RÁPIDOS um alerta, estamos entreques a própria sorte, rezem para não SI8IE LITE SHOT ON AI DUAL CAMERA"
  
Aqui deixo um alerta, estamos entregues a própria sorte, rezem para não adoecerem e se adoecerem, rezem para que não tenham complicações, pois pelo andar da carruagem, acaso dependam de um deslocamento para tratamento “TFD”, o futuro de cada um passa a ser incerto e de resultado imprevisível.
Senhor Prefeito, neste momento estou a recordar das tuas palavras, quando sempre dizia que sendo eleito, não iria permitir um só ato de corrupção, manifestação que nos fez acreditar, inclusive acompanha-lo e trabalhar para sua eleição, no entanto, ouço hoje nas conversas disseminadas em bates papo e redes sociais, é que na verdade todos nós fomos enganados, quero ainda acreditar que muitos dos comentários sejam apenas falácias, entretanto, quando analiso a sua resistência a dar transparências aos gastos com o dinheiro público, vejo-me forçado a acompanha-los nos mesmo raciocínio, já que a ausência de transparência gera dúvidas e abre espaço para comentários diversos, incluindo o d mau uso desses recursos. Diante do exposto, valho-me de um velho ditado popular que diz: “quando o homem não honra a palavra dada, não dê credibilidade a ele pelo contrato que assina, pois também não o respeitará”.
Cidadãos e cidadãs jeremoabenses, lembrem-se que se os recursos não pararam de chegar e tem chegado a grande quantidade exposta, mesmo assim, os cuidados tornam-se mais precários a cada dia, a Saúde Pública de Jeremoabo está a espera de UTI, tornou-se numa paciente em estado grave, necessitando urgentemente de cuidados especiais, assim, se a própria saúde está doente, havemos de entender que algo errado está ocorrendo, cabendo a cada um fazer os seus próprios julgamentos, inclusive pagar por suas omissões, já que os poderes constituídos parece terem nos abandonado a própria sorte.
J. M. Varjão
Em 27/08/2020

Nota da redação deste Blog - Uma das coisas que está sendo fiscalizadas e que está sofrendo seus efeitos colaterais devido ´uso inadequado, são os recursos do COVID-19.
Hoje pela manhã os jornais estouraram com manchetes a respeito do Afastamento do Governador do Rio de Janeiro, prisão do Pastor Everaldo, busca e apreensão contra a primeira-dama, o vice-governador e o presidente da Alerj , investigação apura supostos desvios nos contratos emergenciais para COVID-19 (G1).
Os respingos dessa operação atingiram também a casa de André Moura em Aracaju; está sendo também desencadeada em no DF, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais.
Outra atitude também que já começou a funcionar é contra aglomerações patrocinadas por gestores que desrespeitam seu proprio decreto e da OMS, a exemplo de Ibicoara no interior da Bahia onde o prefeito foi alvo de uma Ação Cível Pública e outro penalizado com uma multa de cem mil reais.
Em Jeremoabo também quando os vereadores descobrirem onde fica localizado o Foro da cidade,  resolverem mostrar os vídeos e fotos da aglomerações e carreatas ao Ministério Público, talvez a lei seja respeitada e os responsáveis penalizado, pois são vidas de gente que está em jogo.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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