terça-feira, dezembro 19, 2017

Justiça Federal julga nesta terça-feira o pedido de liberdade do doleiro Funaro

Lúcio Funaro é leveado à carceragem da PF, em Brasília (Foto: Reprodução/TV Globo)
Lucio Funaro foi preso no dia 7 de janeiro de 2016
Deu no G1, Brasília







STF manda reajustar servidor e barrar aumento de contribuição ao INSS para 14%

lewandowski
Governo baixou MP inconstitucional, diz o ministro
Deu em O Tempo(Agência Estado)






O filho ingrato Marcelo Odebrecht está solto, mas merecia ficar mofando na cadeia

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Marcelo volta a São Paulo, brigado com o pai
Carlos Newton
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P. S. 1
 – Marcelo Odebrecht é um filho ingrato, não há a menor dúvida. Merecia continuar mofando na cadeia. Mas a vida tem dessas coisas.
P.S. 2 – Pessoalmente tenho desprezo pelo drama da famiglia Odebrecht. Mas gostaria de ter conhecido o patriarca Norberto Odebrecht, que dedicou o final de sua vida ao mais importante projeto social já realizado no Brasil – o programa Baixo Sul da Bahia, que estava melhorando a qualidade de vida de 11 municípios carentes. Com a morte do Dr. Norberto em 2014, e com a crise da empreiteira, o projeto também já deve ter sido sepultado. Ou será que na famiglia Odebrecht alguém liga para esta extraordinária obra do Dr. Norberto? (C.N.)

Volkswagen serviu à ditadura, mas passou a conta para um coronel da reserva

Diretora confirma o envolvimento da Volkswagen
Elio GaspariFolha/O Globo
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na Alemanha, a Volkswagen já anunciou que vai confiar a um historiador independente a investigação sobre o seu papel na ditadura brasileira. “Queremos lançar luz sobre o período sombrio da ditadura militar [de 1964 a 1985], assim como dos responsáveis da época [da Volkswagen] no Brasil e, possivelmente, também na Alemanha”, afirmou através de um comunicado a diretora jurídica do grupo, Christine Hohmann-Dennhardt.(C.N.)

Cabral pagava mesadas de até R$ 100 mil a seus pais, à ex-mulher e aos irmãos

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Cabral corrompeu a família inteira, inclusive o pai
Juliana CastroO Globo
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Quando viu a situação se complicar, Cabral pediu a Jorge Picciani, presidente da Assembleia, que contratasse Susane Neves. E ele assim fez. Ela é funcionária comissionada da Presidência da Assembleia, onde é conhecida por ser especializada em não fazer absolutamente nada. O mais incrível é o então governador também pagar R$ 100 mil de mesada aos pais, jornalista e escritor Sérgio Cabral, que tem aposentadoria de R$ 33 mil como conselheiro do Tribunal de Contas do Município, e Magali Cabral, que durante oito anos foi diretora do Museu da República e lá também não aparecia. O pai está com Mal de Alzheimer hoje, mas antes estava muito lúcido e embolsava a grana prazerosamente. A antes honrada família Cabral tornou-se uma mafiosa famiglia . (C.N.)

Gilmar Mendes (ele, sempre ele) manda arquivar inquérito contra Beto Richa

Gilmar e Toffoli livram quatro de uma vez só
Renan RamalhoG1 Brasília
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Parece um filme de terror, com Gilmar Mendes de ator principal, libertando um criminoso após o outro, para transformar o país numa gigantesca Gotham City sem Batmant, Robin e a Mulher-Gato. (C.N.)



Confirmado: Rocha Loures agiu em nome de Temer no esquema do Porto de Santos

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Temer é investigado na corrupção do porto de Santos
Antonio TemóteoCorreio Braziliense
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A reportagem do excelente Antonio Temóteo é da maior importância, deveria ser manchete do jornal. Além de esmiuçar a corrupção na cúpula da Caixa Econômica Federal, confirma também que o ex-deputado e ex-assessor presidencial Rocha Loures realmente atuava em nome do presidente Michel Temer em defesa dos interesses empresariais da Rodrimar, em algum ponto fora das curvas da estrada de Santos. É uma podridão crescente(C.N.)

“Le Monde” afirma que o Brasil desigual parece “Os Miseráveis”, de Victor Hugo

A desigualdade no Brasil é tema para Thomas Piketty
Nelson de SáFolha






Camargo Corrêa revela cartel que dominava os metrôs de sete estados e do DF

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Charge do Latuff (Brasil 247)
Andreia Sadi e Marcelo ParreiraG1 Brasília






Não é surpresa que Gilmar Mendes defenda o foro privilegiado que o beneficia

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Roberto Nascimento

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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