quinta-feira, dezembro 21, 2017

Advogado de Paulo Maluf mente ao alegar que ele ainda tem câncer de próstata

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Maluf na Comissão de Justiça, cheio de saúde
Deu no G1 SP
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Como diria Lula (antes do curso intensivo de portuguesa a que teve de ser submetido), “é menas verdade” que Maluf esteja com câncer de próstata. O deputado paulista realmente teve câncer de próstata, mas foi operado em 2 de dezembro de 1997. De lá para cá transcorreram 20 anos e ele não teve recidiva. O histriônico advogado Kakay deveria arranjar outra desculpa mais aceitável. Quanto à suposta dificuldade de Maluf se locomover, é teatro puro. Ele usa bengala, mas viaja toda semana para Brasília e comparece À Câmara. Se realmente tivesse problema de locomoção, todo mundo saberia em Brasília. São dois artistas – ele e o advogado. (C.N.)  

Saiba quem é Jorge Nóbrega, o novo todo-poderoso presidente do Grupo Globo

Nobrega, o faz tudo dos Marinhos
Nóbrega é o braço direito dos irmãos Marinho
Carlos Newton
P.S. 2 – No momento atual, em busca da reeleição, o presidente Temer está irrigando de anúncios os veículos da comunicação (TVs, jornais, revistas, rádios e sites), usando Ministérios, especialmente Minas e Energia, Educação e Agropecuária, as estatais e o chamado Sistema S. Eu agradeceria se alguém pudesse me informar o seguinte: Por que o SESC está patrocinando o Globo Esporte, RJ TV e programas e telejornais em outras emissoras? Por que o Sebrae é um dos principais patrocinadores do Faustão? Por que estatais como Petrobras, Eletrobras, Correios e Furnas, todas em crise, também estão despejando anúncios e patrocínios, inclusive na internet? Afinal, perguntar não ofende, como diria o genial comediante Agildo Ribeiro, que fez muito sucesso na Globo e de repente sumiu(C.N.)

Meirelles pensava que ia ser o candidato apoiado por Temer e pelo PMDB em 2018

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Meirelles não acreditava na candidatura de Temer
Pedro do Coutto







Moro libera à Polícia Federal acesso ao banco de dados da propina da Odebrecht

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Charge do Pataxó (Arquivo Google)
Camila BomfimTV Globo, Brasília









Gilmar Mendes manda soltar Garotinho por se tratar de uma prisão sem motivos

Pablo Jacob
Crimes atribuídos a Garotinho não justificam prisão
Tiago RogeroO Globo
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como diz nosso amigo Augusto Nunes, o Brasil virou um Sanatório Geral. No caso de Garotinho, por incrível que pareça, Gilmar Mendes demonstrou ter muito mais equilíbrio do que o juiz eleitoral de Campos, Glaucenir de Oliveira, que persegue Garotinho de uma forma insana. Quando o magistrado mandou prender Garotinho e Rosinha com um aparato enorme, comentamos aqui na TI que eles não tardariam a ser soltos, porque a denúncia aceita pelo juiz não comportava prisão preventiva nem temporária. O magistrado campista é igual a Gilmar e deveria ser submetido a uma junta médica. (C.N.)

Temer confirma a “Tribuna da Internet” e admite que poderá disputar a reeleição

Animado com as pesquisas, Temer será candidato
Leticia FernandesO Globo
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Parece Piada do Ano, mas é verdade. Temer é candidatíssimo. Fica, assim, mais do que confirmada a notícia exclusiva da Tribuna da Internet, que vinha sendo noticiada aqui há vários meses, sobre a candidatura de Temer à reeleição. Ninguém queria acreditar, houve até quem ironizasse as informações que a TI dava, sempre com absoluta exclusividade. Pode ser que a partir de agora os institutos de pesquisa passem a incluir o nome de Temer entre os candidatos. E pode ser também que o ministro Henrique Meirelles enfim perceba que não vai ser apoiado pelo PMDB, digo, pelo MDB(C.N.)

Com medo de ser vaiado no avião, José Dirceu teve de viajar de carro a Curitiba

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A tornozeleira deu defeito e Dirceu teve de trocar
Mônica Bergamo
Folha
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É uma ironia do destino. Antes, Dirceu tinha jatinho particular à sua disposição. Agora, não pode mais viajar de avião, com medo das inevitáveis vaias a bordo. Pelo mesmo motivo, a senadora Gleisi Hoffmann está desesperada. Na última viagem a Brasília, foi admoestada mais uma vez. (C.N.)

Maluf deve cumprir a pena em sua mansão, que abriga uma famosa adega

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É claro que Maluf logo vai conseguir ser solto
Bernardo Mello FrancoFolha




Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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