sábado, dezembro 23, 2017

Com medo de ser preso, José Dirceu agora pede calma aos militantes do PT

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Dirceu viu que deu mancada e voltou atrás
Carlos Newton
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Dirceu mudou o tom, mas não mudou a estratégia. Quer provocar uma confusão dos diabos, porque sabe que está prestes a ser preso, devido ao resultado do julgamento do TRF-4, que confirmou sua condenação pelo TRF-4. Seus advogados apresentaram Embargos Infringentes, iguais aos impetrados pela defesa de Paulo Maluf, só para ganhar tempo. Por fim, a estratégia traçada por Dirceu neste artigo está furada, porque na reta final Lula terá impugnada sua candidatura e o PT já era. Como dizem os árabes, “Maktub” (Assim estava escrito). (C.N.)  

Situações extravagantes na tese de que Lula estaria sofrendo perseguição política

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Charge do Son Salvador (Charge Online)
Merval PereiraO Globo






Uma oportuna reprise da entrevista de Maluf a Geneton na GloboNews

Em 2015, Maluf nem imaginava ser preso
Pedro do Coutto







Dirceu ganha bela aposentadoria da Câmara e passa a receber R$ 15 mil mensais

O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), que foi solto por habeas corpus do STF, em foto de maio de 2017. (Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO)
Dinheiro não é problema para o milionário Dirceu
Por G1, Brasília
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A matéria do G-1 contém um grave erro, porque Dirceu não pode ser “absolvido”. Sua condenação foi confirmada por unanimidade pelo TRF-4, que aumentou a pena para 30 anos de prisão. Seus advogados recorreram só para ganhar tempo, e logo Dirceu voltará para Curitiba em Curitiba. A reportagem também esqueceu de dizer que Dirceu vai receber cerca de R$ 100 mil atrasados. E agora, passa a acumular uma renda superior de R$ 15 mil mensais, porque foi aposentado pelo INSS com R$ 5,5 mil, sem jamais ter trabalhado. Acredite se quiser. Aliás, dinheiro não é problema para Dirceu, que tem polpudas reservas no Panamá. (C.N.)

Já condenado em Nova York, José Maria Marin vai pegar uns 10 anos de cadeia

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Aos 85 anos, Marin passará este Natal na cadeia
Silas MartíFolha
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como diria David Nasser, falta alguém em Nuremberg, digo, falta a cúpula da corruptora TV Globo, que derrotou a TV Record numa licitação, mesmo com a emissora de Edir Macedo oferecendo R$ 100 milhões a mais(C.N.)


Câmara suspende salários e benefícios dos deputados presos – Maluf e Jacob,

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Os gabinetes de Maluf e Jacob serão fechados
Deu no G1, Brasília
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A chamada cota parlamentar significa um vultoso salário adicional, que o parlamentar pode gastar livremente, desde que não adquira bem pessoais. É só enfiar na conta a nota fiscal e estamos conversados, não há um controle eficaz de gastos abusivos. Há parlamentares que gastam em combustíveis um total absurdo, como se passassem dias e noite a rodar, sem parar, todos os dias. Chega a ser patética a prestação de contas. (C.N.)

Encontro secreto com os irmãos Marinho desmoraliza Temer e o Grupo Globo

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João Roberto e Temer se acertaram com facilidade
Marina Dias e Bruno BoghossianFolha
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reportagem de Marina Dias e Bruno Boghossian merecia ser manchete de toda a imprensa brasileira, mas foi publicada discretamente, por motivos óbvios. Revela a podridão que caracteriza a política brasileira e a grande imprensa. Presidente da República jamais não pode ter encontro secreto com empresários da mídia. Até porque, depois da reunião social, digamos assim, a linha editorial do Grupo Globo mudou e seu faturamento, também. O governo passou a ser muito generoso, despejando anúncios no Grupo Globo, através dos ministérios, das estatais e do sistema S. Alguém pode explicar por que o SESC está patrocinando os programas diários “Globo Esporte” e “RJ TV”, além de anunciar insistentemente no jornal O Globo? E por que o Sebrae se tornou um dos principais anunciantes do “Domingão do Faustão”? Qual é o retorno dessa gastança com recursos do povo? Para disfarçar, o governo distribui patrocínios também às outras emissoras, e o SESC está bancando o “Jornal da Band”. Entre as revistas, tudo OK, e a primeira a ser amaciada foi a “IstoÉ”. Tudo isso é nojento, revoltante e desanimador, justifica impeachment do governante. Mostra que Temer não tem decoro e o Grupo Globo não tem dignidade. Os dois se merecem e têm os mesmos interesses. Depois voltaremos ao palpitante assunto. (C.N.)

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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