sexta-feira, dezembro 22, 2017

A discussão não é pipoca, cuscuz ou bananas podres, e sim o dinheiro que chega para merenda escolar em Jeremoabo.

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Semana passada publicamos uma matéria a respeito da merenda escolar fornecida para os alunos das escolas do Município de Jeremoabo, a discussão foi longa, porém, a turma de choque que defende o " interino" , na ânsia de defender o indefensável, não entendeu o conteúdo da denuncia, fugindo do assunto e chegando a falar das propriedades nutritivas dos cuscuz, pipocas e bananas podres.
O que o cidadão, os pais de alunos querem saber, é o que fizeram com o dinheiro que chega para a merenda escolar.
Onde o dinheiro foi aplicado, e está provocando a distribuição de merenda ineficiente e de péssima qualidade?
O mau uso do dinheiro público que deveria ser empregado para uma merenda escolar de boa qualidade em Jeremoabo, não é privilégio do " interino", já vem de longe, cujo únicos prejudicados são os alunos.
Para esclarecimento transcreverei abaixo como deve ser a merenda escolar em Jeremoabo, conforme determinação da Lei:

Alimentação de qualidade é fundamental para a educação

Educação

Estudantes e profissionais da educação apontam para a necessidade de boas refeições no horário escolar para melhorar o rendimento nas aulas
por Portal Planalto
Foto: Marcos Corrêa/PRCerimônia de Anúncio de recursos para Merenda Escolar
Cerimônia de Anúncio de recursos para Merenda Escolar
A liberação de R$ 465 milhões para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), anunciada nesta quarta-feira (8) pelo presidente da República, Michel Temer, reforça a importância das refeições feitas dentro do ambiente escolar. Esta é a opinião de profissionais da área que acompanharam o anúncio feito no Palácio do Planalto.
O relato da merendeira da escola municipal de ensino fundamental de Praia Grande, em Salvador (BA), Dejanira de Souza reforça a necessidade de uma alimentação de qualidade para as crianças. Segundo ela, muitos alunos precisam das refeições na escola para complementar as refeições de casa.
“Tem alunos, tem muitos, que vão para a escola sem tomar café. E tem muitos meninos que a gente fica mesmo com pena, quando chega lá: ‘não tomei café. Ô, minha tia, cadê a minha merenda, cadê aquele mingau, cadê aquele abará?’ Porque sem a merenda, eles não ficam. Muitos necessitam mesmo de merenda”, disse, em entrevista ao Portal Planalto.
Essa realidade é comum para vários estudantes do País. Maria de Lourdes Fidelis, que é merendeira em escola pública de ensino fundamental em Matelândia (PR), conta que vê no cotidiano “bastante criança pobre, que não tem uma alimentação correta”. “Saem de casa, que é longe, às 5h30 da manhã, vêm para a escola sem nada. E, às vezes, chegam ali, passam mal mesmo, e sem comer”, afirmou
Desempenho
Estudante do ensino médio de escola pública estadual em Goiânia (GO), Vitória Soares já presenciou esta realidade. “Muitos [colegas] não se alimentam em casa e precisam dessa merenda na escola. Uma amiga minha já desmaiou porque ela não tinha se alimentado em casa. E ela chegou e falou assim: ‘eu necessito do lanche da escola’”, contou.
A estudante ressalta que as refeições são fundamentais para todos os alunos, principalmente quando a escola é de tempo integral, como a dela. “Quando um aluno está bem alimentado, ele se concentra mais”, afirmou.
O ministro da Educação, Mendonça Filho, reforçou que o Pnae é fundamental para o desempenho do aluno na sala de aula. Ele vê o programa como uma política pública que valoriza a educação. “Na medida que temos uma merenda de boa qualidade, atraímos mais estudantes para a sala de aula e, ao mesmo tempo, o aprendizado do aluno é diferenciado”, disse o ministro.
E é essa boa notícia de investimento na educação que a merendeira Dejanira quer levar de volta para a capital baiana. Ela diz que vai voltar satisfeita e que vai “anunciar” os recursos para a escola toda. “A importância do recurso, muito bom, muito bom para as nossas crianças, porque ele [o presidente] falou isso de coração, pensou muito nas crianças. Os alunos vão tudo gostar, os pais dos alunos, professores, tudo vão gostar”, adiantou.
Fonte: Portal Planalto

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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