segunda-feira, março 31, 2014

A ONG-Transparência Jeremoabo está preparando Ação contra a Secretária de Administração por improbidade.



Diante dos comprovantes por escrito que estão a disposição da ONG-Transparência Jeremoabo, já está na hora de entrar com uma Ação na Justiça por Improbidade e Ressarcimento do erário público conta a Secretária de Administrarão da Prefeitura Municipal de Jeremoabo, por usufruir  de carro oficial para uso particular, inclusive há relatos que a mesma usa para ir à festa na cidade de Cícero Dantas. 

Como este Blog juntamente com a Prefeitura Paralela, está fiscalizando    o desgoverno "anafel" 24(vinte e quatro) horas  por dia, e como estão se vendo acuados, ninguém tome por surpresa que a qualquer momento tentem censurar esse BLOG.

Mas porque a ONG deverá entrar de imediato com uma ação?

Porque " o artigo 116 da Lei n.º 8.112/90 prevê entre os deveres do servidor (incisos II, III e IX) o de ser leal à instituição a que servir, de observar as normas legais e regulamentares e de manter conduta compatível com a moralidade administrativa. Já o inciso XVI do artigo 117 da mesma lei proíbe ao servidor utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. A decisão administrativa concluiu que o agente público atentou contra esses dispositivos legais."

Se a Justiça  mantém expulsão de policial militar que usou viatura oficial para ir a festa de carnaval, porque em Jeremoabo pode usar para ir a FESTA EM CÍCERO DANTAS

Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/justica-mantem-expulsao-de-policial-militar-que-usou-viatura-oficial-para-ir-festa-de-carnaval-11776314.html#ixzz2xXkvhmzm.


Se a prefeita juntamente com a Secretária de Administração não revogaram o Art, co Código Penal, usar carro oficial em benefício próprio se enquadra em:

De acordo com a legislação brasileira em vigor o secretário está cometendo o crime de Improbidade Administrativa além de o fato ilícito está apregoado no artigo 312 do Código Penal Brasileiro, nesse sentido estabelece em seu caput que:Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio”
Pena: reclusão de dois a doze anos, e multa.

Portanto, senhores leitores, esse é o pessoal que se arvora

 DONO DA VERDADE.


Foto de Brasil Contra Corrupção.



Ministro Celso de Mello reconhece liberdade de imprensa em ação

  • Para justificar sua decisão, magistrado disse que pouco importa se as opiniões expressadas são duras, irônicas ou até mesmo impiedosas


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/ministro-celso-de-mello-reconhece-liberdade-de-imprensa-em-acao-11708440#ixzz2xZ4aIFln 
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ANDRÉ DE SOUZA(EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
Publicado:
BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello suspendeu uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que condenava a editora Abril a pagar uma indenização de R$ 10 mil ao ex-governador do DF Joaquim Roriz. Para justificar sua decisão, o ministro fez uma enfática defesa da liberdade de imprensa, dizendo que pouco importa se as opiniões expressadas são duras, irônicas ou até mesmo impiedosas.
Matéria publicada pela revista “Veja”, da editora Abril, em dezembro de 2009 associou Roriz aos crimes investigados pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que levou à queda do então governador José Roberto Arruda. Insatisfeito, Roriz foi à Justiça e obteve uma decisão favorável da 14ª Vara Cível de Brasília, que fixou uma indenização de R$ 100 mil. Nova decisão, do TJDFT, manteve a condenação, mas reduziu o valor para R$ 10 mil.
No recurso ao STF, a editora alegou que a decisão do TJDFT violou os preceitos constitucionais da liberdade de manifestação e de expressão e do direito ao acesso à informação. Na decisão suspendendo a indenização, o ministro Celso de Mello destacou que a imprensa livre é "condição fundamental" para a solução de conflitos sociais, a promoção do bem-estar e a proteção da liberdade.
Disse também que o exercício correto da liberdade de expressão dá ao jornalista o direito de manifestar crítica. Assim, a publicação de observações em caráter mordaz ou irônico, ou de opiniões em tom de crítica “severa, dura ou, até, impiedosa”, sobretudo contra figuras públicas, independentemente de ocuparem cargos públicos, não é passível de reparação civil. Na época em que a matéria foi veiculada, Roriz não tinha nenhum cargo na administração pública.
“Nada mais nocivo, nada mais perigoso do que a pretensão do Estado de regular a liberdade de expressão (ou de ilegitimamente interferir em seu exercício), pois o pensamento há de ser livre, permanentemente livre, essencialmente livre”, afirmou o ministro na decisão.
"É preciso advertir, bem por isso, notadamente quando se busca promover a repressão à crítica jornalística, mediante condenação judicial ao pagamento de indenização civil, que o Estado – inclusive o Judiciário – não dispõe de poder algum sobre a palavra, sobre as ideias e sobre as convicções manifestadas pelos profissionais dos meios de comunicação social", disse Celso de Mello em outro trecho da decisão.
Defesa da liberdade de expressão
Ele citou decisões de várias cortes brasileiras, entre elas o próprio STF, e do exterior, para defender a liberdade de expressão e suspender a indenização. Além disso, Celso de Mello condenou Roriz ao pagamento das custas do processo.
Roriz foi governador do DF por quatro vezes, totalizando 12 anos e nove meses no poder. Em 2006, ele deixou o cargo para se candidatar ao Senado. Venceu a eleição e assumiu o mandato em 2007, mas ficou poucos meses no cargo. Em julho daquele ano, ele renunciou ao mandato depois de ter seu nome envolvido em denúncias de corrupção no Banco de Brasília (BRB). Devido à renúncia, Roriz foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e, por isso, está inelegível até 2023, quando terá 86 anos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/ministro-celso-de-mello-reconhece-liberdade-de-imprensa-em-acao-11708440#ixzz2xZ4h5EUD 
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ATO EM HOMENAGEM À RESISTÊNCIA E A LUTA PELA DEMOCRACIA
http://goo.gl/dWlndB
#DitaduraNuncaMais
Os 50 anos do golpe político que instaurou a ditadura militar no Brasil por 21 anos será lembrado em Ato Público na Câmara dos Deputados na próxima terça-feira, primeiro de abril. O ato é uma homenagem a todos os brasileiros que resistiram ao golpe e lutaram pela democracia.

ASSIM MESMO AINDA EXISTE CENSURA 


NO BRASIL!!!




Waldir Pires detalha antes, durante e depois do golpe

:
Homem

Noblat lembra 362 mortos e desaparecidos da ditadura

:
No dia em que o golpe que derrubou João Goulart completa 50 anos, colunista Ricardo Noblat lista o nome de vítimas dos 21 anos da ditadura militar no Brasil

  • Ewerton Almeida Jeremoabo

    Da Serra da Santa Cruz
    Com as estórias de Chico Gato,
    Da ararinha azul de Lear ,
    Do Caritá, Pedra Furada 
    E do Raso da Catarina

    Do lendário Rio Vasa Barris
    Em cujas margens em Canudos
    Antonio Conselheiro
    Com sua fé e bravura
    Para o mundo fez vitrina

    Da centenária Paróquia
    Se São João Batista
    Com zabumbas e a filarmônica
    Tocando e alegrando bonito
    Nas suas novenas juninas

    Jeremoabo

    De Coronel João Sá
    Pedro Alexandre,
    Santa Brígida
    E Sítio do Quinto

    Jeremoabo

    De Regina meu amor,
    Do Barão
    De Maria Bonita 
    Que enfeitiçou,
    Virgulino o Lampião!
  • Jose Dantas Grande Ewerton, só que atualmente Jeremoabo está diferente da do seu tempo, hoje está humilhada, desmoralizada e assaltada.


"A corrupção quebra o princípio da confiança, o elo que permite ao cidadão se associar para interferir na vida de seu país, e ainda degrada o sentido do público. Por conta disso, nas ditaduras, a corrupção tem funcionalidade: serve para garantir a dissipação da vida pública. Nas democracias – e diante da República – seu efeito é outro: serve para dissolver os princípios políticos que sustentam as condições para o exercício da virtude do cidadão. O regime militar brasileiro fracassou no combate à corrupção por uma razão simples – só há um remédio contra a corrupção: mais democracia".


População pobre será a mais afetada por mudanças climáticas, diz estudo









A CENSURA DITATORIAL, UM FESTIVAL DE BESTEIRAS QUE ASSOLOU O PAÍS

Celso LungarettiemNáufrago da Utopia - Há 5 minutos

*O humor combatendo o horror**F*uçando nos blogues de cinema à cata de filmes para baixar, deparei-me com um que havia esquecido por completo: *A rebelde* (*La califfa*), de um diretor italiano pouco prolífico, Alberto Bevilacqua. É de 1970 e tem Romy Schneider e Ugo Tognazzi nos papéis principais. Na época eu o vi, mas não me marcou nem foi sucesso de público ou crítica. Trouxe-me, contudo, à lembrança um dos incontáveis episódios bizarros da ditadura militar. Como bem sacou o genial Sérgio Porto, o dia 1º de abril de 1964 marca o início do *festival de besteiras que assolou o paí... mais »




QUEM VENDEU A PETROBRAX ?
FHC E EROS GRAU




Como o povo de Jeremoabo poderá acreditar no desgoverno “anafel”.?



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#BrasilContraCorrupção

Há mais de ano, o desgoverno “anafel” e os capitães do mato, perseguindo os proprietários dos TRAILERS, dando uma de ditadora,  arrombou, se apoderou e derrubou os barracos ali existentes.
Alegou que os outros mais irregulares ainda, não seria punidos com o mesmo ato de vingança, porque os proprietários possuíam Alvarás de Funcionamento por um ano.
Justificativa essa muito fajuta, mas vamos fazer um sacrifício e acreditar como se fosse verdade.
Então perguntamos: prefeita “anabel” já existe mais de uma ano, e a senhora com a secretária de administração estão fazendo vistas grossas, vista de mercador, como quer que o povo acredite nas suas palavras, se não são cumpridas, se estão acima da lei.

Infelizmente  muita gente acreditou nesse estelionato eleitoral...
"FLUNAOVENCE" esse é o novo nome do fluminense.  Últimas 30 partidas entre Vasco x flunaocence, vasco ganhou 20, p resto foi empate e algum aborto. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


“Para evitar um novo golpe militar, temos que encarar o regime democrático com responsabilidade, porque temos, hoje, uma classe política no Brasil que não se dá o respeito. A corrupção é, hoje, a maior ameaça à construção de um País democrata e de instituições sólidas. Há hoje, no País, uma relação extremamente promíscua no seio da classe política que, na minha opinião, corrói o sistema representativo. Com a falência das instituições democráticas, tem-se a oportunidade de aventuras golpistas que podem, concretamente, ameaçar a existência e consolidação do regime democrático”, disse Figueiredo.



Petrobras, golpe e impostos marcam semana

MP sobre Impostos na Câmara, relatada por Eduardo Cunha, trata de parcelamento de dívidas e até de aeroportos
Congresso e Palácio do Planalto se movimentam para criar, ou esvaziar, as investigações sobre irregularidades na estatal. Nos 50 anos do golpe, um busto para Rubens Paiva. STF julga fim das doações de empresas para campanhas
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O golpe de 1964, o ódio e a truculência verbal na internet

Deputado do PSDB diz que país não agüenta mais intervenções do PT

Jornais: cláusula ampliou prejuízo da Petrobras em US$ 85 milhões









Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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