terça-feira, março 25, 2014

Não foi atoa que ‘anabel” conseguiu ser prefeita de Jeremoabo.


Para se candidatar a prefeita de Jeremoabo “anabel” estagiou e angariou Know-how com uma oligarquia que se apoderou de Jeremoabo há décadas .
Após assumir o desgoverno municipal vem fazendo de tudo para colocar Jeremoabo no fundo do poço, onde diga-se de passagem, que falta pouco para conseguir.
Com o povo menos esclarecido, desprovido de cultura e conhecimentos, ela já sabe os métodos que vem dando certo, não se importando com os meios, porém com os fins.
Uma das barreiras que o desgoverno ainda não havia testado era os estudantes universitários, em número de centenas.
Sabedora que a população de Jeremoabo é pobre, não dispõe de recursos para bancar o transporte escolar, mesmo sabendo que é um direito dos estudantes, resolveu vender dificuldades para colher facilidades.
Mesmo conhecedora que as cidades circunvizinhas bancava o transporte, passou um ano e meses não querendo nem tomar conhecimento, embora a gritaria e os protestos fossem gerais, tanto por parte dos universitários, quanto dos sites e redes sociais.
Notando que a pressão era grande, já tinha extrapolado Jeremoabo, e de olho nas eleições vindouras, resolveu dar uma de boazinha, dando como se fosse uma esmola, a insignificante ajuda de 50% do valor das passagens.
O inacreditável, e que deveria ir para o impossível acontece, é que depois de toda essa humilhação, todo esse desrespeito, todo esse massacre, após receberem a carta de euforia, ainda teve quem através das redes sociais tecesse elogios a mesma por haver cumprido com sua obrigação.
Quem garante que esses elogios não foram por se tratar de excepcionalidade ?
Para não alongar muito, transcreverei o elogio gracioso e bizarro, bem como o link da última matéria que fizemos pela falta de respeito aos estudantes de Jeremoabo, bem como o demonstrativo já exposto acima,  das cidades que cujos prefeitos cumprem com sua obrigação, e respeito ao dinheiro púbico.

Todavia, não deixa de ser uma vitória, mesmo sendo “vitória de Pirro”


Boa noite caros colegas Universitários
Hoje é um dia de muita alegria para nós, pois conseguimos a tão sonhada conquista “Nosso Transporte”, não foi integralmente, mas foi “a forma que puderam ajudar” e devemos sim ficar felizes. Gostaria primeiramente de agradecer ao grande Pai pelo objetivo desejado e congratular algumas pessoas que contribuíram diretamente com esse sonhado resultado, são eles Lyandro, Vaneide, João Batista, Camila, Jislaine, Manuela, Diego, Andre e Cauã. Não dizendo que os outros não contribuíram, mas essas pessoas foram os que fizeram com bastante afinco a engrenagem girar para hoje termos essa vitoriosa conquista, nobres colegas de luta a vocês desejo essa vitoria! Agradecer também aos secretários que muito contribuíram para o que foi conseguido hoje, são eles Josemar, Michele, Jean, Doutor Alex e em especial ao Chefe de gabinete Marcos de Kodó que muito se empenhou e se hoje alcançamos o resultado, ele tem uma grande parcela ajuda, sou suspeito, mas PARABENS MARCÃO! E por fim agradecer a excelentíssima senhora prefeita Anabel que de forma responsável fez o que muitos homens não fizeram que é ter repeito em de lidar com a Res-Pública (coisa pública) fazendo com que até o fim do seu mandato não percamos nosso tão necessitado transporte, afinal foram essas as palavras pronunciadas por ela. Então Anabel a senhora comprovou que apesar da “demora” o resultado final foi excelentemente construído e hoje estamos tranquilos com o nosso transporte. Essa façanha creditamos à senhora, sinta-se abraçada pelos mais de 400 estudantes deste município.
E dizer aos Universitários que este espírito de pelejar (na linguagem do sertão) se perpetue em nossas vidas, lutar sempre, desistir jamais.
Termino deixando uma bela mensagem que resume muito bem a nossa trajetória: "Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você vai bater e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha..." (Rocky Balboa)
Um forte Abraço e a luta não para por aqui!!!
Este link foi a última matéria publicada a respeito deste assunto:



Foto de Reclame Aqui.


E para encerrar por hoje esse assunto,  Segue abaixo um texto escrito há 12 anos que, infelizmente, ainda é muito atual. 

Não me dê esmolas, pelo amor de Deus!!! 
Senhor Redator: 
Já tentamos falar aos quatro cantos: aos que dizem que nos 
representam, aos que nos geraram, aos que nos conduzem por aí afora,
aos que nos movem e nos comovem, a todos, Sr. Redator! O governo do 
país já sabe do nosso pedido e nada de concreto e real foi feito. 
Deu-nos alguns engodos para paliar e descomprometer o papel que lhe 
cabe. 
Dos APROVEITADORES, nem falamos mais! Esses vivem "se fazendo" às 
nossas custas... 
Vendem a nossa imagem em troca de mordomias e de desafetos. Brigam 
entre si para ver quem aproveita mais do poder de iludir e de 
trapacear! 
Não aguentamos mais essa farsa, essa desventura, essa desgraça! 
Somos esquecidos, usados e abandonados por todos aqueles que não 
acreditam em nós, inclusive os que arvoram nos representar... 
Todos nos olham com o olhar da "piedade misericordiosa do Senhor" e 
nos humilham como seres humanos! 
Senhor Redator, publique e propague a todos os cantos, pela sua gentileza... 
Peça que NÃO NOS DÊ MAIS UMA ESMOLA PELO AMOR DE DEUS... 
Alerte que não seja dado dinheiro aos pedintes que o fazem em nosso nome! 
Peça que não dê esmolas que sequer nos saciam a fome, a sede, a nossa dor... 
Senhor redator, por favor, divulgue que queremos ser cidadãos, dignos 
e iguais a todos... 
Queremos sim, estudar com dignidade, morar e comer com decência, ter 
direito a ir e vir, trabalhar e ser pleno como ser humano... ESMOLA 
MAIS NÃO, senhor Redator! 
Por favor, coloque nas manchetes, que precisamos acabar com o "mercado 
da esmola" em nome do cego... 
Queremos ter o direito de ser felizes e plenos sem passar sempre pelo 
olhar da piedade...ESMOLA MAIS NÃO, PELO AMOR DE DEUS!!! 
Sei que alguns gostam e se acomodam, mas, eu e muitos de nós, não!!! 
Entretanto, vivem pedindo esmolas em meu nome e em nome dos meus 
companheiros: Dê uma esmola ao ceguinho, pelo amor de Deus! 
Não, Sr. Redator, não posso mais me calar diante disso! 
Publique em seu jornal, com grandes manchetes e letras garrafais, que 
as pessoas desse mundo não devem dar mais dinheiro como esmolas para 
cegos e para quem pede em nome desses! 
Ajudem-nos sim a construir um mundo igual! 
Ajudem-nos a falar de educação plena e com livre acesso para nós cegos
e para os outros discriminados desse país! 
Ajudem-nos a acabar com o "tutelanismo conveniente e depravado" que 
existe e para o qual usam o nosso nome! 
Ajudem-nos a criar leis que propiciem dignidade a nós os cegos como 
cidadãos plenos de uma sociedade tão injusta consigo mesma! 
Ajudem-nos a crescer como seres humanos e não como eternos pedintes de 
favores e de esmolas sem que elas nada nos tenham dado em troca real 
até agora! 
Brade, Sr. Redator, publique mil vezes na primeira página desse 
jornal, para que essa amargura e desventura da esmola saia de mim e de 
meus companheiros... 
Coloque em todas as cores e de todos os tamanhos! NÃO! 
NÃO NOS DÊ MAIS ESMOLA, PELO AMOR DE DEUS!!! 
Marilza Vieira de Matos Salvador-Ba 12 de abril de 2001 
Cega desde os 28 anos de idade

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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