sexta-feira, março 14, 2014

O país evoluiu, Jeremoabo não.





Desde que a oligarquia foi instalada em Jeremoabo, os “ilustres” fizeram de tudo para que o povo permanecesse aculturados, sendo que essa mentalidade mesquinha continua até os dias de hoje.
Ao notar o entusiasmo de muitos na celebração do Jubileu de ouro do Colégio Municipal São João Batista, me chega a mente um episódio que ficou marcado no meu superego.
Estou me referindo a uma reunião que houve na residência do Juiz de Direito naquela época, o Dr. Cícero Dantas Britto, reunião essa, para criação de um GINÁSIO em Jeremoabo, pois naquele tempo o estudante só conseguia estudar até a Admissão, o que corresponde hoje ao primeiro período do ensino fundamental.   
Além do Dr. Cícero, eram componentes daquela reunião: Dr. Sá, Vicente de Paula Costa, João Montalvão, Abelardo Santana, o saudoso Manoel Hugo, o Cel. Valadares, o falecido padre Francisco e outros que peço desculpas por falha de memória.
Essa reunião estava progredindo com todo êxito, quando partiram para os “finalmentes”, padre Francisco exigiu que o Cargo de Diretor fosse vitalício, e reivindicou esse cargo para ele.
Não houve acordo, e tudo foi por água abaixo.
Posteriormente, o Cel. Valadares com a cara e a coragem, se juntou a outros abnegados e fundaram o Colégio São João Batista como se diz na gíria:  “ na marra”.
Seria injustiça minha se não citasse o apoio principal do hoje falecido José de Catulino, que cedeu a  sua casa para que o Colégio funcionasse e não fizesse parte do “já tinha”.
Após esta introdução vocês poderão indagar: mas o  que isso tem a ver com “ Jeremoabo não evoluiu”.
É simples responder: Jeremoabo nos dias atuais permanece vivendo o mesmo atraso daquele tempo, com a prefeita dificultando tudo para a evolução e desenvolvimento da educação e cultura como naquele tempo.
Antigamente para que qualquer cidadão de Jeremoabo  frequentasse  uma universidade só havia dois caminhos; ou o pai era político e rico, ou então tivesse algum parente que residisse na Capital e fizesse a caridade de aceitar como hospede.
Hoje em Jeremoabo a única diferença é que cidades circunvizinhas progrediram, criaram Faculdades a exemplo de Paulo Afonso e Paripiranga dentre outras, o que de certa forma e com muito sacrifício, as vezes tirando o pão da boca do filhos conseguem estudar.
A oligarquia falida hoje representada pela prefeita, não mede esforços em dificultar o máximo que pode, nem um simples transporte escolar, é capaz de patrocinar para mais de duzentos universitários que se deslocam para as cidades já citadas.

Enquanto isso dinheiro para secretária esnobar com carro oficial em festas na cidade de Cícero Dantas, não falta, sem falar no dinheiro sangrado pelo ralo da corrupção.






A cada dia percebe-se a falta de eco entre Legislativo - povo. No Congresso permanece e persiste apenas o dialogo estéril. As próximas eleições vêm aí!


O Cafezinho - A lição dos embargos, segundo Paulo Moreira Leite
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Lewandowski prenuncia era de civilidade no STFhttp://brasil247.com/+vbnz9 Na cadeira mais alta do Supremo, conduzindo o desfecho da AP 470, ministro Ricardo Lewandowski resgata modos e posturas perdidos na gestão de Joaquim Barbosa. Sem gritos, bate-bocas ou sobressaltos, sessão histórica desta quinta-feira teve ritmo, clareza e, especialmente, respeito entre contrários. Tudo do que pouco se viu nos últimos tempos. Não por acaso, o próprio Barbosa só apareceu por lá no fim
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Balanço geral
Dos 40 réus em 2006, 24 foram condenados. Doze cumprem pena em regime semiaberto, oito em fechado e quatro prestam serviços à comunidade. (Clique aqui)


Duplo grau de jurisdição
Os criminalistas Sérgio Leonardo (Marcelo Leonardo Advogados Associados), Fábio Tofic Simantob (Tofic e Fingermann Advogados), Eduardo Muylaert (Muylaert, Livingston e Kok Advogados) e Antonio Ruiz Filho (Ruiz Filho e Kauffmann Advogados Associados) abordam, em entrevista à TV Migalhas, a possibilidade de um novo julgamento da AP 470 na Corte Interamericana de Direitos Humanos. (Clique aqui)




A saúde em Jeremoabo

Parece que a prefeita e seu Secretário de Saúde, estão fazendo o povo de cobaia.
Está evidente que encontraram um método simples e barato para saber se o caso do paciente é simples ou grave, sem precisar realizar exames, ou seja, mais uma maneira de economizar dinheiro.
O método é simples, o paciente que necessitar de atendimento médico, ao se deslocar ao Hospital, conseguindo transpor a buraqueira, e chegar vivo, com qualquer dipirona ficará curado









Segredos da Viúva




Certo cidadão de Jeremoabo descobriu o segredo da panelinha matar e morrer para não perder a mamata da viúva.
Diz ele, que a prefeitura faz até milagres, e cita o ex-prefeito marido da atual prefeita, coisa em família mesmo.
Segundo ele a seca há muito vem assolando o nordeste e Jeremoabo, até o Rio Vaza Barris se encontra praticamente sem permitir que o povo irrigue, no entanto mandou umas fotos da propriedade do ex-prefeito tista, propriedade essa situada na passagem da Beira do Rio ai em Jeremoabo, mais precisamente nas passagem dos algodões, onde milagrosamente ele consegue água para irrigar, e possuiu em pleno verão a maior campineira.






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Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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