quinta-feira, dezembro 30, 2010

Final de um ciclo

FINAL DE UM CICLO

No dia 31.12.2010 se encerra o ciclo de Luís Inácio da Silva – Lula -, "o cara", como Presidente do Brasil com índice de aprovação de 83%, somados os conceitos ótimo e bom, que se acrescidos do conceito regular de 13%, a aprovação é de 96%, desaprovado apenas por 4% que o acham ruim ou péssimo. O índice de aprovação do Governo Lula suplantou os índices atribuídos a Bachelet e Nelson Mandela, presidentes do Chile e da África do Sul, respectivamente. Nunca na história do Brasil ninguém chegou a tanto, não se esquecendo que na Era Vargas não há registro de pesquisa, pelo menos, de que eu tenha conhecimento. No artigo "Genocídio à Brasileira", de 25.09.2006, criticando normas internas do Ministério da Previdência sob comando de Berzoini, tive a oportunidade de anotar: "A liderança política do Presidente Lula é um fenômeno popular, e isso é um dado correto, tal qual foi Getúlio entre as décadas 30 e 50, respeitadas as peculiaridades e as respectivas épocas."

Quando se anunciava a vitória de Lula na sua primeira eleição os saudosistas que viveram apegados as benesses do poder espalharam que se eleito Lula as empresas multinacionais iriam para outros países com medo da estatização e o país poderia entrar em situação caótica. Nada disso aconteceu. Para completar, Lula tinha educação mínima, era egresso do sindicalismo e retirante da seca. Em seguida, no curso dos seus mandatos o segmento infantil paulista deu início ao movimento "Cansei" e de par criaram a figura do mensalão para ensejar um golpe de Estado. Nada aconteceu e sobre o movimento Cansei, em texto que circulei amplamente na internet eu escrevi "Cansei dos Imbecis".

Enquanto na "Era Vargas" o gaúcho lançou as bases para o desenvolvimento nacional, a "Era Lula" consolidou o resgate do princípio da dignidade do cidadão ao combater a pobreza, o que fez o Brasil ser exemplo para o mundo. Lula incluiu grande parte da população no mercado consumidor lhes assegurando o acesso a bens e serviços inimagináveis. O exemplo disso é a produção chamada linha branca, o aumento do número de veículos que circulam pelas ruas e estadas brasileiras e o congestionamento nos aeroportos, setor de serviços usufruído expressivamente pelos integrantes da classe "C".

Enquanto a elite política brasileira não compreendia o fenômeno Lula ele combateu a pobreza, fomentou o desenvolvimento, diminuiu a desigualdade econômico-sociail e regional incrementando investimentos públicos nas áreas menos esquecidas do Brasil. Os Estados nordestinos como a Bahia, Pernambuco e Ceará apresentam índices de crescimento superiores aos Estados do Sul. Ainda na última 3ª feira, 28.12, no lançamento da pedra fundamental da Fiat em Recife-PE o governador Eduardo Campos anunciou que somente no Complexo Portuário de Suape se dispunha no momento de mais de 70.000 postos de trabalho. O índice de desemprego bateu em 5%, o menor de toda história nacional. Hoje o grande problema na área de geração de empregos é a mão de obra qualificada, o que nos levou a ter que importar mão de obra.

Na crise da carteira hipotecária norteamericana era tão sólida a economia nacional que o Presidente Lula disse que para nós não passaria de um "efeito marola" (pequenas ondas no mar). Lembro-me que a grande imprensa chegou a ridicularizar a afirmativa presidencial e depois teve que engolir como o Brasil teve que engolir Zagalo. Enquanto a economia norteamericana padece de seus males e a Europa estagnou, o Brasil com mais a China, Rússia e Índia passaram a influir positivamente na economia mundial e nos mais variados temas. No "Ciclo Lula" o Brasil saiu de seu complexo terceiro mundista (expressão criada pela sociologia francesa para os países pobres das Américas e da África) e se inseriu no contexto das Nações demonstrando força, daí a expressão de Barack Obama "ele é o cara".

Verificados os números, temos um dos maiores mercados internos e ao mesmo tempo as empresas brasileiras avançaram no mercado internacional e são encontradas em quase todos os países do mundo, o que vale dizer, diferentemente do que diziam os governos militares que era preciso "aumentar o bolo para depois reparti-lo", no "Ciclo Lula" enquanto o bolo crescia era repartido entre a sociedade, em só tempo, e o exemplo maior foi a inserção das classes menos favorecidas aos bens de consumo e crescimento no setor da indústria e serviços.

No Brasil havia uma concepção de que a direção da administração pública deveria ser reservada a quem frequentou, como aluno ou professor, a Sorbonne na França, ou Havard nos Estados Unidos, com avaliação de se manter os privilégios dos favorecidos, distribuir migalhas aos pobres (frentes de trabalho e carros pipas) e enganar, o quanto possível, a classe média que jogada na água bóia conforme os ventos. Lula, um homem comum e é tão comum que seu sobrenome traz "Silva", com sua linguagem e maneira de ser, teve a sensibilidade de perceber os anseios mais imediatos e mudar a sociedade dentro das regras institucionais, sem sequelas.

Não por coincidência o Brasil sediará a próxima Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos, destacando-se que a quem Deus abençoa será recompensado, nas suas administrações foram descobertas as reservas petrolíferas do pré-sal que colocará o Brasil como uma dos maiores exportadores de petróleo.

Nas últimas eleições os "serristas" desprovidos de discurso político e incapazes de compreender o "fenômeno Lula" afirmavam que o que Lula fez foi com base no que Fernando Henrique deixou. Ledo engano. Qualquer pessoa poderá indicar 20 itens que distanciaram Lula do Governo FHC. De outro lado, se diz que a corrupção nunca cresceu tanto quanto nos governos Lula. Outro engano. Lula por intermédio da Polícia Federal escancarou o lado mais podre da sociedade brasileira. A corrupção que não é apenas um fenômeno negativo nacional (a China que aplica a pena de morte para o ímprobo demonstra preocupação com a corrupção nos órgãos governamentais). A corrupção, infelizmente, faz parte da cultura do homem e será impossível removê-la. O que é possível é mitigá-la. Quando o cidadão é alertado pelo guarda de trânsito que será multado o impulso imediato é meter a mão do bolso, retirar o dinheiro e oferecê-lo para manter sua suposta imunidade. Quem não age com ética não poderá exigir conduta ética de ninguém.

Lula não somente abriu as claras os atos atentatórios a moralidade pública como ainda alertou a sociedade para ficar atenta. O combate a corrupção não deve ser um ato isolado, deve ser permanente, cabendo a cada cidadão fazer a sua parte. Os reclamos do Poder Judiciário para textos legais mais ágeis foram respondidos por Lula, como no caso da reforma do Código de processo penal.

Não menos importante foi o resgate do ensino público brasileiro. Enquanto nas administrações FHC se destroçou o ensino público em proveito dos empresários da educação, Lula atuou de forma contrária. Investiu maciçamente no ensino fundamental, ampliou as universidades federais, instalou mais de 200 escolas técnicas e proporcionou o acesso as universidades aos menos favorecidos por meio dos diversos programas.

Ninguém em um só texto será capaz de avaliar os governos Lula, nem mesmo ele por meio do registro de suas realizações e quando coloco no título "Final de um Ciclo" e não "Final de uma "Era", como a "Era Vargas", é porque não sei como será o dia de amanhã. Para mim, no Brasil deveria acontecer o que acontece nos Estados Unidos. Quem presidiu o país não mais poderá ocupar cargos públicos e nem dar pitaco na vida nacional. Quando muito, em situações, os ex-presidentes serão consultados. Se amanhã sua sucessora não for capaz de manter o "ritmo Brasil" Lula não deverá voltar, mesmo porque, o que caracteriza o regime democrático é a alternância do poder.

Lula quando chamado respondeu aos anseios da Nação, o que é atestado pelo alto índice de aprovação ao seu governo. Foi um "Ciclo" muito bom para o Brasil.

CONTA DE CONSUMO. Vou reclamar junto ao amigo Aurílio. Quando chove falta energia em vários pontos da cidade e quando há atraso no pagamento da fatura de consumo, antes dos pré-avisos, são dois, 15 dias e 72 horas (Portaria-DNAEE-466/97), o cortador de energia de elétrica cuja empresa empregadora recebe por corte e religação mete o sarrafo e deixa o cristão sem energia, esteja o morador em casa ou não, e o pior, é a educação deles, um modelo a não ser seguido. O consumidor que esteja com atraso no pagamento e não foi pré-avisado do corte poderá pleitear indenização por danos morais e materiais comprovados perante o Juizado Especial (REsp 783575 RS – STJ e APL 990103517644 SP- TJSP). Consultado sobre a matéria, como não atuo no Juizado especial, aconselhei aos prejudicados a procurarem alguma associação de defesa do consumidor. Parece que meu amigo Luiz Neto (advogado), assiste a uma delas.

DANÇA POLÍTICA. Pelo menos parece que em Paulo Afonso a corrida eleitoral para 2012 já teve partida. Isso será tema para o ano que vem. No momento leio que alguns sites que o Prefeito começou uma mini-reforma por força do racha de Paulo de Deus. Embora seja muito cedo, creio que se a eleição fosse hoje seria "cabeça a cabeça" entre Anilton, Paulo de Deus e Raimundo Caires.

PRESIDENTE DILMA. É muito cediço para uma projeção. A certa altura do seu mandato ela dirá a Lula que manteve a escalação do Ministério pedida por ele mais terá que terá que mudar, a partir de quando o governo passará a ter a cara dela. O problema é que antes de iniciar seu governo alguns ministros estão na mira da imprensa que divulga atos desaprovadores de maior ou menor importância. O homem quando exercente de cargo público for questionado deverá ser afastado. O funcionário público que é concursado quando comete infração lhe é proporcionado processo administrativo e sua mantença no cargo, se não houver provas contra si. O exercente de cargo comissionado não tem o mesmo privilegio.

PROPAGANDA. No meu escritório Montalvão Advogados Associados ao todo, em Paulo Afonso, a partir de janeiro, serão 06 ou até 07 advogados, eu, e os Drs. Tânia Maria Alves de Souza, Wagner Montalvão, Camila Montalvão, Igor Montalvão e Regina Montalvão, podendo haver a chegada que um sétimo que depois anuncio. Eu digo o que Lula disse: "Não é chic"?

BLOG DEDEMONTALVÃO. J.M. Montalvão (Dedé) titular do blog foi acometido de um pequeno acidente, paralisia facial reversível, e mesmo assim, diariamente o blog é atualizado. Por falar em Dedé ele é consultor do escritório para área de Direito Previdenciário cuja banca fica a cargo de Regina e Camila Montalvão.

CONVOCAÇÃO DO SUPLENTE LESGILADOR. Sobre a decisão do STF e suas consequências sobre a convocação do suplente, se do partido ou da coligação, já enviei artigo de doutrina aos sites jurídicos com minhas conclusões. A quem interessar possa que vá aos buscadores na internet.

FRASE DA SEMANA. "Legal pode ser o sigilo, e o é, quando a lei o admite. Mas, quando, ao contrário, a lei não o consente, o sigilo redunda em clandestinidade, vício que inquina os atos jurídicos, os desnatura, exautora e nulifica." Rui Barbosa.

FELIZ ANO. Nada como desejar aos leitores da coluna, do site, clientes do escritório, amigos e familiares um "FELIZ ANO". Que as bênçãos do Senhor recaiam sobre todos. 

Paulo Afonso, 30 de dezembro de 2010.

Fernando Montalvão.

Titular do escritório Montalvão Advogados Associados.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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