quinta-feira, julho 22, 2010

Quem é verdadeiramente José Serra? Beneficiário da ditadura, ficou 13 anos estudando e se formando no Chile, França, EUA, voltou em 1977, ANTES DA ANISTIA, CONTRADITÓRIO como Dilma

Depois do golpe de 64, sua carreira começa com uma contradição e uma única e não mais repetida coerência. Depois dos anos dourados do exílio, voltou PARA O BRASIL EM 1977, dois anos antes da ditadura PASSAR RECIBO NA PRÓPRIA MORTE. Embora um grupo tentasse a RESSURREIÇÃO.

(Isso foi posto em ação, em duas oportunidades. 1 – Destruição física da Tribuna da Imprensa, em 26 de março de 1981. Se a Anistia foi CONCRETIZADA em novembro de 1979, março de 1981 “era antes”?).

(2 – 1º de maio de 1981, tinham pressa de recuperar o TEMPO PERDIDO desde 1979. Os dois fatos, (Tribuna e RioCentro) foram mobilizados com as alternativas: inutilizar a ANISTIA de 1979, e se não desse certo, VINGANÇA. Sendo que, no atentado do RioCentro, jogavam com a vida de multidões que estavam lá festejando. Os dois atentados, da autoria do mesmo grupo que dominava o SNI).

Por que voltou em 1977? Devia estar autorizado “por quem de direito”, pois ninguém sabia que a ditadura, que oficialmente iria até 1985 (o fim do “mandato” de Figueiredo), iria se dissolver 6 anos antes, e José Serra já sabia com 8 anos de antecedência?

Em 1978, eleição parlamentar. José Serra se candidatou a deputado estadual (pelo MDB, o único que se parecia com um partido), o tribunal eleitoral recusou o registro, alegando que ele estava cassado. Apesar da VOLTA ANTECIPADA, O NÃO REGISTRO, ponto a favor dele. Depois não marcaria mais nenhum.

(Nesse 1978, o MDB tentou registrar minha candidatura ao Senado, resposta do tribunal eleitoral: “O jornalista está cassado, não pode ser candidato”. Acontece que eu fui CASSADO por 10 anos em 1966, até Cabralzinho “descobriria” que a CASSAÇÃO terminaria em 1976. Resposta dos golpistas da ditadura: “A cassação não é mais por 10 anos, É PARA SEMPRE”.

Os golpistas pelo menos eram OTIMISTAS, afirmando que a CASSAÇÃO ERA PARA SEMPRE. Mas a incoerência se Serra, monumental. Não podendo se candidatar, COORDENOU e DIRIGIU a candidatura de Fernando Henrique Cardoso ao Senado na chapa de Franco Montoro. Como FHC se FARTOU DE DIZER que fora cassado e FICARA NO EXÍLIO COM SERRA, como este podia dirigir a campanha de alguém cassado?

Por várias vezes desafiei FHC a provar como é que podia ter disputado a eleição (que representou o início da carreira que o levaria a presidente e à REEELEIÇÃO) tendo sido cassado e ido para o exílio. A primeira vez que contestei as afirmações de FHC, foi no Conselho da ABI, num debate (amigável) com o jornalista Mauricio Azedo, agora presidente (excelente) da própria ABI.

Serra seria Prêmio Nobel de contradição se isso existisse. Na Constituinte, lutou intensamente para acabar com o cargo de vice-presidente. Podia ser uma convicção, embora todos os países com presidente eleito, tivessem vice-presidente. Mas vá lá, poderia ser uma idéia.

Só que depois, em benefício próprio, OFICIALIZOU, USOU E ABUSOU do suplente de senador. Depois de perdeu duas vezes para prefeito de São Paulo, se elegeu senador. E colocou como SUPLENTE, o financiador da campanha. Que ficou quase o mandato inteiro. (Suplente é mais oneroso para o sistema, do que vice-presidente).

Foi ministro de FHC quase os dois mandatos dele, e o suplente gozando os votos que não obtivera. Serra foi ministro da Planejamento e depois ministro da Saúde, assumindo no Senado para ser presidenciável. Por isso foi chamado pelo senador Waldeck Ornelas, da Bahia, de “Pilantrópico”, quando se dizia Filantrópico. Nenhuma resposta.

Serra sempre foi um tremendo carreirista. Para o obtenção de cargos e para se definir ideologicamente. Era tido como se esquerda, quando isso lhe interessava, ou de direita, pelas mesmas razões.

E também era considerado de centro, o maior número de vezes. Gostava de explicar: “Me definem como de CENTRO, porque administrativamente sou CENTRALIZADOR. É que gosto de fazer”.

Tradução de suas palavras: “Só centralizando é possível fazer, o importante é DOMINAR tudo INDIVIDUALMENTE“. O coletivo não serve para fazer?

(Serra não será presidente, mas só por hipótese, admitamos que se eleja: governará sozinho? Então, quando diz que aumentará o número de ministros, não é “verdade-verdadeira” e sim “MENAS” verdade?

***

PS – Foi preterido 5 vezes para ministro da Fazenda, apoiado pela Febraban, que já financiara sua candidatura a deputado federal. A tragédia ministerial começou quando Dornelles deixou a Fazenda, em agosto de 1985.

PS2 – Vetado, o mesmo acontecera quando indicado para uma Comissão de Economistas na campanha de Tancredo Neves. Para substituir Dornelles, Serra perdeu para Dílson Funaro. Como este (excelente figura) estava com leucemia e morreria logo, Serra surgiu novamente. Mas Sarney preferiu Tasso Jereissati, que terminava o mandato de governador do Ceará.

PS3 – Em janeiro de 1987, Sarney, à meia noite, telefonou para Tasso, em Fortaleza, convidando-o para ministro da Fazenda. Aceitou na hora, pediu emprestado o avião do governador de Sergipe, viajou para Brasília. Mas como naquele tempo a velocidade dos jatos ainda não era grande, quando desembarcou, já estava vetado pelo doutor Ulysses.

PS4 – Sarney não podia fazer nada, mas nomear Serra não estava nos seus planos. Escolheu Bresser Pereira, indicado por Abílio Diniz, que já era dono do “Pão de Açúcar”, que começava a ser “lugar de gente feliz”.

PS5 – Bresser era inovação-imolação, não podia durar muito. O que durava era a ambição de Serra e o veto simbólico. Em maio de 1992, houve o impeachment de Collor, apesar dele ter renunciado, mas demorou muito.

PS6 – Antes de Itamar ser efetivado, (já estava como interino) líderes de vários partidos se reuniram para formar o novo governo. Itamar indicou Serra ministro da Fazenda, sofreu veto coletivo. No dia 29 de dezembro, assumia a Fazenda, Gustavo Krause. Que não era do ramo, mas simpaticíssimo. E não tinha o apoio da Febraban.

PS7 – E finalmente, já no primeiro governo FHC, o último veto, esse SURPREENDENTE e MONUMENTAL. Foi nomeado Pedro Malan, que não queria. Ocupava cargo ótimo em Washington, a mulher (sobrinha de Ziraldo) tinha uma escola de sucesso, não queriam vir.

PS8 – Malan não queria, FHC disse “apenas alguns meses no Banco Central”, ficou 8 anos. Jamais gostou tanto de uma decisão, que elogia até hoje.

PS9 – Termino por aqui, precisamente no momento em que Serra faz comparação entre FHC e Lula. Para bajular Lula e mostrar a FHC: “Aqui, no meu governo, você não terá muito espaço”. Ainda vou escrever muito sobre ele e Dona Dilma.

PS10 – Por favor, fato, fatos. Nada CONTRA ele ou CONTRA ela. Haja o que houver, depois de outubro ou novembro (segundo turno) e janeiro (a posse), os tempos serão IMPREVISÍVEIS, perdão, TERRÍVEIS e PREVISÍVEIS. Sem necessidade de binóculo de grande alcane.

Fonte: Tribuna da Imprensa

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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