domingo, março 30, 2014

A prefeita de Jeremoabo procede como uma aloprada.


Dessa vez o povo de Jeremoabo acertou na “mega sena” colocando “anafel”  na prefeitura.
A artista está deixando Jeremoabo igual a uma ruina pós bombardeada.
Achou pouco a buraqueira em toda Jeremoabo, agora preparou uma armadinha para acidentar o povo, ou então aniquilar com o povo através de bactérias infecto contagiosa, já que na cidade não existe saúde pública, não tão pouco vigilância sanitária.
Observem a foto com toda atenção e respondam se, uma pessoa que está com as faculdades mentais em ordem, ou que tenha senso de responsabilidade será capaz de praticar um desatino desse?
Como se observa,  nesse local ficam instados restaurantes e lanchonetes, esse rego que poderemos chamar o “rego de anafel”, além de produzir uma fedentina insuportável e prejudicial à saúde, vem causando constantes acidentes, principalmente à noite.
Quem desinfeta o “rego de anafel” diversas vezes por dia, e  as próprias custas, é um dos proprietários de restaurantes ali existentes, ou seja,   é Carlão o marido de Nide.
Além do afastamento dos fregueses, o contribuinte ainda gasta do próprio bolso uma fortuna com desinfetantes.
A que ponto chega a irresponsabilidade e o despreparo de um desgoverno.







Para maioria dos brasileiros, corrupção atual é maior do que na ditadura, aponta pesquisa

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Prefeitura distribui mais de 5,5 mil notebooks para professores da rede municipal

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Abaixo transcrevo assunto de suma importância para os eleitores de Jeremoabo, e que merece uma profunda reflexão, porque “errar é humano, agora perseverar no erro é burrice"



Antes tarde do que nunca.

Ainda bem que Pedro Son, veio  em tempo se manifestar  para os eleitores escolherem o que é bom para Jeremoabo.
 Declinou que os eleitores de Jeremoabo que votam no grupo “anafel”, são eleitores de cabresto, votam sem saber, e as vezes nem veem o artista ~
Acredito que com o desgaste generalizado que o desgoverno “anafel” vem sofrendo, qualquer cidadão de bem,   progressista  que ama Jeremoabo e que luta pelo progresso e moralização  da coisa pública,  não votará em candidato indicado por “anafel”, pois ela  é a pessoa com menos credibilidade para indicar qualquer candidato.

Contra fatos não há argumentos, as fotos documentam a desgraça que em pouco tempo “anafel” submeteu Jeremoabo.
Conheço o Pedro Son desde o tempo que ainda foi meu aluno, e sei que não irá embarcar numa canoa furada, comandada por “anafel” e sua corja.



CARTA ABERTA À PREFEITA ANABEL E TISTA DE DEDA

CARTA ABERTA À PREFEITA ANABEL E TISTA DE DEDA
Digníssima Prefeita e ilustre líder político,
Aproximam-se as eleições e ainda não há definição de apoio a candidatos a Deputado Estadual e Deputado Federal pelo grupo político que Vossas Senhorias lideram, pelo menos publicamente. Jeremoabo tem sofrido nos últimos anos por falta de atuação de deputados que levam os votos dos jeremoabenses e desaparecem! Muitas vezes, ilustres desconhecidos, que nem sabem das dificuldades pelas quais passam nossos sertanejos. Quando agora o orçamento impositivo (via emendas parlamentares) é realidade, bem sabe Vossa Senhora que muito Jeremoabo poderia ter recebido, aumentando os repasses, recursos e convênios que a Prefeitura Municipal de Jeremoabo tem recebido dos Governos Estadual e Federal. Nossa população está se sentido, cada vez mais, como gado marcado, preso num curral à espera da hora final, impotentes para tomar quaisquer decisões e obedecendo cega e piamente aos mandos e orientações. Queremos ser bem representados! Queremos gente que ame, vibre e goste de nossa terra! Queremos Deputados envolvidos com nossa dinâmica regional, que saiba nossas necessidades, que conheça nossas limitações, problemática e, sobretudo, que seja VISÍVEL. Que seja alguém que quando o olhemos possamos rapidamente definir como um parceiro e defensor de JEREMOABO! Eu, e muitos, não suportamos mais esses Deputados Copa do Mundo!
Atenciosamente,
PEDRO SON

CARTA ABERTA À PREFEITA ANABEL E TISTA DE DEDA
Digníssima Prefeita e ilustre líder político,
Aproximam-se as eleições e ainda não há definição de apoio a candidatos a Deputado Estadual e Deputado Federal pelo grupo político que Vossas Senhorias lideram, pelo menos publicamente. Jeremoabo tem sofrido nos últimos anos por falta de atuação de deputados que levam os votos dos jeremoabenses e desaparecem! Muitas vezes, ilustres desconhecidos, que nem sabem das dificuldades pelas quais passam nossos sertanejos. Quando agora o orçamento impositivo (via emendas parlamentares) é realidade, bem sabe Vossa Senhora que muito Jeremoabo poderia ter recebido, aumentando os repasses, recursos e convênios que a Prefeitura Municipal de Jeremoabo tem recebido dos Governos Estadual e Federal. Nossa população está se sentido, cada vez mais, como gado marcado, preso num curral à espera da hora final, impotentes para tomar quaisquer decisões e obedecendo cega e piamente aos mandos e orientações. Queremos ser bem representados! Queremos gente que ame, vibre e goste de nossa terra! Queremos Deputados envolvidos com nossa dinâmica regional, que saiba nossas necessidades, que conheça nossas limitações, problemática e, sobretudo, que seja VISÍVEL. Que seja alguém que quando o olhemos possamos rapidamente definir como um parceiro e defensor de JEREMOABO! Eu, e muitos, não suportamos mais esses Deputados Copa do Mundo!
Atenciosamente,
PEDRO SON


Lanterna acesa à procura de um politiqueiro honesto !


Conta a história que há mais de 2000 anos atrás, quando o filosofo grego Diógenes de Sinope andava pelas ruas de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa, perguntaram a razão para tal atitude, este respondeu: que estava à procura de um Homem Honesto.

O que aconteceu na Grécia há 2000 anos atrás, estamos precisando que a história se repita atualmente em Jeremoabo, pois os politiqueiros dessa  pequena cidade do estado da Bahia estão mais do que desmoralizados.
Ontem (28), o Juiz de Direito Dr. Antônio Henrique da Silva,  da 51ª Zona Eleitoral, cassou o mandato do vereador Manoel José de Souza Gama por abuso de poder econômico.
Diante desse quadro que irá assumir o cargo de vereador será  o primeiro suplente, o Sr. João Dantas de Jesus, mais conhecido na região como João de Antônio de Ana.
Vamos conhecer mais um pouco do político substituto:



Foto de Jose Dantas.






Candidato a vereador pelo Partido Social Democrático - PSD -
Ficou na Suplência com  556 votos -  2,83%

Sua atuação como  Presidente da Câmara - teve as  Contas  rejeitadas concernentes ao  período 01/06 a 30.12.2008 .
Portanto , na realidade o que está acontecendo é a troca de seis por meia dúzia, onde irá permanecer tudo   como dantes no "Quartel de Abrantes"


Foto






OUU... QUERIA O QUE? O SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE IRMÃO DA PREFEITA, ASSASSINOU AS ÁRVORES  EXISTENTES NA CIDADE






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Carlos Newton








DILMA NÃO MUDA NADA



Carlos Chagas














DEM e PSDB querem chapa puro sangue na Bahia

Foto: Edição 247:


Gilmar: AP 470 era “uma teia”, diferente do PSDB http://brasil247.com/+ipfzs Ministro do Supremo Tribunal Federal votou, no caso da Ação Penal 470, para que o STF julgasse todos os réus, mesmo os que não tinham foro especial; no 'mensalão tucano', Gilmar Mendes defendeu que o processo deve ser remetido à Justiça comum, uma vez que Eduardo Azeredo renunciou ao mandato de deputado; ele nega, porém, que haja incoerência nas duas posições; "O mensalão era uma rede, uma teia, não havia como separar os investigados. Naquele caso, pouco importava ter ou não direito a foro privilegiado"; para ele, ao contrário de Azeredo, José Dirceu merecia o foro privilegiado, mesmo sem ter mandato



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Janot vai analisar vídeos de Rachel Sheherazade

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Josias: STF 'chancela deboche' com caso Azeredo

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Aracaju vira chacota nacional na Globo por proibição da PMA

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Reportagem do telejornal matinal da Globo, o Bom Dia Brasil, nesta sexta (28), denunciou a proibição da entrada de estudantes nas escolas, por não estarem com o novo uniforme que tem a logomarca da atual gestão, de cor verde; alunos com fardas do ano anterior, na cor laranja, estão proibidos de entrar nos colégios; diante do caso, o jornalista Alexandre Garcia produziu um duro comentário: "Essa é a má lição de mostrar que a aparência vale mais do que o conteúdo. Estão usando o público com interesses pessoais, indo contra o que a Constituição diz que a administração tem que ser impessoal. É projetar isso no uniforme das crianças, como se fosse camisa de atleta com a propaganda do nome do patrocinador. É como se dissesse que quem não veste a camisa do prefeito não pode entrar na escola 
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Na mentalidade da prefeita de Jeremoabo “anafel”, todas cidades vizinhas estão erradas, só ela está certa..


Foto de Eros Daniel Tavares.




Vejamos o que diz Guilherme Silveira:
Olha o que recebemos..... e depois ainda dizem que melhor 50% do que nada! O povo não sabe o direito que tem e ainda tem medo de cobrar por causa de que? (Fotos tiradas por um aluno no estacionamento da AGES, este fim de semana, o mesmo ainda disse que chegou tarde e que mais de 30 ônibus já tinham ido embora)


Olha o que recebemos..... e depois ainda dizem que melhor 50% do que nada! O povo não sabe o direito que tem e ainda tem medo de cobrar por causa de que? (Fotos tiradas por um aluno no estacionamento da AGES, este fim de semana, o mesmo ainda disse que chegou tarde quando mais de 30 ônibus já tinham ido embora, todos amarelinho)

Respondo dizendo:
Jose Dantas Amigo Guilherme, já debatemos tanto sobre esse assunto, que vou me ater apenas ao seguinte pensamento que traduz tudo que está acontecendo em Jeremoabo concernente transporte para universitários.
Logo em seguida transcrevo parte de um texto de um vereador que não reza na cartilha dos vereadores de Jeremoabo.
Quem defende o errado está certo?
Por Elizeu Dionizio (*)
A vida em sociedade exige respeito, integridade, coerência, lealdade, compromisso, submissão às autoridades e à legislação, outras tantas virtudes e valores duramente conquistados e que nos permite outorgar aos nossos filhos e descendentes como válidos para imaginar que a perpetuidade da nossa eternidade seja como pessoas civilizadas.
Dentre esses valores e virtudes, uma hoje se destaca: a capacidade de distinguir entre o Certo e o Errado. Reafirmo: Existe o Certo e existe o Errado.
Ensinamos as nossas crianças tal diferença, acreditando que, no futuro como adultos e responsáveis por TODOS os seus atos, nas decisões das suas vidas estejam aptos e capacitados a escolher as coisas certas e rechaçar as coisas erradas. E a razão deste desejo é que todos os ATOS tem CONSEQUÊNCIAS.
As coisas certas produzem consequências boas. As coisas erradas só podem geram consequências ruins.
Esta é a regra universal. Que também vale (ou ainda deve valer) aqui em Jeremoabo.(nossa modificação)
Desde sua posse como principal responsável por conduzir os rumos de nossa cidade o que se viu foram decisões em desconformidade com a legislação, desalinhadas com o interesse público, desconectadas das necessidades das pessoas, praticadas na contramão das boas regras de gestão pública, trazendo instabilidade e insegurança, afastando investimentos, em suma prejudicando as pessoas em primeiro lugar.
Chamo a atenção da sociedade jeremoabense, pois nessa maratona de desmandos e paralisia pública, que tantos prejuízos e atrasos já provocaram no atendimento das necessidades do novo povo, existem os defensores do errado, que buscam através de malabarismos gramaticais e subterfúgios venderem que o Errado está certo.
O Errado é errado. Independente do ponto de vista ideológico ou pseudo-político. E como erro tem consequências. E dentre elas a substituição de quem deveria ter acertado em suas decisões. Erro, aliás, passível de verificação por simples alunos ou noviciados.
E apenas para reflexão! Quem defende o Errado está certo?
Para mim e acredito que para muitos pais e mães ciosos do futuro dos seus filhos (aqui em Jeremoabo), entendo que: Quem defende o Errado está tão errado como quem erra!
(*) Elizeu Dionizio Souza da Silva é vereador em Campo Grande pelo SDD (Solidariedade).






Boletim Carta Maior - 30 de Março de 2014
          
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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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