sábado, dezembro 29, 2018

CARTA DE REPÚDIO

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe...... Frase de Provérbio português.



Ao longo de muitos anos, muito foi falado sobre a VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO em nossa querida Jeremoabo, quando falo aqui “VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO”, faço referência aos indicadores, bem como logicamente a valorização dos profissionais de Educação. Entretanto neste ano de 2018, esse tema “valorização” esteve acredito eu em seu auge, tendo sido tema de acalorados debates e pretensões futuras para com o futuro de nosso município.
Chegada a data de hoje 29/12/18, percebo que a EDUCAÇÃO jamais será prioridade neste país, sobretudo em nosso município, haja vista o total despreparo, descaso, desprezo e desrespeito dos que estão a frente da “gestão” municipal para com todos os profissionais da pasta, sobretudo os professores. Sabe-se que o conceito básico de Gestão é: Ato ou efeito de gerir, administrar, gerência, entretanto, não é o que está acontecendo em Jeremoabo.
Atualmente, eu que faço parte dos servidores públicos que integram a Secretaria de Secretaria Municipal de Educação, já não mais posso pensar se quer honrar com os meus compromissos básicos em data(s) precisa(s). Muito se fala que a “culpa” do total abandono da EDUCAÇÃO, é fruto disto ou daquilo. Agora eu pergunto: Onde foi parar toda a convicção, planejamento, certezas que outrora foram apresentadas a sociedade nos distintos discursos e mídias de comunicação disponíveis?
Hoje vejo que todo o esforço que se faz, ao estudar, licenciar-se, pós graduar-se, de certa forma não valem a pena, uma vez que o fator qualificação profissional, de nada vale em nossa cidade, uma vez que vejo pessoas desempenhando funções sem a devida competência ou habilidade, vejo-me ainda, ser submetido a caprichos, favores, acordos, e sabe-se Deus o que mais está envolto na conquista de uma vitória política. Digo mais, eu que prestei concurso, e que deveria de fato ter algum respeito para comigo, haja vista que sou PROFESSOR, servidor público concursado e não NÔMADE DO SERVIÇO PÚBLICO, sou descaradamente ridicularizado, muitas vezes por pessoas que se quer merecem um mínimo da minha atenção por falarem tanta asneira.
Assim como, não posso esquecer que fui hostilizado por colegas da classe docente e familiares, a tão poucos dias atrás, chegando a ser rotulado de covarde, acomodado, traíra ... ,por pensar de forma diferente em determinado momento, não agindo pelo calor da emoção em uma reivindicação mais do que LOUVÁVEL, mas por entender a necessidade de retribuir aos meus alunos um gesto grandioso de solidariedade humana que os mesmo demonstraram para com o próximo, atendendo prontamente um pedido por mim feito. 
Em momento algum estive ou estou em consonância com esse total caos no qual estamos inseridos meus caros, tenho uma mãe e um pai que me ensinaram desde pequeno a respeitar opiniões, as decisões do próximo, e jamais prejudicar alguém para poder prosperar, e é nestes princípios que tenho pautado minha vida e ensinado aos meus filhos.
Entretanto, sinto-me impotente diante de tanta incompetência, despreparo, desleixo por parte daqueles que a democracia achou por bem conduzir os rumos gestores de nosso município. Entretanto, entendo que se foram escolhidos para consolidarem a Gestão: Ato ou efeito de gerir, administrar, gerência, que assim a façam e deixem de justificar suas falhas em possíveis falhas de outrora, pois tempo para isso já tiveram, no entanto, a cada dia o que se vê é uma atitude equivocada atrás da outra, atitudes que certamente estão interferindo de forma direta e negativa a minha vida e de muitas outras pessoas, portanto deixem de querer justificar aquilo que só não compreende quem não quer, ou quem beneficia-se do caos que estamos enfrentando, UM TOTAL DESPREPARO, que ainda haverá quem queira justificar de forma descabida ou infundada. 
Quero o que me é de direito, pois trabalhei, cumpri meus horários, e nada mais correto do que receber o que me é devido. Sou PROFESSOR por vocação e convicção e tenho muito orgulho de ser chamado de PROFESSOR, não sou alguém que busque ser notado, ser bajulado, ou algo do tipo. Portanto exijo o devido respeito, e tenham certeza que como servidor público diretamente lesado que estou sendo, como cidadão de bem que sou, certamente irei tomar as devidas providências cabíveis para receber o que me é devido. 
Me chame Paulo Roberto, sou PROFESSOR e exijo respeito.

Nota da reação deste Blog - Caro professor Paulo Roberto, como jornalista e como cidadão, quero solidarizar-me e parabenizar através da sua pessoa todos os professores jeremoabenses que estão sendo desrespeitados, humilhados e massacrados. Lembrem-se que vocês são mestres por toda vida; e o prefeito, é o empregado de todos nós por um curto período de tempo, é passageiro.
Vocês estão sendo vitoriosos nessa luta desigual, digo vitoriosos, porque já conseguiram a admiração, o apoio e o respeito, de todos os cidadães de bem de Jeremoabo.
A minoria que condena vocês, são dignos de pena porque não sabem o falam, é como diz Mateus 7:6 " 
"Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão."
A primeira etapa da luta vocês já foram vitoriosos que foi a admiração e o respeito do povo de Jeremoabo, resta agora partir para a batalha final que é bater a porta do MPF, MPE, CGU e Ministério do Trabalho.
  

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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