sexta-feira, janeiro 15, 2016

Mandado de Segurança está pronto para ser impetrado ao STF


Charge de Pelicano (reprodução da Charge Online)
João Amaury Belem
“Saber o que é certo e não fazê-lo é a pior covardia” – (Confúcio); Os homens “pela injustiça aprisionam a verdade” – (São Paulo em Epístola aos Romanos: 1,18); “Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.” (Declaração Universal dos Direitos Humanos – art. 10)
Certamente, decisão proferida por julgador parcial, além de vulnerar o Princípio da Impessoalidade, viola também o Princípio da Moralidade, por se assemelhar a um “jogo de cartas marcadas”, o que, induvidosamente, ocorreu no julgamento da Medida Cautelar da ADPF 378, apresentada ao Supremo pelo PCdoB para alterar o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Como afirmado em seu preâmbulo, se a Constituição da República foi promulgada “sob a proteção de Deus”, reveste-se de juridicidade a invocação dos seguintes preceitos da Lei de Deus, a Bíblia Sagrada: “Antes de julgar, procura ser justo.” (Eclesiástico: 18,19); e “Não fica bem favorecer um perverso para prejudicar o direito do justo.” (Provérbios: 18,5)
BÉJA TEM RAZÃO
O honrado advogado Dr. Jorge Béja está coberto de razão. A questão da ADPF 378 diz respeito ao Direito Eleitoral, ao Direito do Eleitor, à Democracia. Não se compara a uma lide entre particulares. Aqui, de um lado 220 milhões de eleitores. Do outro, o Supremo, com 11 ministros.
Estreme de dúvida o ineditismo dessa Ação Mandamental de Segurança capitaneada pelo nobre amigo Carlos Newton e pelo caro Francisco Bendl, pois, considerando que o Brasil varonil está mergulhado em profunda crise, apesar de o partido político detentor do poder e seus asseclas insistirem que se trata de crise exclusivamente econômica, na verdade, a crise é política e, sobretudo, moral, de modo que não passa pela cabeça de nenhum brasileiro que dois eleitores teriam a iniciativa de enfrentar o Supremo com um Mandado de Segurança, remédio constitucional pela primeira vez utilizado para tal fim.
UM GRANDE PASSO
Mais uma vez me socorrendo do nosso combativo colega Dr. Jorge Béja: “Esse nosso passo está 100 anos à frente da Ciência do Direito das Gentes, dos Povos e da Democracia”.
Em tais condições, embora estejamos na iminência de nos defrontar com três podres poderes, jamais haveremos de desanimar e nos abater, porque milhões de brasileiros aguardam ansiosamente o desenlace desse imbróglio, de modo que não podemos nem vamos desistir.
Abraços a todos e que Deus nos ilumine e nos abençoe.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Nosso profundo agradecimento ao Dr. João Amaury Belem. Junto com os Drs. Jorge Béja e José Carlos Werneck, ele corajosamente está defendendo nossa causa, a ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal contra o próprio STF e em defesa da correção na aplicabilidade da Justiça. (C.N.)

Mensagens de celular da OAS comprometem Lula e Dilma

Daniel Carvalho e Beatriz Bulla
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Ex-líder do governo evitou depoimento de Léo Pinheiro em CPI


Chinaglia livrou o presidente da OAS de ir à CPI
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Recessão deve ofuscar supostos benefícios da Olimpíada


Charge do Sinfrônio (reprodução de Charge Online)
Mateus Fagundes e Maria Regina Silva
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OAS fez apelo a Gabas e um mês depois recebeu R$ 30 milhões


Gabas segue Lula e diz que não tem nada a ver com isso
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Estadão

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Diário do Poder compartilhou um link.
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"Nós não reconhecemos o erro porque, quando o cinto de segurança não era previsto na legislação, os 200 milhões de brasileiros não estavam cometendo nenhum equívoco. Simplesmente a legislação não previa. A mesma coisa…
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A taxa de desemprego no país voltou a subir e ficou em 9% no trimestre encerrado em outubro de 2015. O resultado é o mais alto da série histórica…
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Crise? Que crise? O STF está comprando carros de R$ 155 mil para seus ministros
http://www.implicante.org/?p=36074

Com as novas aquisições, os 11 ministros passarão a ter uma frota de 12 carros à disposição deles.
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INTERVENTOR... CENSOR!

Não venha censurar o Cristalvox, Deputado Nelson Marchezan Junior! Não vivemos mais o tempo do seu pai... Tempo em que poder era obtido pela…
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Cristalvox
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Visite o post para mais.
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Para Temer e Cunha, é o PT quem está estimulado a ida dos "black blocs" às ruas
http://www.implicante.org/?p=36080

Com isso, os petistas desestimulariam a classe média a comparecer nos protestos pelo impeachment de Dilma marcados para março
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iário do Poder
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Ferraço afirma que reiterou diversas vezes ao partido para que deixasse a aliança com o PT e com Dilma Rousseff, que classifica como a "aliança…
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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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